Cadastre-se gratuitamente e leia
O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
em seu dispositivo preferido

Projeto prevê pena máxima de 20 anos e multa de até R$ 500 mil para casos de violência obstétrica

Proposta do deputado Hugo Leal cria marco federal para prevenir, punir e combater abusos contra gestantes, parturientes, puérperas, recém-nascidos e nascituros

O deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ) apresentou um Projeto de Lei que cria o primeiro marco legal federal de prevenção, enfrentamento e responsabilização pela violência obstétrica e neonatal no país. A proposta define claramente o crime, fixa penas que podem chegar a 20 anos de reclusão e estabelece multa administrativa de até R$ 500 mil para profissionais, dirigentes e instituições que praticarem ou permitirem abusos. O texto também reforça que mulheres, bebês e nascituros estão protegidos por lei durante todo o ciclo gravídico-puerperal.
O PL tipifica a violência obstétrica no Código Penal com a inclusão do artigo 129-A, classificando como crime qualquer conduta abusiva, desnecessária, desproporcional, desrespeitosa, discriminatória ou realizada sem consentimento informado – salvo risco iminente à vida. As penas variam de 2 a 6 anos, podendo subir para 4 a 12 anos em caso de lesão grave e alcançar 8 a 20 anos quando houver morte, além de multa. O texto prevê ainda aumento de pena quando a vítima for pessoa vulnerável ou quando houver abuso de função pública.
No campo administrativo, instituições públicas e privadas poderão receber advertência, suspensão, multa de até R$ 500 mil e, em casos graves ou de reincidência, cassação da licença sanitária ou do credenciamento no SUS. O PL determina também campanhas educativas, capacitação contínua das equipes, canais de denúncia, comitês de humanização e garantia do acompanhante. Mulheres vítimas terão direito a atendimento psicológico, assistência jurídica e proteção contra retaliações.
A justificativa do projeto destaca que a violência obstétrica é reconhecida pela OMS, FIGO e OPAS como grave violação de direitos humanos e que o Brasil carece de uma norma federal abrangente, gerando lacunas jurídicas e desigualdades regionais. Estudos como “Nascer no Brasil II”, da Fiocruz, revelam alta prevalência de maus-tratos e subnotificação dos casos, além de maior incidência de abusos contra mulheres negras, pobres e usuárias do SUS.

Avanço em nosso país
Hugo Leal afirma que a proposta representa um avanço civilizatório. “Nenhuma mulher pode ser violentada no momento em que deveria ser mais protegida. Esse projeto garante segurança jurídica, responsabilização e acolhimento. É lei para proteger mães, bebês e famílias”, declarou o deputado, em tom firme e solidário às vítimas. A matéria agora aguarda tramitação nas comissões da Câmara dos Deputados.

Tags

Compartilhe:

Teresópolis 31/07/2026
Diário TV Ao Vivo
Mais Lidas

Acidentes de trânsito fizeram 308 vítimas e causaram 29 mortes em Teresópolis em 2025

HCTCO terá “Sala Amarela” para receber pacientes encaminhados pela UPA

Festa do Produtor Rural de Andradas neste final de semana no Segundo Distrito de Teresópolis

Teresópolis recebe encontro para discutir o desenvolvimento do turismo regional

Teresópolis entre os principais destinos nacionais para viagens de ônibus

WP Radio
WP Radio
OFFLINE LIVE