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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Presidente do SindÁgua revela acordos de bastidores e aponta para “nova dívida impagável”

"Pagamento de R$ 127 milhões não cobre dívida com a Cedae"

Wanderley Peres

Em entrevista ao programa Hélio Carracena, nesta quarta-feira, 22, o diretor do Sind’Água, Ari Girota contou sobre os bastidores da venda da água de Teresópolis, “negociata” que estaria acontecendo “por debaixo dos panos” e com a conivência de figurões do estado.
Lembrando o prejuízo que representa para Teresópolis a concretização do suspeito negócio da água, porque a empresa particular visa apenas o lucro, e vai passar a cobrar até a água que os prédios públicos consomem, representando cerca de R$ 1 milhão por mês em conta de água que não era paga no tempo da Cedae, Ari disse que o acordo de agora não cobre o patrimônio da empresa, que seria de quase R$ 500 milhões, dívida que a municipalidade terá de pagar mais à frente.

Dívida e negociata

“Não está tudo resolvido. A prefeitura está usando da política de ‘não falar sobre o assunto e fazer acontecer embaixo dos panos’. A gente teve notícia que o prefeito Vinicius teve encontros sigilosos com o presidente da Cedae para tratar da entrega do patrimônio da Cedae para a prefeitura para que possa receber o valor da outorga que o grupo Águas tem que pagar ao município, de aproximadamente R$ 306 milhões. Só que o prefeito não fala é que de R$ 306 milhões é que teria dívida dos bens da Cedae, do Estado, do patrimônio, de R$ 480 milhões. Esse número não sou eu quem está inventando. Os números são da Fundação Getúlio Vargas, instituição renomada no Brasil, que avaliou patrimônio da Cedae três anos atrás. Mas milagrosamente, sem explicação nenhuma, a Cedae chegou em uma conta de R$ 177 milhões um mês atrás, divulgou em seu balanço patrimonial. Pior que isso é que agora o presidente da Cedae fez acordo com o prefeito, é o que tudo indica, que está vendo acontecer nos bastidores, Cedae aceita receber R$ 123 milhões. Ou seja, vai causar um prejuízo aos cofres públicos e a população do estado, de mais de R$ 300 milhões. E quem está ganhando com isso? Não é a população de Teresópolis”

Judiciário parcial

“Lamentavelmente a gente vê a inércia do judiciário em primeira instância, que passou todo esse processo, mais de 60 dias, dando liminares para o prefeito, ao arrepio inclusive do parecer do TCE que disse que o processo está todo cheio de erros e, portanto, deveria ser suspenso. O órgão responsável por verificar licitações disse que estava errado e mesmo assim primeira instância deu decisão favorável. Mas Câmara e Cedae entraram na Justiça para suspender toda essa situação, essa concessão nebulosa. A primeira instância não resolveu, mas estão em segunda instância. Recebemos a informação que hoje pela manhã que a Câmara conseguiu antecipar a audiência de julgamento para o próximo dia 29. Acreditamos que nesse julgamento os desembargadores não vão se furtar em fazer cumprir o bom direito que é a ação da câmara que contesta e legalidade do processo. Prova o laudo do TCE que está cheio de falhas, de erros e tem que reiniciado. Não dizemos que a prefeitura não tem o direito de fazer a licitação. A forma como foi feita é que está errada. É ilegal, é imoral, e tem que ser cancelado o processo, por isso se lutou pela democracia no Brasil”.

Prejuízo para o município

“O município vai ter prejuízo de qualquer maneira. Hoje a prefeitura deixa de pagar um milhão de Reais por mês de conta d´água. Após a concessão, imediatamente vai ter que pagar, uma empresa privada não tem acordo de poderes, a população vai sair perdendo. É lamentável ver o chefe do executivo vilipendiar a população”.

Entrevista ao vivo durante o programa Hélio Carracena

Funcionários da Cedae

“Nossos companheiros estão há mais de 10 anos lutando. Os funcionários moram aqui e sabem como fica quando é prestado por uma empresa privada. Além disso tem a incerteza de onde vão trabalhar amanhã. Teresópolis tem uma estrutura que acomoda 170 trabalhadores e famílias. A Cedae vai ter que redistribuir esses trabalhadores de um dia para o outro, vão ter que ir para a capital, para o interior, para onde tenha a Cedae. Essa é uma das considerações que deveria ter sido feita e não foi”.

Edição 22/02/2024
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