Após um período estimado de seis meses de obras, a Praça Nilo Peçanha, ‘a pracinha do Ginda Bloch’, no bairro do Alto, terá novamente a beleza de outrora. Essa é a previsão em relação ao projeto de revitalização do espaço cujo projeto inclui, entre outras ações a recuperação de luminárias, do coreto, do lago e do chafariz; novo calçamento; reforma das calçadas interna e externa; e pintura geral. Um detalhe importante nessa história é que a reforma só ocorre graças a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Município, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO), quem está responsável pela execução do serviço
Tal acordo com o MPRJ foi realizado após uma longa ação que discutiu a permissão, pelo governo anterior, da construção de um muro, pela FESO, em um dos pontos da praça, após um deslizamento de terra em terreno da instituição de ensino superior. Isso porque a praça e o Colégio Municipal Ginda Bloch são tombados pelo Decreto Municipal nº 4.348/13, devido ao seu valor histórico e arquitetônico, com a unidade de ensino projetada por Oscar Niemeyer em 1970, portanto sendo proibidas descaracterizações.

Mais sobre a praça e a escola
A Praça Nilo Peçanha foi projetada por Roberto Burle Marx. As mesas, jardins e coreto estão bem pertinho da Escola Municipal Ginda Bloch, com projeto de ninguém menos que Oscar Niemeyer. Logo na entrada, o nome de Teresópolis está ali, desenhado por diversas flores. “É também uma espécie de refúgio verde e também um bom lugar para começar a conhecer a história. O nome da praça é em homenagem a um dos grandes nomes da política brasileira -Nilo Peçanha foi um dos presidentes no início da República Brasileira”, destaca a própria prefeitura, no seu site oficial.


Tal acordo com o MPRJ foi realizado após uma longa ação que discutiu a permissão, pelo governo anterior, da construção de um muro, pela FESO, em um dos pontos da praça, após um deslizamento de terra em terreno da instituição de ensino superior. Como área é tombada, obra não poderia ter sido permitida pela prefeitura. Foto: Reprodução





