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Petição pede o fim da exploração de cavalos em Teresópolis

Data: 07/12/2019

"Contamos com a população para nos apoiar nesse movimento, que envolve não só a Anjos Peludos, mas outras ONGs e protetores independentes", enfatiza Elizabeth Simões - Marcello Medeiros

Marcello Medeiros

Teve grande repercussão esta semana o caso envolvendo um cavalo utilizado no serviço de charretes praticado no entorno da Feirinha do Alto. Exausto pelo trabalho duro, e ao que tudo indica vítima de maus tratos, ele caiu na calçada, ainda preso ao equipamento, e ficou assim por um longo período. A cena foi registrada por um internauta e acabou criando um grande movimento. Fiscais da Coordenadoria de Proteção e Bem-estar Animal e Secretaria Municipal de Meio Ambiente identificaram e notificaram o proprietário, que deve ainda responder criminalmente. Mas a situação gerou uma discussão ainda maior: protetores de animais se uniram para pedir o fim da exploração dos cavalos em Teresópolis, assim como aconteceu em outros municípios. Eles estão realizando uma petição pública e, no próximo fim de semana, vão realizar protesto na região onde a situação é mais frequente, o bairro do Alto. “Esse caso teve destaque, mas não foi o primeiro. Não sei precisar há quanto tempo, quantos anos, isso acontece. Os cavalos são explorados em trabalho carregando peso e depois soltos, correndo riscos, comendo lixo. Eu mesma cansei de parar na frente desse pessoal e obrigar que coloquem pelo menos água, já teve vezes dos animais beberem dois, três baldes de água, só aí dá para se ter uma ideia. Queremos um basta, chega, esse caso foi demais. Não só os protetores de animais, mas a maioria da população de Teresópolis não quer mais ver isso”, relata Elizabeth Simões, da ONG Anjos Peludos. “Não conheço um caso que aconteça diferente, que utilizem os animais para trabalhar e os tratem bem, que deem o tratamento mínimo exigido, infelizmente’, completa.
Em entrevista na redação do jornal O DIÁRIO e DIÁRIO TV, ela lembrou os casos de municípios onde os animais deixaram de ser explorados e seus proprietários buscaram outras alternativas para continuar utilizando os serviços de charretes, entre outros. “Em Petrópolis isso acabou recentemente, estão usando carros e outras maneiras para continuar atendendo os turistas. Em Paquetá, quem não lembra? Só se andava a cavalo e charrete e hoje estão vivendo muito bem sem esses animais, que foram para um paraíso, para um lugar ter dignidade no resto da vida”, pontua. 
Para atentar trazer essa realidade para o município, uma voluntária da ONG está realizando uma petição pública (o link pode ser acessado na página facebook.com/anjospeludostere) e, no próximo fim de semana, o grupo vai realizar um protesto na Feirinha do Alto. “Está circulando essa petição criada por uma de nossas voluntárias e nós precisamos de muitas assinaturas para fazer que ela signifique realmente, que mostre nossa preocupação com o tema. No dia 14 estaremos no local onde ficaram carregando pessoas e charretes para protestar, não deixar que eles saiam para trabalhar, vamos protegê-los. Contamos com a população para nos apoiar nesse movimento, que envolve não só a Anjos Peludos, mas outras ONGs e protetores independentes”, enfatiza Elizabeth. 

Dono de cavalo vai responder a inquérito policial
Dando continuidade à atuação da COPBEA (Coordenadoria de Proteção e Bem-estar Animal), em conjunto com equipe da Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente, foi identificado, na última terça-feira (3), o dono do cavalo que sofreu maus-tratos no último domingo (01). O flagrante, que ocorreu no bairro do Alto, foi filmado e postado nas redes sociais por um internauta e ganhou a capa da edição de terça do jornal O DIÁRIO. “Encaminhado para a 110ª Delegacia de Polícia, o dono do cavalo foi multado e vai responder a inquérito e provavelmente a processo judicial”, divulgou a Assessoria de Comunicação da Prefeitura ontem. “O proprietário é morador do bairro Granja Guarani, onde o cavalo também fica. Ele já havia sido advertido por ter abandonado o animal em via pública, no Soberbo. Agora foi multado e será responsabilizado, inclusive criminalmente, por seus atos. O animal passa bem”, explicou Jackson Muci, coordenador da COPBEA.
A população pode fazer denúncias de maus-tratos a animais pelo telefone da COPBEA (2742-7763). Sobre cavalos e outros animais de grande porte perambulando em via pública o contato deve ser feito diretamente com a Guarda Civil Municipal (3642-8299). Nesta quarta-feira, a reportagem do jornal O DIÁRIO recebeu mais uma reclamação de moradores da Posse nesse sentido. Segundo eles, após um motorista sofrer acidente de trânsito por causa de um animal na pista, foi realizada fiscalização no local. No dia seguinte, porém, os cavalos voltaram a circular pelo bairro. A situação também é comum na região do Alto e 40 Casas.

Cadastro único de protetores e cuidadores de animais
O estado do Rio vai instituir o cadastro único estadual de protetores e cuidadores de animais soltos ou abandonados. A determinação é da Lei 8.644/19, sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo desta sexta-feira (06). A proposta, de autoria do deputado Rodrigo Amorim (PSL), tem o objetivo de valorizar os protetores de animais, bem como facilitar o atendimento e tratamento de animais em situação de rua. O cadastramento será obrigatório e deverá ser realizado anualmente. Os protetores cadastrados terão atendimento preferencial em emergências de primeiros socorros, nas avaliações clínicas dos animais tutelados ou recolhidos e para vacinação antirrábica e esterilização gratuita, oferecidos pelos profissionais de órgãos estaduais e municipais responsáveis por esses procedimentos. Os cuidadores também terão acesso facilitado a incentivos e outras prerrogativas que venham a ser criadas pelo Poder Público. Para solicitar o cadastro, os cuidadores deverão apresentar os seguintes documentos: comprovante de residência no Estado do Rio; identidade com foto, certidão expedida por órgão de vigilância sanitária municipal, além de uma carta de recomendação feita por médico veterinário que atua na mesma região do cuidador ou por duas testemunhas idôneas que atestem conhecer o cuidador e seu interesse no trato com animais.

 

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