A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) iniciou nesta quinta-feira (05) a distribuição de 1.919 doses do Nirsevimabe, medicamento indicado para prevenção do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que provoca a bronquiolite. O imunizante passivo é indicado para prematuros e crianças menores de 2 anos imunocomprometidas ou portadoras de comorbidades. Esse lote foi disponibilizado para 19 municípios, de acordo com os critérios técnicos e a circulação do Vírus.
A circulação da doença cresce durante o inverno e pode provocar óbitos se negligenciada. A bronquiolite é uma infecção viral que compromete a via aérea inferior (traqueia, brônquios, bronquíolos e alvéolos) causando desconforto respiratório por inflamação dos bronquíolos, responsáveis por levar ar aos pulmões, e atinge, com mais gravidade, crianças menores de dois anos.
“Destacamos que esse medicamento é diferente de uma vacina comum. Portanto, ele será administrado como uma medida de prevenção para esse grupo mais vulnerável, com indicação médica. Sabemos que muitas mães querem garantir a proteção de seus bebês e elas podem usar o Palivizumabe, que continuará sendo oferecido pelo SUS”, explica a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
Tanto o Palivizumabe como o Nirsevimabe atuam como imunizantes passivos, que fornecem anticorpos prontos para a proteção contra o VSR. A principal diferença entre eles é o esquema de aplicação: enquanto o Palivizumabe requer cinco doses mensais durante o período de maior circulação do vírus, o Nirsevimabe é administrado em dose única.
O público-alvo são bebês prematuros, nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, independentemente do peso; e crianças com até dois anos de idade que apresentem comorbidades previstas nos critérios de inclusão, como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas.





