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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Teresópolis: “Homens mataram mulher para conseguir dinheiro para drogas”, aponta polícia

Vítima, de 45 anos, conhecia principal envolvido no crime. Ele e comparsa seriam viciados em crack

Luiz Bandeira

Logo nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 09, após ser comunicada por um funcionário de Ana Luiza Mascarenhas que ela havia sido encontrada morta em casa, no bairro Cascata dos Amores, a Polícia Militar acionou o setor de Inteligência da corporação no sentido de entender o crime e encontrar os assassinos. Em uma ação integrada, a Polícia Civil também trabalhou na perícia e investigação do que se configurava como latrocínio, que é o crime de roubo seguido de morte da vítima. A primeira pista dos autores foi obtida pela P2, depois que os agentes analisaram as imagens de câmeras de segurança da residência da vítima, onde estava registrado que no sábado, dois dias depois do corpo ser encontrado, pelo funcionário da vítima, um homem encapuzado, saia da casa pelo portão até desaparecer na esquina da Rua Frei Ricardo Pillar. Os agentes tinham como um dos suspeitos um jovem que havia trabalhado na casa onde foi cometido o assassinato e que foi dispensado depois de ter furtado R$ 700, e foram em busca de informações que os levassem a esse rapaz e ao seu comparsa, que segundo apurado o ajudou a fugir do local após praticar o crime.
Nesta terça-feira, 10, a reportagem do jornal O Diário e Diário TV recorreu ao delegado titular da 110ª DP, Dr. Márcio Dubugras para saber como tudo aconteceu e quem são os autores desse crime bárbaro. Dr. Márcio revelou a nossa reportagem que os criminosos são viciados em crack e esse seria o principal motivador do crime. “Infelizmente nós tivemos um crime brutal no sábado, uma pessoa de bem, vivia sozinha na sua casa, cuidando dos seus gatos e um rapaz que anteriormente trabalhou na residência, ela quis ajudar esse rapaz, só que ele anteriormente praticou uma subtração de dinheiro na casa dela e foi dispensado. Esse rapaz é um viciado em crack e no sábado, ele sabendo da rotina da vítima, ele entrou na residência pela janela da casa dela, foi até o quarto, subtraiu R$ 600 e os cartões dela, ela estava na cozinha e não percebeu que ele estava lá dentro, ele se aproximou dela por trás e aplicou um golpe chamado ‘mata-leão’ e ela ficou desacordada, quando ela voltou ao normal ele colocou um saco na cabeça da vítima e começou a torturar a vítima, asfixiar a vítima pra obter as senhas dos cartões e em razão dela não ter fornecido a senha, ela foi assassinada por esse rapaz”, informa. A autoridade policial revelou ainda quem as investigações apontam como autores do crime: “Maike Cabral Lourenço, 26 anos, quando ele saiu da residência da vítima, e nós temos imagens dele saindo da residência, ele se encontrou com um comparsa dele que estava esperando ele do lado de fora em uma moto, Wagner Gomes Mello, 30 anos”, apontou o policial.

As imagens de monitoramento da residência da vítima flagraram o momento em que o criminoso foge depois de cometer o crime de latrocínio, segundo a polícia

Ação contínua
Ainda segundo a polícia, de posse dos cartões da vítima os criminosos fizeram uma verdadeira farra, como revelou o delegado. “Os dois pegaram o dinheiro e os cartões e foram direto para uma comunidade daqui de Teresópolis para comprar crack, compraram crack, compraram bebida e passaram a noite inteira fumando crack e bebendo. No domingo eles fizeram a mesma coisa, inclusive pegaram os cartões dela, gastaram mais de R$ 3 mil e pagaram prostitutas utilizando esses cartões da vítima”.

Ana Luiza Mascarenhas sofreu tortura e foi brutalmente assassinada

Parceria e outros envolvidos
O delegado fez questão de enaltecer o trabalho integrado pela segurança da população teresopolitana. “Nós conseguimos a identificação dele com o auxílio fantástico da Polícia Militar, da P2, nós conseguimos trazer os dois, deter os dois e através das investigações nós juntamos provas pra que saísse o mandato de prisão em face deles. Estão presos por trinta dias, no mandato de prisão temporária e vão responder por latrocínio consumado e a pena pode chegar a trinta anos de reclusão”.
As investigações continuam e mais pessoas podem estar envolvidas nesse crime, como acredita o delegado. “Nós temos outros atos a investigar, porque outras pessoas também se beneficiaram, outras pessoas também obtiveram benefício em razão do uso do cartão dela, que também vão ser, dentro da medida da investigação, sendo responsabilizados também”.

Momento em que os acusados de latrocínio foram levados para o exame de corpo delito no IML local

Vício em drogas
O delegado fez menção ao problema que viciados em drogas podem causar a população. “Então você vê, um viciado em crack, que teve a ajuda de uma pessoa de bem e que foi assassinada cruelmente por esse rapaz. É o quê a gente costuma falar – O combate às drogas tem que ser efetivo, muito mais em relação ao crack. Rotineiramente a gente fala do crack, está aí, uma pessoa de bem sendo assassinada por causa de um viciado de crack”, lamenta o policial.
Os dois criminosos já têm anotações criminais, Maike Cabral Lourenço tem passagens por porte de drogas, em 2017 quando ainda era menor de idade e por furto já em 2021. Wagner Gomes Mello tem anotações por furto cometido em 2006 e roubo de uma relojoaria no centro da cidade em 2009. Os dois serão encaminhados ao sistema prisional e vão responder agora por latrocínio podendo pegar até 30 anos de prisão.

Cuidados
Sobre o fato de a vítima ser surpreendida na suposta segurança da sua residência, o delegado garante que esse é um fato isolado e a população pode continuar acreditando na tranquilidade da cidade, mas precisa observar alguns cuidados básicos. “Teresópolis é uma cidade tranquila, essa foi uma situação isolada, não é comum acontecer isso. Na realidade aquilo só aconteceu porque o autor sabia da rotina da vítima, mas não é o momento também de se achar que a sua casa vai ser invadida que você vai ser assassinado. Na realidade você tem que tomar cuidado com as pessoas que frequentam a sua casa. Independentemente de ser uma cidade segura você tem que fechar as janelas, fechar as portas, porque ele entrou na residência dela através de uma janela à noite. Então os cuidados devem ser tomados, apesar de Teresópolis ser uma cidade tranquila”, pontuou o delegado titular da 110ª DP Márcio Dubugras.

As imagens de monitoramento da residência da vítima flagraram o momento em que o criminoso foge depois de cometer o crime de latrocínio, segundo a polícia

Ajuda para os animais
Ana Luiza conhecida como “Duma”, era defensora da causa animal e abrigava em sua casa 32 gatos que agora estão órfãos. No Instagram pessoas ligadas à vítima se mobilizam para encontrar adoções responsáveis para os gatos que eram cuidados por Ana Luiza, através do endereço @leletrece os interessados em ajudar podem ver as fotos dos gatos disponíveis para adoção.


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Edição 16/04/2024
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