Da Redação
Por falta de pagamentos, que estariam em atraso desde outubro, os médicos da ortopedia e traumatologia que prestam serviço à Prefeitura, no pronto-socorro localizado na Rua José Maria de Araújo Regadas, 300, Ermitage, Teresópolis -RJ, do hospital da Beneficência Portuguesa de Teresópolis, restringiram o pronto atendimento nesta segunda-feira, 30, para casos menos graves, mantendo apenas os atendimentos de urgência e emergência.
O impasse que, há várias semanas, o então prefeito Vinicius vinha tentando resolver apenas com a promessa de pagamento, se resolveu finalmente. “A PMT depositou uma parte da dívida e foi possível pagar 60% dos salários atrasados e as equipes estão se movimentando para voltar ao atendimento normal”, informou a O DIÁRIO, na tarde desta segunda-feira, 30, o diretor da Beneficência Portuguesa, Paulo Ribeiro, observando que “nunca houve paralisação, houve apenas uma triagem de urgência e emergência”.
Neste domingo, 29, a empresa “Serviço de Ortopedia e Traumatologia de Teresópolis”, contratada pela Bené para fazer o atendimento ao SUS publicou nota de “Notificação de Atraso no Pagamento e Solicitação de Regularização”, informando aos representantes da Prefeitura de Teresópolis, Conselho Municipal de Saúde, Procuradoria-Geral de Teresópolis, Secretaria Municipal, Direção da Beneficência Portuguesa de Teresópolis e Cremerj que não aceitaria mais trabalhar sem receber e, com a paralisação parcial acabou conseguindo receber parte da dívida.
“Hoje dia 29/12/24 realizamos a comunicação aos órgãos responsáveis e a partir do dia 30/12/24 iremos restringir os atendimentos apenas para emergência e urgências ortopédicas. Essa decisão foi tomada em razão da grave crise financeira enfrentada pela instituição, decorrente da falta de repasses regulares por parte da Prefeitura ao longo dos últimos anos”.
O Serviço de Ortopedia atualmente prestado pelo Hospital, era, inicialmente, realizado na UPA de Teresópolis e foi transferido para a Beneficência Portuguesa a pedido da Prefeitura. No entanto, os recursos necessários para a manutenção desses serviços não vêm sendo repassados conforme o acordado. Como consequência, o hospital encontra-se sem condições financeiras de manter a Equipe Ortopédica , que já está sem receber seus salários desde outubro de 2024. E, diante dessa situação insustentável, os médicos foram forçados a limitar o atendimento às urgências e emergências, garantindo que os casos mais graves ainda possam ser atendidos com a devida prioridade.
“Reforçamos que esta medida visa assegurar a continuidade dos serviços essenciais, dentro das nossas limitações financeiras atuais. Contamos com a compreensão de todos os envolvidos e esperamos que esta situação possa ser revertida o mais breve possível, para que possamos retomar a integralidade dos atendimentos e continuar a prestar o cuidado necessário à população de Teresópolis, informa o Serviço de Ortopedia e Traumatologia de Teresópolis.
SEM INTERNET
Evitando ver o serviço paralisado, há várias semanas a Prefeitura vinha prometendo pagar os atrasados. Confirmado para a sexta-feira, 27, não foi pago “por falta de sinal de internet” e, neste domingo, com a confirmação da paralisação, a secretaria de Saúde garantiu que pagaria, o que acabou ocorrendo, conforme informou a direção do hospital.