Cadastre-se gratuitamente e leia
O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
em seu dispositivo preferido

Teresópolis não elege um deputado local desde 2010

Município se movimenta para retomar a representatividade política em 2026

Faltando perto de seis meses para as eleições de 2026, o cenário político começa a ganhar forma em Teresópolis, com nomes sendo cotados para disputar vagas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e na Câmara dos Deputados, em Brasília. A movimentação ocorre em meio a um histórico que evidencia a dificuldade do município em eleger representantes próprios. Assim, com base no desempenho recente e nos nomes que começam a surgir, cresce a expectativa de que Teresópolis consiga reverter o histórico e volte a eleger representantes próprios tanto na Alerj quanto na Câmara dos Deputados.

Desde 2010, Teresópolis não elege um deputado estadual. E, para a Câmara Federal, o último representante eleito pela cidade foi o Dr. Luiz Ribeiro, em 1998, cenário que provoca a classe política a se mobilizar para que o município volte a ter protagonismo político nas próximas eleições. A expectativa de um mandato reflete o resultado da última eleição, quando o candidato mais votado em Teresópolis, Leonardo Vasconcelos obteve ótima votação, com 18.210 votos, 21,34% dos votos da cidade, alcançando boa suplência acrescidos os votos obtidos fora, resultado que deu ao candidato uma cadeira na Alerj, quando ele já havia sido eleito prefeito, e abriu mão do mandato conquistado.

Entre os nomes cotados para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados estão a vereadora Marcia Valentim, esposa do ex-presidente da Câmara Clayton Valentim; a vereadora Professora Amanda, que tem aproveitado os movimentos da política expondo-se nos principais embates, inclusive contra o governo que apoia na Câmara; o vereador Paulinho Nogueira, que foi o quarto mais votado da última eleição e segundo mais votado na eleição anterior; o empresário Paulo Lomenha; o empresário Azra, candidato a vereador dos mais votados na última eleição, mas não eleito devido ao desempenho do partido; e o médico Dr. Maurílio, que já foi candidato a deputado e a prefeito, e vice-prefeito, ficando em segundo lugar na última eleição municipal.

Para a Alerj, alguns nomes também começam a se consolidar nos bastidores. São eles Cláudia Vasconcellos, esposa do prefeito Leonardo Vasconcellos; Salomão, ex-deputado estadual que busca retornar ao cargo; Alex Castellar, ex-integrante do Governo do Estado e candidato a prefeito em 2024 e Carol Quintana, que poderia ser a candidata natural do Partido dos Trabalhadores. Na Esquerda, o PSOL ainda não deu indícios que pretende lançar candidatura local.

OS EX-PREFEITOS

Quatro ex-prefeitos também seguem influentes nas articulações políticas e um deles, ao menos, poderá ser candidato, enquanto outro entre eles se tentar pode não conseguir por sua condição de possível inelegibilidade em função da reprovação de suas contas no Tribunal de Contas do Estado.

Celso Dalmaso, foi candidato a deputado em 2022, quando obteve 1.980 votos, mas não deve disputar as eleições deste ano. Ainda assim, é considerado um apoio importante e bastante procurado por pré-candidatos.

Roberto Petto confirmou ao Diário que pretende participar do pleito, mantendo aberta a possibilidade de disputar ou mesmo apoiar outro nome. Candidato bem votado em sua última campanha de prefeito, já experimentou, uma vez, a disputa à Assembléia Legislativa.

Mario Tricano não deve concorrer em 2026, mantendo foco nas eleições municipais de 2028. Ex-prefeito por cinco vezes, o político tem o costume de lançar-se, antecipadamente, demonstrando logo o interesse pelo pleito, intenção que não demonstrou, ainda, aos amigos.

Vinícius Claussen, que mantém a marca de prefeito mais votado da história de Teresópolis, embora pareça também querer ficar fora da disputa, é visto como um apoio relevante e deve ser procurado por possíveis candidatos que já foram seus aliados. Ex-prefeito por seis anos, o político enfrentaria dificuldades na justiça eleitoral, pelas suas contas reprovadas em três anos de gestão. Em princípio, no entanto, poderia apresentar candidatura, caso manifeste interesse, até porque a sua última conta, de 2024, ainda não foi julgada reprovada.

CENÁRIO ABERTO

Apesar da movimentação dos bastidores, e das iniciativas dos políticos em se mostrar ao público nas oportunidades que tem surgido no cenário de pré-campanha eleitoral, o clima da eleição ainda está esquentando e pode sofrer alterações até o clímax das convenções partidárias, quando essas candidaturas serão oficializadas, ou não.

Como foi a votação em 2022 em Teresópolis

Deputado Federal

Nilton Salomão (Cidadania) – 11.138 votos (12,93%)
Maurício Lopes (União Brasil) – 4.703 votos (5,46%)
Hugo Leal (PSD) – 3.744 votos (4,35%)
Gustavo Simas (União Brasil) – 3.098 votos (3,60%)
Soraya Santos (PL) – 2.763 votos (3,21%)
General Pazuello (PL) – 2.701 votos (3,14%)
Luiz Antônio (Progressistas) – 2.136 votos (2,48%)
Marcelo Queiroz (Progressistas) – 1.701 votos (1,97%)
Rogério Cabral (União Brasil) – 1.630 votos (1,89%)
Hélio Lopes (PL) – 1.583 votos (1,84%)

Deputado Estadual

Leonardo Vasconcellos (UB) – 18.210 votos (21,34%)
Amós Laurindo (MDB) – 5.468 votos (6,41%)
André Corrêa (Progressistas) – 4.940 votos (5,79%)
Carol Quintana (PT) – 2.493 votos (2,92%)
Maria Bertoche (PSOL) – 2.400 votos (2,81%)
Bernardo Rossi (Solidariedade) – 2.159 votos (2,53%)
Celso Dalmaso (Patriotas) – 1.869 votos (2,19%)
Julio Rocha (AGIR) – 1.695 votos (1,99%)
Vinicius Cozzolino (União Brasil) – 1.318 votos (1,54%)
Carlos Macedo (Republicanos) – 1.287 votos (1,51%)

Tags

Compartilhe:

Teresópolis 28/03/2026
Diário TV Ao Vivo
Mais Lidas

Prédios de 20 andares: ICMBio emite parecer contrário à polêmica lei

Teresópolis não elege um deputado local desde 2010

Bombeiros vão realizar treinamento simulado em prédio na Várzea, neste sábado

MELHORES DO 30: Polícia Militar homenageia civis e militares em Teresópolis

Rodrigo Bacellar é preso pela Polícia Federal em Teresópolis

WP Radio
WP Radio
OFFLINE LIVE