Policiais civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) realizam, nesta quinta-feira (11/06), uma ofensiva contra uma organização criminosa especializada em roubo de veículos, desmanche e comercialização de peças automotivas de origem ilícita. As investigações, que duraram mais de um ano, apontaram que os investigados movimentaram mais de R$ 10 milhões. A ação faz parte da “Operação Torniquete” e tem como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e Nova Iguaçu.
As apurações revelaram uma estrutura criminosa organizada, dividida em três grandes núcleos: roubadores, corte e intermediação e receptadores. Os roubadores eram responsáveis pelos roubos dos veículos mediante violência. O núcleo de corte e intermediação era dos indivíduos encarregados pelo desmonte dos automóveis em áreas conflagradas e pelo transporte de peças para os receptadores. O terceiro grupo é o dos receptadores, em que os empresários do setor de “ferros-velhos” financiam a atividade ilícita por meio da compra dessas peças automotivas e da posterior revenda ao consumidor final.
De acordo com os levantamentos, o esquema de roubo, corte e posterior revenda das peças dos veículos movimentou mais de R$ 10 milhões em pouco mais de um ano. Neste período, os policiais também apreenderam um automóvel e um jet ski avaliados em mais de R$ 200 mil com um dos indivíduos.
Desde o início das investigações, os agentes já prenderam cinco integrantes do grupo, entre eles o principal cortador de veículos da facção criminosa Terceiro Comando Puro. Ele foi capturado em flagrante enquanto transportava peças retiradas de dois automóveis recém-desmanchados para serem revendidas em Nova Iguaçu. Outro bandido, apontado como um dos maiores receptadores de peças roubadas do estado, também foi preso durante as apurações. Além deles, outros três indivíduos, autores de diversos roubos de veículos, também se encontram presos.
As ações desta quinta-feira têm como foco endereços vinculados aos investigados e buscam aprofundar ainda mais as apurações, reunindo novas provas sobre a estrutura financeira e operacional do grupo criminoso. O objetivo é identificar outros envolvidos no esquema, ampliar o mapeamento da rede de receptação e responsabilizar todos aqueles que participam da cadeia criminosa, desde os executores dos roubos até os responsáveis pela comercialização das peças de origem ilícita.
A ofensiva faz parte da segunda fase da “Operação Torniquete”, que tem como objetivo reprimir roubo, furto e receptação de cargas e de veículos, delitos que financiam as atividades das facções criminosas, suas disputas territoriais e ainda garantem pagamentos a familiares de faccionados, estejam eles detidos ou em liberdade. Desde setembro de 2024, já são mais de 1050 presos, além de cargas e veículos recuperados, avaliados em mais de R$ 56 milhões. As ações são contínuas e já ultrapassam R$ 70 milhões em pedidos de bloqueios de bens e valores.






