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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Valor apreendido pela Federal colocaria contas da PMT em dia

Durante as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff, o político Geddel Vieira Lima chegou a afirmar que: ?... ninguém aguenta mais tanto roubo. Isso já deixou de ser corrupção. É roubo, assalto aos cofres públicos para enriquecer os petistas?, mas ao que tudo indica, os R$ 51 milhões de reais encontrados pela Polícia Federal em um imóvel que seria usado pelo ex-ministro em uma área nobre de Salvador não devem fazer parte desta lamentação cênica. Se aplicado em nosso município, por exemplo, o dinheiro consumido pela corrupção já seria suficiente para colocar as contas da cidade em dia e ainda sobraria para o prefeito Mario Tricano praticar o seu esporte preferido na gestão pública, o desperdício do erário.

Anderson Duarte

Durante as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff, o político Geddel Vieira Lima chegou a afirmar que: “… ninguém aguenta mais tanto roubo. Isso já deixou de ser corrupção. É roubo, assalto aos cofres públicos para enriquecer os petistas”, mas ao que tudo indica, os R$ 51 milhões de reais encontrados pela Polícia Federal em um imóvel que seria usado pelo ex-ministro em uma área nobre de Salvador não devem fazer parte desta lamentação cênica. Se aplicado em nosso município, por exemplo, o dinheiro consumido pela corrupção já seria suficiente para colocar as contas da cidade em dia e ainda sobraria para o prefeito Mario Tricano praticar o seu esporte preferido na gestão pública, o desperdício do erário.
Um dos valores que mais chamam a atenção foi o divulgado na última sessão da Câmara de Vereadores, nesta terça-feira, 05, pelo projeto encaminhado pela prefeitura de Teresópolis e que define as diretrizes e metas da administração municipal para os próximos quatro anos, o chamado Plano Plurianual. O planejamento orçamentário do plano prevê uma insolvência em torno de R$ 45 milhões nos próximos anos, se aplicássemos os recursos do apartamento de Geddel, ainda assim seriam R$ 6 milhões para Tricano gastar com o que quisesse. Como a compra de bananas, por exemplo. Mesmo sendo da base aliada, a vereadora Cláudia Lauand diz ter verificado falhas na elaboração do documento e aproveitou a reunião para lançar o alerta de que consequências graves podem ocorrer caso o projeto seja aprovado da forma como chegou. Segundo a vereadora, a gestão diz em seu projeto, explicitamente, que daria continuidade aos atrasos de salários do funcionalismo.
“O projeto do Plano Plurianual é de 2018 a 2021. Pedi ajuda aos vereadores que fazem parte da Comissão de Finanças, porque, pelo que eu vi, as contas não estão fechando, como a gente já sabe. O município está arrecadando muito menos e gastando muito mais, agora como eu sendo vereadora vou aprovar uma peça onde consta que você não tem condições de cumprir o seu orçamento? Eu senti falta também da numeração das paginas até para a gente identificar onde estão os problemas”, disse a vereadora. De acordo com a parlamentar, ainda é preciso analisar com calma todo o conteúdo com apoio de uma equipe técnica para que mudanças sejam propostas: “Eu pedi para que os vereadores se posicionassem porque é uma peça que precisamos analisar com muito cuidado com a nossa prerrogativa porque é um projeto em que vamos nos basear e uma vez aprovado, nós estaremos afirmando para a população que não iremos ter dinheiro para pagar o funcionalismo, essa é a questão toda. A gente tem que pegar essa peça, analisar e definir estratégias para honrar nossos compromissos”, completou Claudia. 
Enquanto não aparece nos cofres teresopolitanos nenhum tipo de mala como a que vimos neste episódio envolvendo Geddel Vieira, segue o esforço para pagar o funcionalismo em dia, ao menos no discurso. Mas o volume da apreensão é tão grande que a Polícia Federal precisou usar sete máquinas e um dia inteiro de trabalho para finalizar a contagem das notas que estavam dispostas em malas. Um levantamento feito pelo site de notícias G1 mostra que o valor é mesmo alto, são 54 mil vezes o valor de um salário mínimo em vigor neste ano, de R$ 937. Com esse recurso apreendido dava, por exemplo, para bancar um quarto de tudo o que a União desembolsou neste ano para subsídios e financiamentos do Minha Casa Minha Vida. A UERJ poderia usar esse valor para pagar parte relevante de sua dívida e seria possível cobrir as despesas de 680 mil alunos no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, levando em conta o custo do ano passado, de R$ 75 por aluno, que foi o exame mais caro da história. O número que talvez chame mais atenção seja mesmo a possibilidade de pagar os salários de mais de 22 mil professores com formação de nível médio e atuação em escolas públicas por um mês, considerando o piso de R$ 2.300 definido pelo Ministério da Educação que não é cumprido por todos os estados.
Segundo estimativas parciais do Ministério Público Federal com relação a Operação Lava Jato, os recursos desviados em esquema de corrupção no Brasil consomem dos cofres públicos algo em torno de R$ 400 bilhões por ano, um valor tão alto que não dá nem para imaginar o que se faz com tanto dinheiro, é possível, por exemplo, triplicar os investimentos federais em saúde, educação, segurança com tantos recursos. A operação cresceu tanto que a corrupção político partidário, com desvio de dinheiro para fins eleitorais e para engordar o bolso dos envolvidos acabou sendo o foco da ação, que inicialmente focou ações na Petrobrás. Geddel foi apenas um, dos vários ministros que deixaram seus cargos por suspeitas de irregularidades em suas pastas e respondem atualmente por práticas ilícitas. O pior é saber que o valor empregado para combate a corrupção não chega nem perto desse montante, segundo a Advocacia-Geral da União foram cerca de dois bilhões de reais nos últimos anos no país.
Segundo a CGU, há oito anos o Brasil recuperava apenas 1% da verba desviada com corrupção. Hoje a média está em 15%. A meta é chegar a 25% do dinheiro público desviado em até quatro anos. Os maiores devedores cobrados pela AGU são empresários, com a suspeita de terem desviado R$ 468 milhões. Em seguida, vêm os servidores e ex servidores públicos, com R$ 300,8 milhões. Os prefeitos e vice-prefeitos respondem a ações pedindo o ressarcimento de R$ 249,4 milhões.

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Edição 22/06/2024
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