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Sopão passa por mudanças na gestão e quer "zerar" população de rua

Data: 11/07/2019

Para o diretor da unidade, o maior desafio nem é a ampliação do atendimento na unidade, que apesar de ser importante não se compara ao fato de zerarmos a população em situação de rua

Anderson Duarte

O atendimento à população em situação de rua sempre foi a vocação da Associação Beneficente Sopão, que desde que foi criada presta essa relevante serviço, muitas vezes deixado de lado pelas administrações municipais. Com o assunto sendo levantado em nossas redes sociais pela mobilização da estudante Malu Quental de abrigar os que precisam nas dependências do ginásio do Pedrão, a entidade muitas vezes é confundida como um abrigo municipal, mesmo não sendo. Para explicar como funciona e quais foram as mudanças instituídas nos últimos anos no local, o Pastor Marcos Tôrres esteve nos estúdios da Diário TV nesta quarta-feira, 10, e lembrou que mesmo não sendo pertencente ao poder municipal, o abrigo sempre fez essa função e agora espera ampliar ainda mais esse acolhimento com um novo convênio e uma nova gestão na entidade.
“Sempre tivemos a parceria de muitas empresas e pessoas especiais, seja no fornecimento de itens alimentícios e de vestimenta, seja na seara da saúde com a participação dos alunos do curso de Medicina do Unifeso. Mas a parceria com a Prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, sempre nos proporcionou a possibilidade de um atendimento diferenciado às pessoas que recorrem ao Sopão. Mas esse ano, depois que renovamos o contrato com a intervenção do conselho municipal, podemos ter um horizonte mais promissor com relação a alocação de recursos para obras e prestação de serviços tão necessários. Isso vai fazer com que a entidade possa ampliar o público atendido”, explica o Pastor Marcos.
Mas para o diretor da unidade, o maior desafio nem é a ampliação do atendimento na unidade, que apesar de ser importante não se compara ao fato de zerarmos a população em situação de rua. “Nosso objetivo maior é zerar a população em estado de rua na cidade. Eu e nossa equipe temos consciência de que é um trabalho difícil, mas temos fé que com essa nova etapa na gestão poderemos avançar rumo essa nossa meta. O trabalho de acolhimento tem características múltiplas, diversas e complexas, e que por isso dependem de um atendimento multidisciplinar. Sempre fizemos esse tipo de intervenção com nossos usuários, mas essa abordagem precisa dar conta das muitas realidades que recebemos por aqui. São diversas necessidades e realidades que precisam ser levadas em consideração no atendimento”, explica Marcos.
Entre as modificações físicas na estrutura tem a previsão de construção de uma ala exclusiva para mulheres, demanda antiga do local e também os serviços de saúde como a aferição de pressão arterial e glicemia capilar, vacinação contra gripe e tétano e testes sorológicos rápidos de HIV, Sífilis e Hepatite B e C, além da promoção de momentos de conversa e acolhimento e a alimentação com preocupações nutricionais. “Essa atenção especial a uma faixa de pessoas geralmente carentes desses serviços, oferecendo cuidados e, ao mesmo tempo perspectivas, se faz extremamente relevante para que alcancemos esse objetivo de zerar a população de rua. As pessoas precisam ser motivadas e deixarem essa situação, precisam se sentir úteis e aptas a produzirem para nossa sociedade, somente desta forma vamos atingir aos corações dos nossos amigos que precisam de apoio”, enaltece o Pastor.
O Secretário de Desenvolvimento Social do município, Marcos Jaron, explicou a nossa reportagem também esta semana, o que a cidade tem feito para tratar da questão na atual gestão e enalteceu o caráter inclusivo e de reinserção iniciados na sua pasta. “Olha, não temos dúvida de que esse é um tremendo mal em nosso município, aliás, uma de nossas primeiras ações na pasta foi coordenar um amplo estudo e mapeamento sobre o perfil deste morador em situação de rua em nossa cidade. Posso garantir que temos de tudo pelas nossas ruas e praças e para cada uma destas situações temos um protocolo de atendimento e uma resposta a ser dada ao problema. São usuários de drogas, pessoas com traumas familiares, famílias que optaram pela situação de rua e até criminosos infiltrados neste público, mas todos que dependem de uma atuação direta do município”, explicou Marcos.
Hoje, segundo Jaron, através do convênio com a entidade Sopão, que oferece acolhimento a parte deste público, é possível realizar o abrigo e imediatamente a apresentação destas pessoas ao CREAS “Centro de Referência Especializado de Assistência Social”, onde a equipe mantém ações contínuas. “Como não existe abrigo público no município, essas pessoas são encaminhadas ao abrigo da Associação Beneficente Sopão, após triagem feita pelo CREAS. Através do Grupo Reintegra, é feito trabalho de ressocialização para recuperação dos vínculos familiares. Também são realizados encaminhamentos para tratamento de saúde e para o SINE, para retirada de segunda via de documentação e auxílio para inserção no mercado de trabalho”, explica Jaron, que também enaltece o fato de o trabalho ser desenvolvido com vistas ao atendimento global do cidadão, não apenas a alimentação ou o agasalho. Ainda de acordo com o secretário, outros postos de atendimentos sãos os Centros de Referência de Assistência Social, ou CRAS, que funcionam nos bairro do Alto, Barroso, Fischer, Meudon e São Pedro.

 

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