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Vacinas Covid-19: AstraZeneca e Pfizer têm efetividade confirmada na redução de hospitalizações

Cientistas da Escócia e do Reino Unido divulgaram os resultados de estudo, com 99% da população escocesa, que avaliou, pela primeira vez, a efetividade das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca ? produzida no Brasil pela Fiocruz ? em relação às hospitalizações por Covid-19.

Javier Abi-Saab (Agência Fiocruz de Notícias)
Cientistas da Escócia e do Reino Unido divulgaram os resultados de estudo, com 99% da população escocesa, que avaliou, pela primeira vez, a efetividade das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca – produzida no Brasil pela Fiocruz – em relação às hospitalizações por Covid-19. A análise indicou que, para ambas as vacinas, a aplicação de uma única dose resultou na redução substancial do risco de hospitalização. O estudo foi divulgado em preprint no site da revista The Lancet e teve partipação de instituições como a Universidade de Oxford, de Edinburgh, de St. Andrews, dentre outras. 
    
O estudo associa a primeira dose da vacina da Pfizer com um efeito de redução de 85% do número de hospitalizações em um período de 28 a 34 dias após a vacinação. No mesmo intervalo de tempo, o efeito da vacina da AstraZeneca se relaciona à redução de 94% das hospitalizações. No período do estudo, cerca de 20% da população da Escócia tinha recebido a primeira dose das vacinas. Após esta primeira aplicação, dos 8 mil casos de pessoas hospitalizadas, apenas 58 pessoas eram do grupo vacinado. 

A metodologia utilizada esteve baseada em um estudo de coorte prospectivo que utiliza a Avaliação Precoce da Pandemia e Vigilância Aprimorada da Covid-19, banco de dados contendo informação sobre vacinação, Atenção Primária, teste de RT-PCR, e registros de hospitalização e mortalidade para 5,4 milhões de pessoas na Escócia (cobrindo 99% da população).  

Para Marco Aurélio Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, um dos motivos da relevância deste estudo é ser um dos primeiros a demonstrar a efetividade da vacina no mundo real. A vacina da AstraZeneca, por exemplo, já tinha demonstrado alta efetividade nos estudos clínicos de Fase 3, com 76% de proteção contra a infecção sintomática na primeira dose, taxa mantida ao menos durante 3 meses, aumentando a 82% de proteção após a aplicação da segunda dose. Neste sentido, o estudo realizado na Escócia se soma aos estudos clínicos de Fase 3 ao ser o primeiro no mundo real a reforçar uma maior confiança na imunização com apenas uma dose, a qual permite que se vacinem mais pessoas no primeiro momento.   

O estudo também demonstra a efetividade da primeira dose em pacientes maiores de 80 anos de idade, grupo etário mais vulnerável à Covid-19. Para este grupo, o impacto na redução das hospitalizações é de 81%. Krieger aponta que esses dados reforçam mais uma vez a efetividade da vacinação como ferramenta de mitigar a doença, mesmo nos grupos mais propensos a casos severos. “O importante é que essas efetividades estão associadas com essa importante redução da hospitalização, mas também a uma queda significativa do número de casos de Covid-19 nos países que estão aplicando as vacinas", explicou. O pesquisador salienta que a vacinação não foi a única estratégia adotada por estes países; ela foi utilizada de forma conjunta com estratégias de controle da dinâmica social. 

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