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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Viagem ao Passado, um livro de histórias de Teresópolis

Lançamento neste sábado, 9, a partir das 16h, na Casa da Memória Arthur Dalmasso.

Wanderley Peres

Depois de escrever sobre diversos temas da memória de Teresópolis, algumas dessas pesquisas devidamente guardadas em nove livros publicados – “Miguel, O Senhor da Torre”, “SOS Paquequer”, “A Estrada de Ferro Therezopolis”, “Hora Extra”, “Legado de George March”, “Vereadores de Teresópolis”, “14 Versos” e “Sonetos de Teresópolis” – e, ainda, “Conhecendo Teresópolis”, livro didático que aos poucos vai sendo conhecido pelos alunos nas escolas municipais, veio-me a oportunidade de publicar, também em livro, mais um trabalho do Pró-Memória Teresópolis. “Viagem ao Passado” vem a lume graças ao patrocínio de empresários cidadãos e amigos do autor em louvável prestígio à memória municipal.

Escrito a várias mãos, reunindo relatos deixados pelos viajantes que se encantaram com as belezas da Serra dos Órgãos em tempo diverso e bem distante, “Viagem ao Passado” é a ocupação que encontrei para consumir a ociosidade, “EmCasa”, no recolhimento a que me sujeitei, “incontinenti”, para evitar o contágio com o Corona-vírus. Impactaram-me as notícias publicadas pela imprensa naquele início de março de 2020, quando a doença mortal se alastrava mundo afora. Fiquei preocupado com os severos alertas dos médicos e cientistas exigindo que as autoridades impusessem inéditas medidas de exceção, como o distanciamento social, fechamento de espaços públicos e até toques de recolher como se estivéssemos vivendo uma guerra. A pandemia também me apavorou porque eu tinha certeza de que os governos não saberiam como proceder diante do evento mundial, com diferentes impactos locais, prevendo que a população do nosso país ficaria desorientada e entregue à própria sorte, especialmente as pessoas mais vulneráveis.

Não estavam equivocadas as minhas convicções. A Covid-19, que bem revelou a fragilidade do nosso corpo e expôs a indiferença do homem pelo próximo, confirmou meu juízo de que estávamos enrascados com os políticos escolhidos recentemente, alguns deles, além de incompetentes e insensíveis, também corruptos. Empresários aproveitaram a ocasião para se enriquecer na crise que a tantos outros quebrou. Pessoas ditas de bem se cadastraram em auxílios do governo sem serem carentes ou se enfiaram na fila da vacina alegando ou admitindo estarem na linha de frente, ingressando sorrateiramente nos grupos prioritários para a imunização, oportunismos que são formas tácitas de corrupção e uma vergonha para todos nós enquanto povo brasileiro.

Não errei, também, ao decidir engendrar por tamanha pesquisa, trabalho que consumiu meus primeiros três meses da pandemia, dedicados à digitação dos textos que ia encontrando e às naturais dificuldades para as traduções e obtenção de informações sobre os viajantes que soube terem visitado a Serra dos Órgãos. Fiquei entusiasmado com a descoberta de fatos inéditos, de pinturas registrando o passado de Teresópolis e dos ignorados personagens que nem podia imaginar terem passado à sombra do Dedo de Deus naquele tempo tão distante. A pesquisa me distraiu bastante nestes dias tenebrosos, vendo-me agora recompensado ao poder tornar públicas essas histórias, levantamento que considero bem feito. O que basta, porque o perfeito se reflete no ápice da nossa capacidade de realizar. E o feito deve ser motivo de satisfação.

Embora se apresente como um romance, com longa narrativa e personagens variados, “Viagem ao Passado” é um livro de história feito para contar histórias até então tão bem guardadas que pareciam escondidas na memória. Facilitará ao leitor a apresentação do índice, onde são apontados os fatos que podem aguçar o interesse por cada capítulo. Os textos alheios vão publicados entre aspas e em letra diferente, com os devidos créditos em notas de rodapé. Esclareço que, ao final do livro, que espero venha ser fonte de pesquisa para aqueles que se interessam pela memória municipal, segue publicada breve biografia destes cronistas do tempo antigo, com os quais convivi durante o período mais crítico da pandemia.

Então, vale a pena conhecer os relatos dos viajantes do tempo de antigamente, a bom tempo guardados todos eles no livro “Viagem ao Passado”, que será lançado neste sábado, 9, a partir das 16h, na Casa da Memória Arthur Dalmasso.

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Edição 13/08/2022
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