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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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TEIAA: Associação de pais de autistas se prepara para semana de conscientização

Ciclo de palestras e caminhada no “Dia Mundial do Autismo” promovem mais informação e menos preconceito

Luiz Bandeira

A ONU (Organização das Nações Unidas), em 2007, definiu todo dia 2 de abril como sendo o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, quando cartões postais ao redor do mundo se iluminam de azul para lembrar a data e chamar a atenção da mídia e da sociedade para o Transtorno do Espectro Autista. Em 2023 o tema é “Mais Informação, menos preconceito”. Essa é uma condição de saúde caracterizada por um déficit na socialização e na comunicação verbal e não verbal, além de comportamento com interesse restrito ou hiperfoco e movimentos repetitivos. A campanha para o Dia Mundial de Conscientização do Autismo tem prevista aqui para Teresópolis uma extensa programação com palestras e outros eventos voltados para toda a sociedade além de portadores, familiares e amigos, culminando no domingo, 02 de abril, com a já tradicional caminhada. A intenção é promover o conhecimento e combater o preconceito que sofrem os portadores do TEA, que merecem mais aceitação e conscientização por parte da sociedade.


Nesta segunda-feira, 20, O Diário esteve na sede da TEIAA (Troca de Experiências e Integração entre Amigos de Autistas), que é uma associação de pais, familiares e amigos dos portadores de Transtorno de Espectro Autismo para falar da programação pelo dia mundial de conscientização e do importante trabalho realizado pela instituição. Ana Maria Tiago, Presidente da TEIAA, falou com a nossa reportagem primeiramente sobre o trabalho realizado na associação. “Nosso trabalho é exclusivamente voluntário, é só com voluntariado, nós estamos aqui abertos a toda a população que nos procura para acolhimento, informação, conhecimento e temos o centro de acolhimento com algumas atividades para àquelas famílias carentes que não têm recursos nenhum para fazer esse atendimento na rede pública ou na rede particular”.
Ana Maria destacou ainda os eventos programados para a próxima semana. “No dia 2 de abril é um dia mundial de conscientização do autismo, então durante a semana nós teremos ai uma semana inteira de eventos e palestras, cada dia da semana nós temos um profissional para palestrar e trazer conhecimento pra nós. Vai ser ali no prédio da Igreja de Santa Tereza, no Ceac, com uma programação extensa até o dia 1º de abril que é num sábado e a gente culmina com a nossa caminhada, que já é tradicional aqui na cidade, nós estamos ai na sétima caminhada que a gente faz da Praça Nilo Peçanha a Praça do Ginda Bloch até a Casa de Cultura Adolfo Bloch, com a participação de Berenice Piana, que é a idealizadora da primeira clínica-escola do Brasil e a mãe que fez a lei federal dos direitos dos autistas. Ela vai participar com a gente da caminhada e depois no final da caminhada vai ter um bate-papo com as mães”, pontuou Ana Maria.

Falta de conhecimento
O maior problema enfrentado por familiares de portadores do transtorno do espectro autista é a falta de conhecimento da grande parte da população. “O nosso trabalho é exatamente com foco nisso, levar conhecimento e informação pra população, para a sociedade. Entender que os nossos filhos têm uma deficiência que não é visível, é uma deficiência invisível, então precisa de conhecimento para ele estar lá na rua, pra lhe dar com ele no mercado, na padaria, no banco, na fila do caixa e entender às vezes ele tem certos comportamentos, mas que ele não é mal criado, que ele não é birrento, que ele está tendo uma crise às vezes. A deficiência dele é muito emocional, sensorial, comportamental, não é uma deficiência visível, então é esse conhecimento, essa informação que a gente quer levar à população”, detalha a presidente da TEIAA.
É importante a sociedade tomar conhecimento que um serviço como esse, imprescindível para essas famílias, não recebe nenhum recurso público regular. “Nós não recebemos nenhum recurso público, eventualmente a gente recebe doações e no ano passado a gente recebeu uma verba federal, através do deputado federal Hugo Leal, que foi assim, muito importante para o nosso trabalho, mas com regularidade agente não tem nenhum recurso público, nosso trabalho é exclusivamente com voluntariado e doações”, informa Ana Maria.
Quem quiser pode ajudar com qualquer recurso. “Eu costumo dizer que nós estamos dispostos a receber tudo que queiram nos doar. Então todo o tipo de doação é muito bem vindo, porque até aquilo que não é utilizado especificamente dentro da associação, a gente faz bazar pra justamente arrecadar fundos para manter o nosso trabalho”, enfatiza Ana.
Para finalizar a presidente da TEIAA convida todos para participarem da semana de conscientização pela condição do autista. “Vem aí a nossa semana de palestras, de conhecimento, de informação, culminando com a nossa caminhada que é aberta ao público, venham todos é muito importante, vai ser muito legal, as crianças se divertem bastante, a gente vai ter um momento de recreação com o Sesc, antes da caminhada, então vai ser um domingo maravilhoso”.

A lei
A Lei Berenice Piana, como é conhecida a Lei Nº 12.764, de 2012, institui os direitos dos autistas e suas famílias em diversas esferas sociais. Por meio desta legislação, pessoas no espectro são consideradas pessoas com deficiência para todos os efeitos legais e, portanto, têm os mesmos direitos assegurados. Ao determinar que pessoas com autismo têm os mesmos direitos assegurados às pessoas com deficiência, a Lei Berenice Piana garante que aqueles que estão no espectro e suas famílias possam utilizar todo o serviço oferecido pela Assistência Social no município onde reside, além de direito à educação com atendimento especializado garantido pelo Estado.
Por meio da legislação, ainda é assegurado o acesso a ações e serviços de saúde, como: Diagnóstico precoce; Atendimento multidisciplinar; Medicamentos; Informações que auxiliem no diagnóstico e intervenções. Em outros âmbitos, também são assegurados à pessoa com autismo: Acesso à educação; Acesso ao ensino profissionalizante; Acesso à moradia; Acesso ao mercado de trabalho; Acesso à previdência e assistência social.

Atendimento preferencial
O atendimento preferencial em supermercados, farmácias, padarias e outros estabelecimentos comerciais, também estão previstos na Lei Berenice Piana. Segundo a legislação, esses locais podem usar o símbolo formado pela fita de conscientização com quebra-cabeças para indicar a prioridade no atendimento às pessoas com TEA. Da mesma forma, as famílias também podem solicitar o adesivo de pessoa com deficiência para estacionar em vagas determinadas para PCDs. Desde sua criação, a Lei Berenice Piana recebeu algumas modificações com a criação de novas legislações, como a Lei Brasileira de Inclusão (Nº 13.146) e a Lei Romeo Mion (Nº 13.977).

Mais sobre a TEIAA
A na sede da TEIAA fica na Rua Prefeito Sebastião Teixeira, 58, “subida da Tijuca”. O telefone é (21) 97335-8220 e o e-mail associacaoteiaa@gmail.com . Para saber mais sobre a associação, acesse o site www.associacaoteiaa.org.br

Edição 18/04/2024
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