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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Pescado: Comerciantes locais atentam para cuidados com origem do produto

Informação é que material vendido no município não tem ligação com regiões onde predomina a preocupação com a "doença da urina preta"

Luiz Bandeira

Nos últimos dias surgiram nas redes sociais publicação alarmantes que sugeriam que consumir peixes e frutos do mar, ainda que bem cozidos, seria altamente perigoso por conta do surgimento de uma doença causada pela ingestão de uma toxina presente no pescado. Essa informação causou uma queda na venda de peixes apurada pela nossa reportagem, junto a comerciantes locais, na ordem de 40%. Ciente do problema o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou uma nota na qual alerta sobre uma possível relação entre os casos de doença de Haff, conhecida como “urina preta”, observados este ano no Brasil, e o consumo de peixes, mariscos e crustáceos sem o selo dos órgãos de inspeção oficiais. Diante da repercussão, procuramos Nilson Neves proprietário do Recanto dos Pescadores, que nos garantiu que o risco está em consumir peixes pescados em rios contaminados e que todo o pescado de água doce oferecido em seu estabelecimento é cultivado em cativeiros provenientes de Roraima, na Região Norte do país, onde há todo um cuidado com a saúde do animal, inclusive com supervisão de veterinários.
Nilson detalha todo o processo de segurança sanitária que passa o pescado que oferece. “Esse peixe é transportado até o frigorífico, é abatido em água gelada, é congelado e eviscerado na mesma hora para que não haja contaminação, é congelado na temperatura específica e transportado até aqui na Região Sudeste em caixas de isopor ou caixas de papelão em carro refrigerado”, explica. O empresário relatou ainda que os primeiros investigados pelos órgãos de segurança alimentar do país foram esses frigoríficos que acondicionam para comercialização, peixes e frutos do mar. “O peixe vem direto de lá, a gente não manuseia ele de maneira alguma, quando ele sai daqui (frigorífico a 19 graus negativos) nos o descongelamos pra fazer os pratos no Recanto e se o cliente quiser pode também comprar o peixe para preparar um casa”.
O comerciante relatou também que recentemente fiscais do Procon que estiveram atuando em Teresópolis consumiram o peixe servido pelo seu restaurante, “gostaram e ainda levaram peixes congelados comercializados”. Ainda em entrevista para ao jornal O Diário e Diário TV, ele deu orientações de segurança para o consumidor que vai comprar pescado. “Ao invés de você pegar um peixe fresco, que você não sabe quanto tempo ele ficou fora do gelo, se ele foi eviscerado quanto tempo depois dele ser pego, o ideal é você pegar um peixe embalado que tenha o Selo de Inspeção Federal (SIF), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, esse você pode ter certeza que não tem problema”.

Mais sobre a doença
A dificuldade para a identificação do material contaminado está no fato de que a toxina causadora não tem gosto nem cheiro específicos, o que torna mais complexa a sua percepção. Por ter sido registrada em diversos biomas (rios, lagos, mares etc) e espécies, não é possível, até o momento, determinar, com base nos casos analisados, os ambientes e animais envolvidos. Ainda segundo o ministério, os primeiros casos de doença de Haff registrados no Brasil aconteceram em 2008. Foram também registrados casos em 2016 e, agora, em 2021. Diante da situação, o Ministério está orientando a população a ficar atenta na hora de comprar pescados, de forma geral, verificando sempre se contém certificação.

 

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Edição 23/04/2024
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