Maria Eduarda Maia
A violência contra as mulheres foi tema de uma roda de conversa realizada na última semana, no Unifeso, em Teresópolis. O encontro promoveu um espaço de diálogo e reflexão sobre as diferentes formas da violência, os mecanismos de proteção às vítimas e a importância do trabalho de prevenção e conscientização. A atividade contou com a articulação do Movimento Laços – Psicanálise e Sociedade e a participação de integrantes do Corpo Freudiano – Escola de Psicanálise, Seção Teresópolis, além de profissionais que atuam diretamente em situações relacionadas à violência contra a mulher.

Entre os participantes estiveram Jéssica Marinho, intermediadora e associada ao Corpo Freudiano, Seção Teresópolis; Joana Souza, psicanalista e diretora da instituição; e Carlos Eduardo Leal, psicanalista e membro do Corpo Freudiano. Também participaram Marcela Assad, juíza de direito da 1ª Vara Criminal de Teresópolis; Aparecida Borcard, psicóloga e coordenadora do grupo reflexivo voltado para homens; e Tatiana Lotfi, advogada e oficial de Justiça que atua em casos relacionados à Lei Maria da Penha.

A presença de profissionais de diferentes áreas possibilitou abordar o tema a partir de perspectivas complementares, discutindo tanto os aspectos subjetivos e sociais da violência quanto os instrumentos legais disponíveis para proteção das mulheres.
Atuação com homens e medidas judiciais
Um dos pontos abordados durante o encontro foi o trabalho desenvolvido com homens que cumprem medidas judiciais em decorrência de situações de violência. O grupo reflexivo coordenado pela psicóloga Aparecida Borcard busca promover a reflexão sobre comportamentos violentos e contribuir para o enfrentamento da violência contra as mulheres. A proposta de espaços como esse envolve discutir os fatores que estão relacionados à violência e estimular mudanças de comportamento, reforçando a importância de ações que não estejam restritas apenas ao atendimento às vítimas, mas que também trabalhem com os autores da violência.

Lei Maria da Penha e proteção às vítimas
A atuação do sistema de Justiça também esteve entre os assuntos discutidos. A experiência de Tatiana Lotfi, como oficial de Justiça vinculada ao cumprimento de medidas relacionadas à Lei Maria da Penha, contribuiu para aproximar o debate da realidade enfrentada por mulheres que buscam proteção judicial. A Lei Maria da Penha estabelece mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher, incluindo medidas protetivas de urgência e outras ferramentas destinadas a garantir a segurança das vítimas.





