Arquivos do Autor Marcello Medeiros

Pilatos, beleza e imponência na Serra dos Órgãos

Pedras do Papudo e Sino vistas da trilha do Pilatos. Ângulos diferentes e impressionantes em todo o percurso

– Montanha de 1.969 metros de altitude fica na divisa de Teresópolis e Petrópolis, no belo Vale do Jacó

Já são 19 anos de trilhas percorridas, muitos cumes conquistados e vias de escaladas “no currículo”. Mesmo assim, ainda há várias montanhas que ainda não consegui “conquistar”. Afinal, nosso município é cercado por três unidades de conservação ambiental e há centenas de opções de lazer para quem pratica esse esporte, sem contar convidativas aventuras em toda a região. Assim, um dos cumes que acabou ficando em segundo plano na minha programação foi o Pilatos, imponente e bonita formação rochosa que se eleva a quase dois mil metros de altitude e fica na divisa de Teresópolis e Petrópolis, na área do Parnaso. Também conhecido como Serrote ou Quebra-Frascos, fica bem próximo a essa localidade teresopolitana, por onde inclusive pode ser acessada. Porém, sua trilha principal tem início na BR-495, próximo ao km 17, já na área do município vizinho.

Cores e flores: Orquídeas e diversas outras espécies são vistas ao longo de todo o percurso

E foi para lá que trilhei recentemente, acompanhado de uma turma boa do Centro Excursionista Teresopolitano, o CET, principal entidade de montanhismo do município e única filiada à Federação de Esportes de Montanha do Rio de Janeiro. Após anos admirando esse gigante de pedra de diversos bairros de Teresópolis e a partir de outros cumes, finalmente pude ingressar na tão falada trilha – tida como difícil devido a grande declividade em extensão não tão longa.
O início da caminhada é feito próximo a lavouras em uma pequena comunidade no Vale do Jacó, acessada em uma rampa ao lado de uma ponte, em trecho de curva fechada. Ali, é necessária atenção redobrada para manobrar o veículo. Falando nisso, conversando com os produtores rurais, é possível deixar o carro próximo às lavouras para se aventurar sem se preocupar com os perigos da rodovia.

 

Teresópolis vista do cume do Pilatos. Crescimento desordenado x maravilhas naturais da região

Vários cumes falsos
O começo da trilha é justamente cortando uma plantação. Em seguida, entram em cena samambaias do mato e capim melado… O caminho já fica íngreme e, se alguém não tiver passado por ali recentemente, muito provavelmente a subida ficará mais lenta devido à necessidade de utilização de um facão para abrir a passagem.
Nesse tipo de terreno e vegetação, se passa por três “falsos cumes”, topos de morro que avistados de baixo se tem a impressão que são o final da caminhada… Mera ilusão. E, no sábado, ainda tivemos outro desafio no começo da empreitada: tempo fechado e chuvisco, tendo a impressão que começaria a chover. Mas, como diz a velha máxima montanhista, “só o cume interessa”. Então, mesmo com o tempo nublado seguimos morro – ou, no caso, morros – acima.

 

Grande turma do Centro Excursionista Teresopolitano comemorou a conquista de mais um cume, agora vencendo o Pilatos

Animal de grande porte na área
Com muitas nuvens, em praticamente toda a subida vimos pouca coisa. Apenas as montanhas mais próximas na direita, no Vale do Jacó, e uma grande formação que se eleva à esquerda da trilha, a “pedra da Divisa”, que parece fazer parte do Pilatos e fica na parte mais alta da Teresópolis-Itaipava, no limite entre os dois municípios.
Mas, se por um lado ainda não era possível contemplar as belezas da nossa região de cima, por outro o clima mais ameno facilitava a subida na trilha que tem bastante inclinação. Outro ponto positivo desse caminho é a grande quantidade de flores, principalmente orquídeas.
Com quase três horas de subida, e uma parada para o lanche, chegamos à parte final e mais bonita da caminhada, a grande crista que leva até o cume do Pilatos. A vegetação rasteira, característica dos campos de altitude, aliada ao clima gelado de um dia que parecia que ficaria encoberto, nos animaram a acelerar para concluir nosso objetivo. Antes de chegar ao topo, mais uma surpresa: em vários pontos há fezes de animal de grande porte, parecendo ser de um felino. É muito bom saber que eles estão conseguindo sobreviver em uma região tão fragmentada e atacada pelo homem, pois, no caso de algumas espécies, nem uma área como a do Parque Nacional da Serra dos Órgãos é suficiente para garantir a sua existência.

 

Cume grande, visual magnífico
São aproximadamente quatro quilômetros até os 1.969 metros de altitude. De lá, nossa região se descortina de maneira maravilhosa. E demos sorte, pois o tempo começou a abrir pouco depois da conclusão da caminhada. Esse cume fica bem próximo a Quebra-Frascos, tendo à direita as montanhas mais conhecidas da Serra dos Órgãos, como as pedras do Sino e Papudo. Para quem nunca esteve por lá, como eu, ver Teresópolis de cima desse ângulo é uma grande experiência. Apesar de tanto tempo no montanhismo, cada novo cume é como fosse minha primeira vez nesse esporte. Dá para compreender o tamanho e os problemas do município, a ação antrópica x a beleza natural e única e que qualquer município gostaria de ter… É até difícil descrever tal sensação, deixando a cargo das fotografias a missão de incentivar o caminhante a conhecer o Pilatos.
Após cerca de duas horas aproveitando o local, assinamos o livro de cume e iniciamos a descida. (Tal livreto, aliás, é outro espetáculo à parte: está ali há 23 anos!!! Isso mostra o reduzido número de visitantes e que as pessoas que pisaram naquele cume são realmente montanhistas, respeitando e se preocupando com a manutenção do livro). Na volta, o tempo abriu de fez, descortinando à nossa frente o Vale do Jacó e as belezas do município vizinho… Sensacional e motivou ainda mais meu retorno ao Pilatos. Em breve, pretendo acampar por lá!
Para saber mais sobre essa e outras caminhadas, visite uma das reuniões sociais do Centro Excursionista Teresopolitano, todas as quartas-feiras, a partir das 20h, no número 555 da Avenida Lúcio Meira, na Várzea. A referência é a loja da Sociedade Pró-Lactário. Mais fotos dessa aventura podem ser vistas na página do CET na rede social Facebook.

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Domingo é o dia com maior número de acidentes

Avenida Feliciano Sodré: Novo levantamento pode mostrar número de acidentes ainda maior, visto que o novo asfaltamento não veio junto com os radares, que serviriam para evitar que os motoristas passassem do que é previsto pelo Código de Trânsito Brasileiro

– Dados do Detran mostram ainda locais e horários com mais problemas no trânsito

O Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro, o Detran, acaba de divulgar seu Anuário Estatístico com informações relacionadas ao ano de 2015 em diversas frentes, desde o número de habilitados, situação da frota em relação a regularização documental e dados referentes aos acidentes de trânsito por região e municípios. A pesquisa aponta os locais, dias e horários com maior número de colisões, tombamentos, capotamentos e outros eventos com vítimas entre janeiro e dezembro daquele ano. O levantamento das ocorrências de 2016 ainda está em andamento. Segundo o anuário, em Teresópolis os locais com mais acidentes são as avenidas Feliciano Sodré e Tenente Luiz Meirelles e as duas principais rodovias que cortam o nosso município, a BR-116, mais conhecida como Rio-Bahia, e a RJ-130, que leva até Nova Friburgo.

A BR-116, dividida entre trechos conhecidos como Rio-Bahia e Rio-Teresópolis, tem registrado grande número de acidentes com vítimas fatais

No período anotado, foram 327 eventos com vítimas, sendo domingo o dia com maior número de ocorrências, 57. Dessas, a maior parte, 24, aconteceu entre 18h e 23:59. Logo a seguir vem o sábado, com 54 anotações. Porém, com maior frequência entre 12h e 17h:59. Dividindo por mês, maio foi o mais atribulado para as equipes de socorro e emergência, com 35 saídas para atendimento a casos com vítimas. As colisões foram responsáveis pelo maior número de óbitos em 2015. Ainda segundo o Detran, ocorreram mortes em 10% dos acidentes contabilizados.
O fato de a estatística apontar as citadas avenidas e rodovias como principais pontos de acidentes pode estar ligado à velocidade praticada nesses locais. Na Tenente Luiz Meirelles e Feliciano Sodré, não há nenhum tipo de fiscalização. Na segunda, o número pode ser ainda maior quando for divulgado o levantamento do ano passado, visto que o novo asfaltamento não veio junto com os radares, que serviriam para evitar que os motoristas passassem do que é previsto pelo Código de Trânsito Brasileiro. E nos fins de semana, quando o trânsito flui melhor, muitos têm exagerado na condução de automotores.

 

Muitos motoristas
O Anuário Estatístico do Detran mostra que em 2015 foram emitidas 15.222 CNHS em Teresópolis, sendo 13% novas habilitações. Até aquele ano, o município registrava o total de 63.610 habilitados, sendo 34% mulheres e 66% homens. A categoria B foi a mais procurada, com 9.091 atendimentos, seguida pela AB, com 3.107 cadastros.

 

Frota gigante
Entre janeiro de 2016 e janeiro deste ano, o Detran registrou mais 3.488 veículos em Teresópolis. Com o crescimento no período de um ano, nosso município já tem em circulação 95.073 veículos, dos mais diversos tipos. Esse número reflete no que passam os teresopolitanos diariamente: Grande dificuldade para circular nas principais avenidas, em praticamente todos os horários do dia. É importante lembrar que a quantidade de carros, motos, caminhões, entre outros, é ainda maior do que o número acima porque ainda circulam por aqui muitos automotores registrados em outras cidades e até estados. As frotas de empresa, por exemplo, geralmente são emplacadas em localidades onde o imposto praticado é menor do que no Rio de Janeiro.
As estatísticas são do próprio Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro, que informa que em janeiro do ano passado estavam registrados 91.585 veículos, passando para o citado acima em 2017. Os principais tipos de automotores que estavam emplacados em Teresópolis até o final do mês passado e a comparação com mesmo período de 2016 foram: Automóveis – 59.752 (+ 1.917); Motocicletas – 18.693 (+ 600); Ônibus – 304 (- 12); Micro-ônibus – 332 (+ 11); Caminhonetes – 4.980 (+483); Camionetas – 4.180 (+ 19); Caminhões – 2.258 (+ 134); Utilitários – 510 (+64). Entre os emplacamentos de veículos zero quilômetro, somente em janeiro de 2017 foram 154 registros, 25 a menos que o ano anterior.
Como citado no início da reportagem, somando os automotores com placas de fora que rodam por aqui, estima-se pelo menos 100 mi veículos em circulação, em uma situação crescente. Empiricamente, sabe-se que muitas agências e vendedores particulares têm a prática de buscar automóveis em leilões ou municípios onde têm o valor de mercado mais baixo, como no Rio de Janeiro, e depois emplacar no Detran local. Como o sentido contrário dificilmente acontece, a cada dia é maior o número da frota de Teresópolis.
O problema é que as ruas são praticamente as mesmas de décadas atrás, quando apenas os mais afortunados podiam ter seu meio de condução próprio. O crescimento, aliado a falta de organização e pensamento em soluções por parte da Secretaria Municipal de Segurança Pública, responsável pelo trânsito, que nunca sequer planejou um estudo do setor, tem gerado um caos cada vez maior.

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Aplicativo auxilia manejo da fauna silvestre e controle de doenças

“Estamos começando uma nova fase, a ciência cidadã, onde a sociedade participa dos projetos de pesquisa da forma que já faz: visitando e tirando foto dos animais, que agora vão para um banco de dados e nos permitirão fazer uma análise melhor, permitindo melhorar o manejo da fauna de maneira geral”, lembra Jorge “Julião”, responsável pelo setor de uso público do Parnaso

– Visitantes de unidades de conservação e entorno podem contribuir com monitoramento de zoonoses

As mudanças ambientais têm gerado grandes impactos sobre a biodiversidade, com repercussão importante para a saúde humana e animal. Aids, ebola, zika vírus, febre amarela silvestre… Esses são apenas alguns casos que podem ser citados de zoonoses, doenças que circulam entre animais e pessoas. Com o objetivo de monitora-las antes que cheguem às pessoas e assim proteger tanto os animais silvestres, quanto os domésticos e os humanos, a Fiocruz e o Laboratório Nacional de Computação Científica – LNCC do MCTI lançaram o Sistema de Informação em Saúde Silvestre – SISS-Geo. Trata-se de um aplicativo com uma plataforma para recebimento de informação dados e fotografias e, apesar de ser voltado principalmente para especialistas e pesquisadores, pode receber a contribuição de qualquer interessado. Ele disponibiliza aos usuários a visualização, em tempo real, de todos os registros e uma ferramenta que permite cruzar informações com 39 mapas temáticos da base de dados do governo federal.
Os objetivos do SISS-Geo são integrar os registros de animais realizados pelos cidadãos, especialistas e pesquisadores, a modelos matemáticos e espaciais para detecção precoce de possíveis doenças na fauna silvestre, gerar alertas verificáveis pelos órgãos competentes e pesquisadores, modelar matematicamente os parâmetros que oportunizam a ocorrência de zoonoses e divulgar e difundir boas práticas para saúde e a conservação da biodiversidade brasileira.
“Além dos objetivos específicos do projeto inicial, o SISS-Geo, é uma ferramenta cuja organização e acessibilidade dos dados pode ser utilizada e disponibilizada para os gestores de Parques, pois a partir das informações em sua área, é possível identificar as áreas de ocorrência de espécies e manejar trilhas, programas de visita guiada, áreas de reprodução, possíveis problemas com animais, utilização dos UCs por animais domésticos e utilizar toda a plataforma de informações disponível. Para gestores da saúde, pode auxiliar no monitoramento de surtos como os de febre amarela e raiva em animais silvestres e com isso, a aplicação precoce de medidas de prevenção, como a intensificação de vacinação humana. Pode ainda, ser ferramenta de monitoramento de áreas de desastres ambientais, compensação ambiental por empresas, criação de UCs e circulação de patógenos nas áreas de fronteira entre ambientes naturais e de produção animal”, explica Marcia Chame, Coordenadora do Programa Institucional Biodiversidade & Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, integrante do Conselho Consultivo do Parque Nacional da Serra dos Órgãos uma das coordenadoras da Câmara Técnica de Turismo e Montanhismo do Parnaso.
O registro de animais no campo ou na cidade, com a foto, e as descrições solicitadas pelo sistema funciona mesmo em área remotas, pois localiza automaticamente por GPS o registro, mesmo sem internet e telefonia celular, guardando todos os dados que serão enviados quando o colaborador estiver em local com acesso a rede de dados.
Dois conjuntos de informações são necessárias:  As das observações dos animais, como nome do animal observado, o número de animais, se vivo ou morto, se apresenta ferimentos ou alguma condição que pareça estranha e informações sobre o local onde a observação do animal foi feita, se em área natural, rural ou urbana, se na presença ou próxima a plantações, rios, pecuária, queimadas, desastres naturais, estradas, áreas de expansão imobiliária, dentre outros.
O SISS-Geo foi lançado em março de 2014 para smartphones e tablets e hoje possui 750 participantes e 440 registros de animais válidos, em 19 dos 26 estados brasileiros. O aplicativo pode ser baixado pela Google Play para celulares Android (em breve também para IOS) ou acessando www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br, para acesso web.

 

Todos têm a ganhar com as pesquisas
Jorge Nascimento “Julião”, responsável pelo setor de uso público do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, lembra que a participação popular pode ampliar consideravelmente o trabalho na área de pesquisa, cujos resultados, consequentemente são benéficos não só à fauna, mas para toda a população. “Somos a unidade com mais pesquisas no Brasil, dentre todas, mas as pesquisas em geral acontecem em alguns poucos lugares. Então, a quantidade de informação científica é muito grande, mas acontece em áreas limitadas do parque. Já a visitação compreende mais áreas, então se o visitante fizer esses registros e enviar para o banco de dados, a gente vai ter a oportunidade também de ter um banco maior que a gente tem hoje feito através das pesquisas e servidores do parque”, lembra.
Julião lembra ainda que o Parnaso tem realizado diversas ações para que a comunidade o conheça e, dessa forma, ajude a conservá-lo. O aplicativo SISS-Geo é mais uma maneira que cada um de nós pode contribuir para a continuidade da fauna e flora, mas da nossa própria espécie. “Temos aqui um histórico longo, mesmo antes de ser parque, do início do século 19, de se fazer pesquisa nessa região, mas sempre por pesquisadores. Agora estamos começando uma nova fase, a ciência cidadã, onde a sociedade participa dos projetos de pesquisa da forma que já faz: visitando e tirando foto dos animais, que agora vão para um banco de dados e nos permitirão fazer uma análise melhor, permitindo melhorar o manejo da fauna de maneira geral”, enfatiza.
“No Parnaso, estamos desenvolvendo ferramentas específicas para os gestores e, em breve, iniciaremos o treinamento com diversos usuários do Parque. Entre eles cabe ressaltar a importância dos condutores de trilhas, os brigadistas de incêndios, os escaladores e montanhistas, todo o pessoal da fiscalização e servidores do parque e da empresa prestadora de serviço e comunitários interessados. Quanto maior o número de pessoas envolvidas no monitoramento participativo maior será a informação e capacidade de gestão das trilhas do Parque, especialmente as de alta montanha, das áreas mais remotas e também daquelas próximas às comunidades”, completa Marcia Chame.

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MP quer informações sobre abandono de áreas em risco

Há quase dois meses o tráfego está mais complicado na região central do município, assim como tem tido prejuízo os comerciantes estabelecidos no entorno da Praça Olímpica Luís de Camões

Há quase dois meses o tráfego está mais complicado na região central do município, assim como tem tido prejuízo os comerciantes estabelecidos no entorno da Praça Olímpica Luís de Camões

– Inquéritos apuram problemas no Corte da Barra e Rua Manuel Madruga, há dois meses fechada

A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo de Teresópolis do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou dois inquéritos civis para fiscalizar e acompanhar a atuação do governo municipal e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) nos deslizamentos na cidade provocados pelas chuvas de novembro. Um dos inquéritos refere-se ao deslizamento das pedras que compunham o muro de contenção da Rua Manuel Madruga, que ladeia o Rio Paquequer, na altura da Praça Camões, no bairro da Várzea. O procedimento foi instaurado para acompanhar a reconstrução do muro de contenção e a recomposição do asfalto, de forma a manter a segurança na via.
Outro inquérito aberto pela Promotoria refere-se ao deslizamento de blocos de pedra e saibro em trecho da Avenida Roosevelt, conhecido como “Corte da Barra”, provocado pelas fortes chuvas de novembro. O inquérito apura as causas e possível omissão do poder público municipal na conservação da infraestrutura, assim como fiscaliza as medidas de reparo do muro no sentido Petrópolis. Nos dois inquéritos, a Promotoria determina que a prefeitura de Teresópolis, por meio da Procuradoria Geral do Município, informe e encaminhe em 20 dias a documentação comprobatória de quais medidas estão sendo tomadas, assim como o cronograma (incluindo o inicio e finalização da licitação de obras), bem como solicita informações sobre vistorias realizadas no local do deslizamento.

 

Praça Olímpica
Há quase dois meses o tráfego está mais complicado na região central do município, assim como tem tido prejuízo os comerciantes estabelecidos no entorno da Praça Olímpica Luís de Camões. Desde deslizamento de parte da Rua Manuel Madruga, no início do mês de novembro, o trânsito está fechado no local. Em meados de outubro, O DIÁRIO publicou reportagem alertando que algumas pedras da base do muro estavam cedendo em direção ao Paquequer. Nada foi feito e, três semanas depois, surgiu um grande buraco na Manuel Madruga, em consequência do afundamento do material que já apresentava problemas na parte de baixo. Mais alguns dias de chuva e um forte temporal 15 dias depois, a situação tomou proporções ainda maiores.
Quase toda a rua e as muretas laterais foram parar dentro do curso d´água e, a cada precipitação e elevação do nível do rio, um pouco mais da via pública é arrastado. A preocupação é que a erosão causada pela falta de um muro de contenção chegue ao prédio da secretaria de Turismo. Sem o trânsito de veículos, lojistas da região reclamam da grande queda no movimento.
Outra mudança desde novembro é que proprietários de vagas em estacionamento do entorno têm sido flagrados constantemente dirigindo pela contramão para acessar o local. Assim como fizemos em novembro e dezembro, questionamos mais uma vez o governo Mário Tricano e o Instituto Estadual do Ambiente, visto que obra as margens de cursos d´água geralmente tem participação ou pelo menos fiscalização do órgão. Porém, mais uma vez, não recebemos nenhum tipo de resposta.
No início do ano, o atleta Gustavo Souza montou uma linha de “Highline” entre a ponte da Avenida Lúcio Meira e a Manuel Madruga como forma de protesto pelo descaso em mais uma área pública do município – justamente vizinha à Praça Olímpica, que ficou cerca de dois anos fechada. A travessia com a utilização e fitas e outros equipamentos de segurança chamou a atenção de pedestres, que apoiaram o movimento. Já supostos representantes do poder público, como esperado, não gostaram.

 

Corte da Barra foi fechado em novembro por deslizamento de pedras. Na ocasião, foi informada necessidade de grande obra. No dia seguinte, porém, via foi aberta normalmente

Corte da Barra foi fechado em novembro por deslizamento de pedras. Na ocasião, foi informada necessidade de grande obra. No dia seguinte, porém, via foi aberta normalmente

Risco no Corte da Barra
Em 15 de novembro passado, aconteceu um deslizamento de blocos de pedra e saibro em trecho da Avenida Presidente Roosevelt conhecido como Corte da Barra. Na ocasião, foi informada a necessidade de construção de um muro de contenção no lado direito da passagem, sentido Petrópolis. O DIÁRIO atentou que, além dos trâmites legais, existia a discussão sobre a responsabilidade do grande e custoso empreendimento, se de competência do município ou do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), visto que o trecho em questão faz parte da BR-495, a estrada Philúvio Cerqueira Rodrigues, estrada que liga Teresópolis a Itaipava, distrito de Petrópolis. À época, representante local do DNIT conversou com a nossa reportagem e informou que participaria de reunião com a direção do órgão no Rio de Janeiro para definir a situação. No dia seguinte, porém, a via foi reaberta e não se falou mais em obras.

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Piscina do Parque Nacional interditada ao público

Enquanto a piscina não pode ser reaberta, a dica é aproveitar os muitos outros atrativos da sede Teresópolis, como cachoeiras e poços

Enquanto a piscina não pode ser reaberta, a dica é aproveitar os muitos outros atrativos da sede Teresópolis, como cachoeiras e poços

– Necessidade de obras emergenciais compromete temporariamente utilização do atrativo

Um dos principais atrativos da sede Teresópolis do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, a piscina natural formada pela água gelada e cristalina das nossas montanhas está temporariamente interditada ao público. O motivo é um grande buraco ao lado do espelho d´água, aberto após forte temporal em novembro passado, que pode comprometer ainda mais a estrutura da piscina e, logicamente, colocar os visitantes em risco. Na semana passada, a direção da unidade de conservação ambiental iniciou obras de reparo. A previsão é que o serviço de construção da lateral e reparos em parte da Estrada da Barragem vizinha ao local dure entre 50 e 60 dias, segundo divulgado pelo Parnaso em sua página na rede social Facebook.
Enquanto a piscina não pode ser reaberta, a dica é aproveitar os muitos outros atrativos da sede Teresópolis, como cachoeiras e poços. Também na semana passada a direção do Parque Nacional informou que, dentro em breve, os frequentadores da sede local contarão com mais uma opção para se refrescar nos dias quentes de verão, a ducha da barragem. O “chuveirão” formado por água coletada na barragem da Cedae no rio Beija-Flor precisou ser interditado temporariamente por conta do deslocamento de uma pedra, mas um novo acesso está sendo construído.

 

Muitas opções para se refrescar
Terceira mais antiga e uma das unidades de conservação ambiental do país, o Parque Nacional Serra dos Órgãos tem atrativos para todas as idades e épocas do ano. Nas sedes Teresópolis (Avenida Rotariana, Soberbo) e Guapimirim (Km 98,5 da BR-116), o Parnaso tem diversas opções de cachoeiras e rios, com muitos poços com boa profundidade. Por aqui, há pontos para banho nos rios Paquequer e Beija-Flor, além de grandes lajes para se aproveitar os dias de sol ganhando “um bronze”. Em Guapi, poços como o da Capela, Ponte Velha e Verde são muito procurados.
Desde o ano passado, o valor reduzido para moradores dos municípios onde o parque está localizado (R$ 3,00) só pode ser conseguido nos dias de semana, no período de verão. Nos fins de semana, a taxa de R$ 17. Veja mais sobre os dias com desconto no site icmbio.gov.br/parnaso

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Muitas e boas opções para se refrescar no verão

Na antiga estrada do Garrafão, entorno do Parnaso, cachoeiras vizinhas à Rio-Teresópolis são boa opção

Na antiga estrada do Garrafão, entorno do Parnaso, cachoeiras vizinhas à Rio-Teresópolis são boa opção

– O DIÁRIO lista cachoeiras e rios onde você pode aproveitar os dias mais quentes do ano

Dias que já começam com os termômetros marcando altas temperaturas, clima abafado… A época mais quente do ano pede lugares com água gelada para se refrescar! Quem mora na Região Serrana tem que recorrer às cachoeiras para aproveitar melhor os fins de semana – ou quem sabe conseguir um refresco rápido mesmo antes de ir trabalhar. Isso porque no nosso município e entorno há dezenas de opções de quedas d´água e rios, alguns em áreas de unidades de conservação ambiental. Além de muitas possibilidades, outra boa notícia é que a grande maioria desses atrativos pode ser visitada sem a cobrança de nenhuma taxa. Nesta edição, O DIÁRIO destaca alguns “points” para você curtir o verão sem, literalmente, “esquentar a cabeça”.
No entanto, antes de listar as possibilidades de banho de rio e cachoeira é importante destacar os cuidados que deve ter ao frequentar esses locais: – Os ambientes naturais não têm salva-vidas, então reconhecer os pontos onde você pode se banhar de acordo com a sua habilidade na natação é fundamental; – Com o fundo formado por pedras e muitas vezes água escura, pode haver vários trechos com profundidade muito maior do que outros, evite sustos e desastres; – Muitas pedras são escorregadias; – Não mergulhe sem saber se há pedras no fundo dos poços, um choque de cabeça ou costas pode ser fatal; – Em alguns locais, como nas cachoeiras da Serra, há risco de tromba d´água. Fique atento à formação de nuvens e sinais de elevação do nível do rio; – Não deixe nenhum tipo de resíduo e leve apenas boas lembranças dos locais.

 

Piscina natural é o principal atrativo da sede Teresópolis do Parque Nacional

Piscina natural é o principal atrativo da sede Teresópolis do Parque Nacional

Parque Nacional
Para começar, destaque para a terceira mais antiga e uma das unidades de conservação ambiental do país, o Parque Nacional Serra dos Órgãos. Nas sedes Teresópolis (Avenida Rotariana, Soberbo) e Guapimirim (Km 98,5 da BR-116), o PARNASO tem diversas opções de cachoeiras e rios, com muitos poços com boa profundidade. Na unidade local, a grande piscina natural é o atrativo principal. Desde o ano passado, o valor reduzido para moradores dos municípios onde o parque está localizado (R$ 3,00) só pode ser conseguido nos dias de semana, no período de verão. Nos fins de semana, a taxa de R$ 17. Veja mais sobre os dias com desconto no site icmbio.gov.br/parnaso

 

Cachoeiras vizinhas à Rio-Teresópolis, na antiga estrada do Garrafão, entorno do Parnaso

Cachoeiras vizinhas à Rio-Teresópolis, na antiga estrada do Garrafão, entorno do Parnaso

Garrafão
Também na área do PARNASO, a antiga estrada do Garrafão, paralela à Rio-Teresópolis, tem diversas grandes quedas e pequenos e refrescantes poços – alguns até com bastante profundidade. O acesso é feito pela forte curva de mesmo nome. Após acessar a pequena localidade, deve-se pegar à direita, passando por um pequeno bar. Poucos metros depois, em outra curva, já está a entrada para as cachoeiras. A referência é o sítio Cibelle. Não há cobrança de ingresso.

 

Cachoeira da Macumba, também conhecida como "dos 13", tem também opções de rapel

Cachoeira da Macumba, também conhecida como “dos 13”, tem também opções de rapel

Macumba
Em outra rodovia, a BR-495, que liga Teresópolis a Itaipava, distrito de Petrópolis, a dica é a Cachoeira “da Macumba” ou “dos 13”, por ficar no quilômetro de mesmo número. O acesso é ao lado da ponte do córrego Açuzinho, onde há um recuo na pista e, anos atrás, funcionava uma feirinha. Há dois poços, e grandes quedas, com grampeação para a prática de rapel. O atrativo fica no entorno do Parnaso. Não há cobrança de ingresso.

 

Uma das mais bonitas e famosas de Teresópolis, o Frades fica no Terceiro Distrito

Uma das mais bonitas e famosas de Teresópolis, o Frades fica no Terceiro Distrito

 

Frades e Campanha
Partindo para outra região, o Terceiro Distrito, temos duas opções. A mais conhecida é a Cachoeira dos Frades, localizada no vale de mesmo nome, e entorno do Parque Estadual dos Três Picos. Além da queda principal, com grande e bonito véu, ao longo do rio, nos dois sentidos, há diversos poços e outras pequenas quedas. O acesso é feito pelo km 20 da Teresópolis-Friburgo. Dali, são cerca de seis quilômetros em estrada de terra batida até o atrativo. Também na RJ-130, acessando próximo ao km 22, fica a Cachoeira de Campanha. Nesse caso, há apenas uma leve corredeira e áreas de rio bem abertas. Apesar de muito visitada, é recomendada para os mais experientes, pois a maioria dos pontos tem grande profundidade. Não há cobrança de ingresso.

 

Para quem gosta de caminhar, dica é a Cachoeira do Messias, na localidade do Subaio

Para quem gosta de caminhar, dica é a Cachoeira do Messias, na localidade do Subaio

Subaio
Para quem gosta de aliar outra atividade ao banho de cachoeira, a dica é região do Subaio, que fica em Cachoeiras de Macacu, mas pode ser acessada pela localidade de Canoas/Prata dos Aredes, em Teresópolis. Dois rios e muitas cachoeiras são os atrativos, sendo a principal a “Cachoeira do Messias”, uma queda de aproximadamente 10 metros, localizada em uma área que lembra uma espécie de caverna. Porém, nesse caso é necessário caminhar cerca de 18km, ida e volta. Não há cobrança de ingresso.

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Dicas de lazer em três unidades de conservação ambiental

Sede do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis, no Terceiro Distrito de Teresópolis

Sede do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis, no Terceiro Distrito de Teresópolis

– Parques federal, estadual e municipal são excelentes opções para conhecer melhor nossa região

Assim como a esmagadora maioria dos municípios brasileiros, Teresópolis sofre com problemas ambientais diversos por conta do crescimento desordenado nas últimas décadas. Porém, a situação na nossa região é melhor do que grande parte das cidades porque a terra de Teresa é cercada por três unidades de conservação ambiental, uma federal, uma estadual e uma municipal – isso sem contar que existem entre Segundo e Terceiro Distrito três Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Por conta do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Parque Estadual dos Três Picos e Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis, estão protegidas milhares de espécies de fauna e flora, muitas endêmicas, que só ocorrem em determinadas regiões, sem esquecer da garantia de continuidade da biodiversidade em um bioma tão prejudicado, a Mata Atlântica. Além da grande importância ecológica, os três parques oferecem opções de lazer para todo o tipo de visitante: Desde caminhadas curtas a travessias de três dias, de escaladas tranquilas a grandes paredões, além de possibilidades de banho de rio e cachoeiras. Abaixo, veja o que cada parque oferece, lembrando que para a maioria dos passeios não sequer cobrado ingresso.

Trilha do Jacu, um dos atrativos da sede da unidade de conservação ambiental municipal

Trilha do Jacu, um dos atrativos da sede da unidade de conservação ambiental municipal

Serra dos Órgãos

A entrada principal do Parque Nacional da Serra dos Órgãos fica na Avenida Rotariana s/nº, com acesso bem sinalizado, ao lado da ponte sobre o Rio Paquequer, na entrada da cidade, próximo ao Mirante do Soberbo e ao Portal da cidade. A parte baixa oferece diversos atrativos, entre eles a piscina de águas naturais, estrada da Barragem, trilha Suspensa, trilha Mozart Catão, trilha da Primavera, Trilha Cartão Postal e Trilha 360. Com exceção das duas últimas, um pouco mais exigentes e que levam até um local onde se vê o Dedo de Deus de frente, de imponente ângulo, as outras são recomendadas para pessoas de todas  as idades. A Mozart Catão termina em mirante de onde se avista Teresópolis. A Primavera é praticamente toda plana e a Trilha Suspensa pode ser visitada inclusive por portadores de necessidades especiais, sendo um caminho construído na altura da copa das árvores, sobre um antigo aqueduto. Para a parte alta, as opções são ainda mais diversas, sendo a mais procurada a tradicional Trilha da Pedra do Sino. São 11,5 km de extensão até o ponto mais alto da cadeia de montanhas, a 2.255m de altitude.  Mais informações sobre esses e outros passeios no site do Parnaso (www.icmbio.gov.br/parnaso). Os ingressos variam de acordo com as atividades realizadas.

 

Três Picos

Lugar de fácil acesso, com caminhadas fáceis, bosques e banho de rio, em meio a Mata Atlântica. E de graça. A sede Teresópolis do Parque Estadual dos Três Picos fica na antiga fazenda Vale da Revolta, no quilômetro 85,5 da Estrada Rio-Bahia. Hoje, mesmo com pouca estrutura, é possível aproveitar bastante a área que tem três grandes platôs, ligados por uma estrada de quase um quilômetro de extensão, pequenas trilhas, córregos e bosques. No último dos platôs, onde será construído o camping, a sensação de paz é incrível. Apesar da proximidade com o Vale da Revolta, Meudon e a estrada Rio-Bahia, não é possível escutar nada além do canto dos pássaros e o vento soprando entre as grandes árvores, que ajudam a compor o cenário mágico de morros verdes ao redor do vale. Não é cobrado ingresso.

Outra bela região protegida pelo PETP na região é o Vale dos Frades, acessado nas proximidades do quilômetro 20 da RJ-130, rodovia que liga Teresópolis a Nova Friburgo. Banhos de rio e cachoeira, além de trilhas diversas, são algumas opções. Se não quiser tentar nenhum cume de montanha, e ainda assim contemplar um visual único, a dica é caminhar pela estrada de terra batida a partir da rodovia estadual até a portaria última fazenda, a Itatyba. São 22k, ida e volta.

Parque Municipal

A unidade de conservação criada em 2009 tem como símbolo a Pedra da Tartaruga, montanha que oferece opções de caminhada curta, rapel, escalada e também área de camping. Não há cobrança de ingresso. O principal acesso do parque fica na Granja Florestal. Seguindo pela Avenida Presidente Roosevelt, se pega à direita em frente ao hotel Alpina e novamente à direita após a ponte, seguindo pela Estrada José Gomes da Costa Júnior. Depois o acesso é pela Estrada do Salaco, onde há placas indicando como chegar a portaria. A caminhada até o cume da Tartaruga é leve, de cerca de 20 minutos. Ao longo da subida, inclusive, há pontos de água – captada em uma nascente na Pedra do Camelo, canalizada e distribuída em torneiras. Outra opção é a sede do PNMMT, em Santa Rita, no Segundo Distrito, onde fica a bonita e pequena Trilha do Jacu, de 890 metros. Não é cobrado ingresso. O telefone para mais informações é o 2741-2234.

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Hotéis com boa expectativa para o fim de ano

Além do verde do entorno, quem se hospeda na Urikana ainda pode aproveitar os dias de calor de fim de ano

Além do verde do entorno, quem se hospeda na Urikana ainda pode aproveitar os dias de calor de fim de ano

Tranquilidade serrana poder ser grande aliada para se começar um 2017 diferente

O ano de 2016 foi pesado, difícil para a grande maioria dos brasileiros. As crises política e financeira mudaram a vida de milhares de pessoas, alterando rotinas e projetos diante de um quadro considerado extremamente complicado e, para os pessimistas, difícil de ser resolvido. Mas, para os otimistas, foram momentos para se buscar oportunidades e continuar olhando para frente. Nessa linha de pensamento, nada melhor do que fechar o ano em um local tranquilo, com a família, para organizar as ideias e consequentemente a vida a partir de 2017. A rede hoteleira de Teresópolis é um dos setores que vive boa expectativa para o período, trabalhando para receber aqueles que buscam se organizar para começar o próximo ano bem. “Estamos trabalhando bastante dessa vez, o triplo que realmente trabalhando, para efetivar as vendas. A gente é bem otimista, mas o mercado não está tanto assim. Então, estamos trabalhando bastante. A expectativa é boa, de melhorar a ocupação, de um réveillon bem cheio”, explica Fabiano Ferreira, gerente da Urikana Boutique Hotel.

A Urikana fica no Parque do Imbuí, um bairro cercado de verde, local que transmite paz e tranquilidade pela força da natureza e beleza cênica característica da região

A Urikana fica no Parque do Imbuí, um bairro cercado de verde, local que transmite paz e tranquilidade pela força da natureza e beleza cênica característica da região

A pousada fica localizada na Estrada Ibiporanga, 2151, no Parque do Imbuí, um bairro cercado de verde, no entorno do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis, local que transmite paz e tranquilidade pela força da natureza e beleza cênica característica da região. E são essas qualidades, além logicamente das excelentes hospedagens e atrativos do próprio estabelecimento, que, independente do momento que passe o país, atraem gente de todo o Brasil para o nosso município. “O nosso diferencial é a tranquilidade, a proximidade com a natureza, o excelente serviço, a boa comida. Para o fim de ano especificamente ainda temos a ceia da virada, inclusive com música ao vivo. Outra coisa importante de destacar é que estamos abertos também para atender ao público de Teresópolis”, atenta Fabiano.

Mesmo os hotéis localizados nos bairros mais centrais, como o Intercity, na Rua Rui Barbosa, por exemplo, se aproveitam do diferencial teresopolitano para garantir seu público. A proximidade com a capital é outra grande vantagem. “Uma das grandes caraterísticas de Teresópolis é a sua tranquilidade, uma cidade ideal para curtir a família, para aproveitar bons restaurantes, para fugir loucura do Rio de Janeiro. Aqui é uma cidade com boa hospedagem, boa estrutura para receber o visitante, perto do Rio, com certeza a melhor opção da Região Serrana”, relata Samuel Ribeiro, Coordenador de Atendimento ao Cliente do Intercity.

Para o estabelecimento situado no bairro de Agriões, a procura para o mês de dezembro tem sido muito boa. “Para o Natal ficamos com o hotel praticamente lotado e para o réveillon já contamos com mais de 85% de ocupação. Apesar de o país não passar um momento muito bom, para a gente aqui está muito bom, a expectativa é excelente”, completa Samuel.

O gerente da Urikana reforça a ideia de um bom ambiente, de um réveillon tranquilo, de um fim de ano bem diferente do que passou para se iniciar o próximo com o pé direito. “Às vezes a gente fala que o nosso produto é supérfluo, que as pessoas conseguem cortar, que é lazer, mas não é tão assim. As pessoas também precisam dar uma parada, investir valor nelas mesmas e ir para cantos como a Urikana para relaxar e colocar os projetos na linha”, pontua Fabiano.

Situação no Rio de Janeiro

A previsão de ocupação hoteleira para o réveillon no Rio de Janeiro é de 64,15% de quartos vendidos até o momento, divulgou esta semana a Associação Brasileira de Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-Rio). Os bairros de Copacabana e Leme, na zona sul, lideram a procura e, juntos, têm 75,43% de previsão de ocupação, seguidos de Ipanema e Leblon (68,17%), Flamengo e Botafogo (66,31%). O centro da cidade tem 52,35% de quartos ocupados, segundo o presidente da ABIH-RJ e da Rio Convention & Visitors Bureau (Rio-CVB), Alfredo Lopes.

Na Barra da Tijuca, a ocupação está em 58,49% até o momento, mas o bairro terá dez pontos de queima de fogos e a hotelaria está otimista para que o número aumente nos próximos dias. “A tradicional queima de fogos de Copacabana é uma experiência única, nossa marca registrada, mas quem quer ficar mais afastado do burburinho ou simplesmente deseja aproveitar a virada em atrações alternativas e mais exclusivas encontra uma grande comemoração, acessível para todos, em pontos estratégicos da Barra da Tijuca e região”, disse Alfredo Lopes.

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Polícia Ambiental fiscaliza construções no interior

 

Em Canoas, policiais fizeram registros fotográficos e encaminharam o caso para a 110 DP para apuração sobre possível ocorrência prevista no artigo 60 da Lei 9.605/98, a Lei de Crimes Ambientais

Em Canoas, policiais fizeram registros fotográficos e encaminharam o caso para a 110 DP para apuração sobre possível ocorrência prevista no artigo 60 da Lei 9.605/98, a Lei de Crimes Ambientai

– Operações aconteceram nas localidades de Albuquerque e Canoas, no Terceiro Distrito

Policiais da 5° Upam/Três Picos têm realizado operações frequentes nas comunidades no entorno da unidade de conservação ambiental, localizada em parte do primeiro e grande área do Terceiro Distrito de Teresópolis – entre outros municípios vizinhos. Nos últimos dias, dois trabalhos nas comunidades de Albuquerque e Canoas terminaram com investigação de possíveis crimes ambientais em aberturas de áreas para construção de imóveis.

Nesta terça-feira, equipe da guarnição GPA C II fazia patrulhamento pela Estrada de Prata dos Aredes, em Canoas, quando teve atenção despertada para uma obra iniciada em terreno vizinho à floresta, localizado em região onde fica grande APP (Área de Preservação Permanente). Segundo divulgado pela Upam, não havia ninguém no local e nem placa indicando licenciamento ambiental, apenas a de um engenheiro, sendo então feito registros fotográficos e o caso encaminhado para a 110 DP para apuração sobre possível ocorrência prevista no artigo 60 da Lei 9.605/98, a Lei de Crimes Ambientais, que dispõe o seguinte: “Construir, reformar, ampliar, instalar ou fazer funcionar, em qualquer parte do território nacional, estabelecimentos, obras ou serviços potencialmente poluidores, sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes, ou contrariando as normas legais e regulamentares pertinentes: Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente”. Posteriormente, pode ser apresentado tal laudo, não encontrado no local.

No fim da semana anterior, equipe da Unidade de Policiamento Ambiental apreendeu uma máquina escavadeira em uma área desmatada em Albuquerque. De acordo com os policiais ambientais, uma denúncia através do Linha Verde levou os agentes até um sítio na Rua Joaquim de Oliveira Pacheco, onde foi constatado o crime de desmatamento e aterramento de 2.800 metros quadrados dentro de uma Área de Preservação Permanente (APP), a menos de 30 metros do curso de água de um rio.

Questionado pelos policiais, o caseiro que estava no local informou que o proprietário pelo terreno havia saído e apresentou apenas uma licença ambiental com autorização para determinados cortes, não condizentes com o serviço que estava sendo praticado. Ainda segundo os militares, o caso foi encaminhado à 110ª DP e o dono do sítio irá responder pelo crime de desmatamento em APP, sob pena de detenção de um a três anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

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Cratera deixa pedestres e motoristas em risco

Há cinco dias uma cratera atrapalha a passagem de veículos, obrigando o desvio pela contramão ou quase atingindo o meio fio e calçada para aqueles que seguem sentido São Pedro.

Cratera atrapalha a passagem de veículos, obrigando o desvio pela contramão ou quase atingindo o meio fio e calçada para aqueles que seguem sentido São Pedro.

– Além disso, vazamento de água há cinco dias preocupa comunidade

Motoristas e pedestres que precisarem passar pelo cruzamento das Ruas Tietê e São Francisco, no Bairro de Fátima, em frente ao conjunto de prédios conhecido como “blocos”, deve ter atenção redobrada. Há cinco dias uma cratera atrapalha a passagem de veículos, obrigando o desvio pela contramão ou quase atingindo o meio fio e calçada para aqueles que seguem sentido São Pedro. Segundo vizinhos, recentemente houve afundamento do sistema de manilhas. O problema foi reparado, porém, sem o a recolocação do asfalto, o peso dos veículos na terra utilizada para tapar o buraco fez com que a rede fosse danificada mais uma vez, causando ainda o vazamento de muita água. A situação, aliás, acontece de forma amiúde. Nos últimos anos, a cratera surgiu diversas vezes exatamente no mesmo local, mostrando a errônea opção de se fazer pequenos reparos no lugar de substituir a antiga rede, que não comporta o crescimento habitacional e logicamente também a ampliação no fluxo de veículos naquela região.

Nesta quinta-feira, flagramos algumas situações inusitadas por conta da falta da manutenção da via pública. Em um momento, o condutor de um veículo de passeio pegou parte da calçada ao desviar da cratera. Houvesse um pedestre desatento nas proximidades do meio-fio, poderia ter sido atingido. Logo a seguir, dois carros que seguiam em direção ao populoso bairro de São Pedro “ultrapassaram” o buraco, um de cada lado, e quase colidiram lateralmente a seguir. A falta de sinalização pode causar ainda acidentes mais graves, principalmente no período noturno e envolvendo motociclistas.

Buraco impede coleta

Na Rua Tabelião Luís Bessa, na Vila Muqui, a coleta de lixo não acontece há cerca de 20 dias por conta de um grande buraco causado pelo afundamento do sistema de manilhas em um trecho de curva, o que impede a passagem do veículo de carga. Apesar de já reclamada à Secretaria de Obras e Serviços Públicos, a cratera fica maior a cada dia e, se não for resolvida logo, nos próximos dias pode impedir até que o trecho seja vencido por carros de passeio. Para evitar o acúmulo de sacolas, alguns moradores fixaram placas alertando para que os vizinhos levem seus restos até a rua abaixo, a Fernando Martins.

Mais uma vez entramos em contato com a Prefeitura, através da Assessoria de Comunicação, para buscar informações sobre todos os pontos acima, que implicam diariamente na vida de milhares de teresopolitanos, direta e indiretamente, inclusive em casos de saúde pública. Porém, como tem sido acontecido frequente, não obtivemos nenhuma resposta até o fechamento desta edição. Mais uma negativa de posicionamento por parte da Assessoria de Comunicação e toda essa situação envolvendo os serviços públicos mostram como trabalha o governo Tricano: Gastando recursos públicos sem se preocupar com a vida daquele que patrocina esses e outros serviços, o contribuinte local.

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