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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Pedro Gil volta ao comando da Câmara e deixa salários em dia

Interino tocou obras públicas, deixou secretarias equipadas e retoma Legislativo com a incumbência de promover o diálogo

Anderson Duarte

Foram três meses de muitos desafios, poucas condições, mas com muita vontade de realizar. Esse é o balanço da rápida, porém produtiva, passagem do político Pedro Gil pela administração municipal. Uma sequência de sucessões temerárias fez com que desde o ano de 2014 nenhum prefeito conseguisse terminar sua jornada a frente do Executivo, fato que tornou ainda mais difícil a passagem do vereador pela Casa Rosada. A partir de hoje, 04, Gil volta ao comando do Legislativo com a incumbência de promover um novo diálogo entre vereança e gestão pública municipal, aliança rompida nos últimos anos pelo atrito de Mario Tricano com os edis. O jeito de falar simples, as palavras diretas e sem a mesma preocupação com conchavos políticos, fizeram de Pedro Gil, o prefeito com a maior quantidade de ações efetivas dos últimos anos, mesmo em apenas noventa dias.
O político de primeiro mandato, que assumiu logo de cara a Presidência da Mesa Diretora e acabou com incumbência de gerir a cidade em sua maior crise institucional da história, logo disse em sua chegada ao cargo: “não tem vergonha de pedir ajuda a empresários, entidades e a própria população”. Em sua primeira entrevista depois de assumir o cargo, Pedro Gil deixou claro que independente de quanto tempo ficaria no cargo, tinha a missão de dar início a ações de recuperação, mesmo que não fosse ele o responsável pela execução da mesma. Nesta terça-feira, 03, em sua última entrevista como prefeito, Gil enalteceu a participação da população e dos servidores neste trabalho de recuperação da infraestrutura danificada em diversos bairros da cidade. “As ações têm o objetivo de prevenir enchentes e corrigir os problemas causados pelas chuvas. Os moradores da Rua Paraná, em Araras, por exemplo, ganharam uma nova rede de galeria pluvial para facilitar a drenagem das águas. Ao todo, 23 manilhas novas e duas caixas de passagem foram instaladas no local pelos funcionários da Secretaria de Serviços Públicos”, enaltece.
Em simples colocações, o político também ressaltou que deixa a administração com melhores condições administrativas. “Eu não sei falar direito, mas sempre disse que se precisasse falar contratava alguém que me ajudasse. Também não entendo nada de leis, mas me cerco de bons advogados para respeitar elas sempre. Mas, administrar é coisa que eu sei, conheço bem e nunca tive medo de colocar tudo a disposição da minha cidade. Deixo a máquina em dia e funcionando. O prefeito Claussen vai ter a oportunidade de pegar muitos processos importantes iniciados”, disse Pedro Gil, que ainda acrescentou: “Sempre disse que precisávamos economizar, mas não poderíamos penalizar a população. Só não tem mais espaço para extravagâncias, é simples, não precisa inventar. Tem que arrumar dinheiro para comprar caminhões de lixo, compactadores, que vão nos permitir economizar muito com os gastos com o lixo, sem contar que o serviço vai ser prestado. Tem que melhorar o serviço com o que tem. Essa coisa de ficar terceirizando é pra quem tem dinheiro sobrando e pode pagar mais caro, o que não é o nosso caso”, explicou Pedro Gil.
Por óbvio, o que é simples, custa menos. Fazer as coisas apenas de acordo com a necessidade reduz os custos totais. A mentalidade simplificadora permite identificar o essencial e, assim, facilita a eliminação do que não é fundamental. Permite focalizar os esforços e definir melhor as prioridades, possibilitando que se escolha aquilo que vai trazer o mínimo de esforço e o máximo de resultado. Ajuda a criar padrões e hábitos, com rotinas simples e repetidas que permitem simplificar as operações e melhorar a produtividade e a qualidade. E os custos totais de gestão diminuem. Uma das primeiras ações do gestor foi cortar pela metade o número de pastas da estrutura de governo. “Como disse, eu precisava me cercar de pessoas competentes, e que queriam melhorar nossa cidade, como eu sempre quis. Todo que tive a oportunidade de convidar a participar desse Governo tão rápido, saem com a cabeça erguida e com o sentimento de dever cumprido em tão pouco tempo e com tantas dificuldades”, disse Gil.
Ponto nevrálgico da última temerária gestão, o pagamento do funcionalismo público da prefeitura também foi tema de muitos elogios recebidos por Gil, que sai do cargo com todos os pagamentos em dia, mas sem nenhuma previsão de milagre pela frente. Segundo ele, um entendimento com a Câmara por parte de Claussen será necessário. “Nós vamos ter quer conversar com a Câmara porque o prefeito que estava no poder antes de mim, antecipou e quitou tudo o que podia com clara intenção de prejudicar que viria pela frente, e com essa margem de remanejamento tão apertada em 10%, mesmo entendendo também que é justa, não poderemos garantir o futuro breve. O Vinícius terá que conversar com a Câmara para podermos chegar a uma saída para o problema”, explica Pedro Gil.

 

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Edição 28/05/2024
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