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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Sessenta anos da Bandeira de Teresópolis

Criados em 1959, símbolos municipais continuam pouco conhecidos

Wanderley Peres

Vinte e cinco anos depois de instituídos o brasão de armas e a bandeira do município, em 1984 o Conselho Municipal de Cultura fez uma pesquisa junto à população para saber sobre o conhecimento dos nossos símbolos municipais. 
Quinhentas pessoas, de classe social, sexo, escolaridade e idade diversas, demonstraram seu conhecimento sobre os símbolos municipais criados em dezembro de 1959, opinando sobre as cores da bandeira, o que significavam os ramos e a coroa no brasão de armas, e ainda se gostavam dos símbolos ou não, e se eles deveriam ser mudados.

O resultado surpreendeu aos conselheiros. 72,6% não sabiam que vermelho, branco e azul eram as cores da bandeira; 97,6% não tinham ideia do que siginificavam os ramos, e igual número não sabiam o que significava a coroa no brasão. Se gostavam ou não da bandeira, embora a maioria não conhecendo seu significado, 61,4% reponderam que gostavam dela, 36,6% sugerindo que ela fosse substituída por outra, não sabendo opinar 2% dos entrevistados. Num universo de 140.000 habitantes à época, "3.360 não teriam sabido responder, reprovando os símbolos aprovados por 85.960 pessoas outras 51.240", concluiu o organizador da pesquisa, historiador Osiris Rahal.

Teresópolis já tinha mais de 60 anos quando ganhou, finalmente, seu Brasão de Armas. Por aquele tempo, início de 1959, intelectuais da cidade cobravam das autoridades a providência, finalmente tomada pela prefeitura. Composta pelos professores Alberto Lima, Gustavo Barroso e Francisco Maciel Pinheiro, uma comissão de historiadores elaborou um projeto de lei baseado nas características e história do município e o Brasão de Armas e a Bandeira foram implantados pela Lei Municipal 330, de 3 de dezembro de 1959.

Se apreciarmos o nosso Brasão de Armas vamos perceber a palavra TERESÓPOLIS, em vermelho, ao lado das datas máximas de nossa emancipação: 1855, quando foi criada a Freguesia de Santo Antônio do Paquequer, e 1891, data de assinatura do Decreto 280, pelo governador Francisco Portela, emancipando a nossa região do município de Magé. O período do Império também é lembrado no Brasão de Armas, com as palmeiras fartas na mata atlântica protegida da Serra dos Órgãos, além do Dedo de Deus e do rio Paquequer.

Aprovada pela Câmara Municipal no ano 2000, a Lei Municipal 001 instituiu uma alteração no Brasão de Armas inserindo a frase em latim "Sub Digitum Dei", que significa sob o Dedo de Deus. A Bandeira do Município tem as cores Vermelho, Branco e Azul, dispostas em três palas a contar da tralha. Ao centro, sobre a pala branca, fica do Brasão de Armas.
 
 

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Edição 28/05/2024
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