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Queimadas: Bombeiros registram mais de uma saída por dia

Há semanas não chove em Teresópolis. Como consequência, os termômetros têm marcado temperaturas altíssimas e umidade relativa do ar está baixíssima, gerando diversos problemas, entre eles o aumento do número de queimadas em vegetação em todas as regiões do município. Somente nos primeiros 19 dias deste mês, o Corpo de Bombeiros foi acionado 25 vezes para esse tipo de situação, sem contar os incêndios combatidos apenas por equipes de brigadas, como o PrevFogo, do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, lotado no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Marcello Medeiros

Há semanas não chove em Teresópolis. Como consequência, os termômetros têm marcado temperaturas altíssimas e umidade relativa do ar está baixíssima, gerando diversos problemas, entre eles o aumento do número de queimadas em vegetação em todas as regiões do município. Somente nos primeiros 19 dias deste mês, o Corpo de Bombeiros foi acionado 25 vezes para esse tipo de situação, sem contar os incêndios combatidos apenas por equipes de brigadas, como o PrevFogo, do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, lotado no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Como a previsão é que clima continue dessa maneira nas próximas semanas, o 16º GBM tem reforçado também a fiscalização contra ações que podem causar incêndios de grandes proporções. “É um número bastante expressivo, 25 saídas para menos de 20 dias, porém o índice é bem menor que Petrópolis e Nova Friburgo. Isso devido à fiscalização, ao trabalho preventivo, em conjunto com os parques. Inibindo essas ações criminosas, isso reflete nesse número mais restrito. E é necessário continuar come essa atenção, pois a umidade segue muito baixa, entre 30% e 40%, com temperaturas muito altas, às vezes passando até dos 30 graus, como no fim de semana”, relata o Tenente Coronel André De Mello, Comandante do 16º GBM.
Nesta terça-feira, por exemplo, enquanto uma equipe combatia fogo em vegetação na Barra do Imbuí, outra participava de trabalho de fiscalização no Terceiro Distrito, em conjunto com INEA, Guarda Parques dos Três Picos e Polícia Militar Ambiental, apurando denúncias de incêndios criminosos e desmatamentos no entorno de lavouras e propriedades rurais. Alguns suspeitos chegaram a ser conduzidos para a 110ª Delegacia de Polícia. De Mello lembra ainda que, quase em sua totalidade, o fogo em vegetação é causado pelo homem. Entre as práticas que geram grandes problemas, está a de queimar lixo doméstico ou restos de jardinagem/limpeza de quintais e terrenos. 
“Essa é uma prática errada, antiga, de não querer dar um destino correto e queimar o lixo. Com a umidade baixa, temperatura alta, o fogo se propaga rápido e acontecem grandes incêndios florestais. E, quase sempre, é difícil não ser causa humana, ser algo natural, muito devido a esse costume da população de botar fogo em lixo, galhos, restos de materiais que poderiam ser descartados de forma mais adequada”, pontua o Comandante.
Geralmente o fogo tem início em margens de estradas ou propriedades vizinhas a florestas e encostas, tomando posteriormente locais de difícil acesso e consequentemente proporções quase que incontroláveis. Em 2014, por exemplo, grande área do Parque Nacional da Serra dos Órgãos ficou completamente destruída. O incêndio chegou a atingir os campos de altitude da unidade de conservação ambienta. “Uma guimba de cigarro, um material incandescente, um pequeno fogo para a queima de lixo, pode virar uma grande queimada em locais de difícil acesso, onde nossas viaturas não chegam e somente o combate a pé, levando material muito pesado, como bombas costais e abafadores, pode acontecer. Aí complica bastante. Além disso, as condições climáticas podem gerar nova ignição  desse incêndio, muitas vezes em áreas em terrenos íngremes e até perigosos”, atenta De Mello.
No caso das três unidades de conservação que cercam o município, Serra dos Órgãos, Três Picos e Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis, há brigadas de incêndio. Porém, na grande maioria das vezes, o Corpo de Bombeiros também é acionado para auxiliar na luta contra as chamas. Já em toda a área urbana do município, fora dos limites dos parques, o trabalho é realizado apenas pelos militares.
Além do dano óbvio à fauna e flora, os incêndios florestais podem gerar outros problemas que afetam diretamente o homem, como a supressão de nascentes e o aumento considerável do risco de escorregamentos de terra. “O fogo acaba tirando toda a proteção do solo. No Inverno queima esse material, tira a proteção do solo, e no Verão vem a chuva e deslizamentos de terra porque o solo está lavado, o material é arrastado pela água da chuva mais facilmente. Aí nessa época acaba entrando em cena um novo tipo de atuação do Corpo de Bombeiros. No Verão não apagamos incêndios, mas lutamos para  salvar vidas em decorrência de deslizamentos gerados justamente por conta de um problema que teve início no inverno”, enfatiza o Comandante.

Prevenção e Punição
Incendiar as florestas é crime contra o meio ambiente, contra as pessoas e as espécies animas e vegetais. As leis que falam sobre isto são: Código Florestal (Lei Federal nº 12.651, de 25 maio de 2012), Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998), Lei Estadual nº 3.467, de 14 de setembro de 2000.
Medidas preventivas podem reduzir muito o risco de fogo em matas e campos. Evitam-se assim incêndios altamente prejudiciais para a flora, fauna, solos, água, clima local e paisagem. Eles retardam e dificultam os processos de recuperação do ambiente. O Instituto Estadual do Ambiente (INEA) destaca as seguintes medidas preventivas no caso de propriedades rurais/entorno de lavouras: 
– Retirar ou reduzir o material combustível (folhas, ramos, galhos, troncos, terra vegetal, frutos secos); – Abrir e manter aceiros limpos e desimpedidos; – Não atear fogo em pastos e áreas abandonadas que não tenham limites bem aceirados e que não estejam sob fiscalização.
Podemos ter mais cuidado para que as florestas não sejam incendiadas, evitando: – Queimar o lixo; – Descartar pontas de cigarro acesas; – Fazer fogueiras em acampamentos; – Soltar balões; – Jogar garrafas de vidro ou PET em locais públicos; – Fazer queimadas para limpar pastagem e/ou plantio agrícola. 

Índice de Risco de Incêndios Florestais
A ocorrência de incêndios na vegetação relaciona-se diretamente com os fatores facilitadores como a umidade relativa do ar e a temperatura. Com base nesses fatores foram desenvolvidas fórmulas para cálculo do Índice de Risco de Incêndios Florestais (IRI), divulgado diariamente pelo Instituto Estadual do Ambiente e Corpo de Bombeiros. Calculado a partir das informações meteorológicas, o índice é dividido em três níveis (Baixo, Médio e Alto), que estabelecem os graus de probabilidade de início e de velocidade de propagação do fogo. Índices específicos são divulgados diariamente para as seguintes regiões: Capital, Serrana, Sul, Norte-Nordeste, Baixada Litorânea, Baixada Fluminense, Metropolitana e Costa Verde. A divulgação do índice é uma das estratégias de prevenção e combate durante o período de estiagem, que vai de maio a outubro. O nível apurado vai determinar o grau de prontidão das equipes do Serviço de Guarda-Parques do Inea. Atualmente, o nível é ALTO em todas as unidades de conservação ambiental.

 

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Edição 25/06/2024
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