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Verão com jeitinho de Primavera em Teresópolis

Data: 16/02/2019

No início da Rua Coronel Antônio Santiago, por exemplo, um corredor colorido é um convite a uma boa fotografia. Impossível passar por ali sem perceber a grande variação de cores e formatos, se destacando mais atualmente os exemplares de Quaresmeira - Marcello Medeiros

Marcello Medeiros

Cercado por três unidades de conservação ambiental – além de várias APAS (Áreas de Proteção Ambiental) e RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural), nosso município é privilegiado quando se fala em belezas naturais. São tantas que, mesmo nos ambientes onde a pressão antrópica nos lembra dos problemas causados pelo crescimento populacional desordenado e falta de gestão dos governantes, em todas as esferas, que mesmo fora dos ambientes protegidos por lei existem vários locais que são motivo de orgulho e locais para contemplação.

Um dos causadores de sorrisos e muitos registros fotográficos é a floração das árvores de diversas espécies plantadas ao longo de canteiros e calçadas ou mesmo nos cada vez menores fragmentos florestais nas áreas urbanas. Atualmente, as que têm chamado bastante atenção são as Quaresmeiras e Paineiras com suas muitas variações de rosa e roxo, que compõem lindos contrastes nos dias de céu azul e são um alento aos olhos e corações nos chuvosos e cinzas, como têm sido os últimos.
No início da Rua Coronel Antônio Santiago, por exemplo, um corredor colorido é um convite a uma boa fotografia. Impossível passar por ali sem perceber a grande variação de cores e formatos, se destacando mais atualmente os exemplares de Tibouchina granulosa em tons de lilás. Em rua paralela, onde está localizada a Igreja São Judas Tadeu, mais algumas Quaresmeiras embelezam a passagem de pedestres, agora em tons de rosa. “Essas árvores que estão floridas em praticamente toda a cidade são popularmente conhecidas como Quaresmeiras, de nome científico Tibouchina granulosa. É uma árvore muito utilizada em arborização urbana por ser de pequeno porte e com uma floração exuberante. Tem variedades de cores entre rosa e roxo, passando, por exemplo, de roxo ao lilás e rosa do rosa pink ao rosa claro”, explica a Bióloga Hayssa Dumard.


Da mesma família do jacatirão e do manacá-da-serra, ela é conhecida ainda como flor-de-quaresma, quaresmeira-roxa ou simplesmente quaresma. É uma espécie nativa e endêmica do Brasil e ocorre somente na Mata Atlântica e no estado do Rio de Janeiro. Outra que vem chamando atenção em vários pontos do município é a Paineira, de nome científico Ceiba speciosa. Nesse caso, por conta do diferente porte e comportamento de raízes, ela não tem tanto volume na utilização na  arborização urbana. “A Paineira já é uma árvore mais robusta, passa dos 20 metros de altura. Por isso não é comum encontrar em locais como o Canteiro Central ou calçadas, por ser muito alta. Mas podemos observa-la em vário pontos, se mostrando com sua copa frondosa e rosa pink, com flores maiores. Ela é uma espécie caducifólia, que perde todas as flores e folhas em determinada época do ano. A floração de alguns exemplares pode variar por conta das condições climáticas diferentes como temos enfrentado, com um calor acima da média dos menos anos e períodos maiores sem chuva”, destaca Hayssa. 


Um dos locais onde exemplares de Paineira têm chamado bastante atenção é a Tenente Luiz Meirelles, no Bom Retiro, pouco após um posto de gasolina. Suas frondosas e rosáceas copas são vistas de longe e mudam totalmente a ofuscada vista de uma região cada vez mais ocupada pelo homem e consequentemente cinza. Além das duas espécies citadas na reportagem, nativas da Mata Atlântica, importante destacar uma que veio da África e que se deu muito bem por aqui, mantendo sua floração perene em destaque em vários pontos, a Espatódea (Spathodea campanulata) com suas grandes flores vermelho-alaranjadas. “Nós moramos em um município privilegiado. Somos muito ricos quando se fala em belezas naturais, em riquezas únicas e que devem ser valorizadas”, enfatiza a Bióloga.

 

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