Produtores organizados para gerir Feirinha da Agricultura Familiar

A organização feita pelos próprios produtores criou regras de funcionamento, que falam da arrumação das bancas e dos produtos que são expostos para venda

A organização feita pelos próprios produtores criou regras de funcionamento, que falam da arrumação das bancas e dos produtos que são expostos para venda

– Projeto lançado pela Emater se consolida e garante espaço em Teresópolis

A Feirinha da Agricultura Familiar, evento que surgiu através do projeto “Vem pra Roça” da Emater Rio, vai garantindo semana após semana o seu espaço em Teresópolis. O que inicialmente era um programa piloto aos poucos se consolida. Os produtores que expõem seus produtos se organizaram em uma Comissão que trata de todos os assuntos de interesse geral, que vão desde a qualidade dos produtos expostos nas bancas até as regras de higiene e de apresentação das mercadorias.

A nutricionista Mariana Granito participa de várias atividades durante o “Mês da Saúde sem Mistérios”, atração da Feia da Agricultura Familiar

A nutricionista Mariana Granito participa de várias atividades durante o “Mês da Saúde sem Mistérios”, atração da Feia da Agricultura Familiar

“Na verdade nós estamos sujeitos ao Poder Público. Criamos uma comissão para organizar a feira, tomar decisões sobre questões que surgem no dia a dia”, explica o produtor Wanderson Pimentel, coordenador da comissão. “Fazemos reuniões, registramos em atas e encaminhamos tudo para a Emater e para a Secretaria de Agricultura”, afirma. Segundo o responsável, a feira segue a mesma linha de trabalho de quando foi implantada. A única diferença é que deixou de ser itinerante, passando a funcionar exclusivamente às quartas-feiras na Praça Governador Portela, ao lado da Prefeitura, e aos sábados na Praça Nilo Peçanha, perto da Escola Ginda Bloch, no Alto. “A proposta é a mesma. Esse espaço foi criado para o produtor. Uma das regras é expor 50% dos produtos da banca da própria produção. O restante pode ser adquirido, desde que na associação que fazemos parte. Para estar aqui tem que fazer parte de uma organização, que é quem tem carta branca para solicitar a barraca na Secretaria de Agricultura”, detalha. Segundo Wanderson, algumas regras foram criadas para facilitar o funcionamento, como uniforme, organização da banca, etc. “Tudo é observado pela comissão que vai se adequando ao dia a dia, estipulando essas regrinhas que servem para todos seguirem”, completa.

 

Atividades extras

Além de oferecer produtos direto das lavouras para os clientes, a feira conta também com atividades diferenciadas. No mês de outubro, denominado “Mês da Saúde sem Mistérios”, estão sendo oferecidas palestras e orientações sobre alimentação saudável. A responsável é a nutricionista Mariana Granito. “Nós queremos promover a questão nutricional, tirar a ideia de que esse tipo de alimentação se resume em comer alface. Muitos falam que não gostam, que não querem. Nós queremos divulgar a nutrição de uma forma completa. Sabemos que quanto melhor a gente se alimentar com produtos naturais, melhor será a nossa saúde”, garante a profissional.

De acordo com Mariana, o fato de a população ter acesso a uma feira com produtos naturais é algo importante, especialmente para quem quer comer bem. “Essa feira é muito importante, estimula a agricultura familiar e esse contato direto com o produtor. Isso aqui evita a terceirização, os atravessadores, esse processo de ir e vir que acaba agredindo os produtos. Assim a gente compra tudo fresquinho, direto da terra e sabe a procedência. Esses produtos são muito ricos em nutrientes”, garante a nutricionista, que na última quarta-feira fez uma demonstração do preparo dos chamados sucos ‘detox’. “É uma alimentação volta para a desintoxicação do organismo. Estou brincando com o ‘suco de feira’ e trazendo diversas combinações, pegando tudo e batendo, mostrando as variações”, explica. “Minha dica para quem quer fazer em casa é diferenciar sempre, dois tipos de frutas ou verduras, que pode ser laranja com cenoura, ou beterraba com laranja, enfim. Também uma folha, que pode ser alface, rúcula ou mesmo a couve; e ainda uma fibra, podendo optar por linhaça, aveia ou chia. Se precisar adoçar, canela, gengibre ou a hortelã”, recomenda.

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André Oliveira é comunicador e fotógrafo. Tem 20 anos de experiência no setor de comunicações, com passagens por diversos segmentos como rádio, jornal, revista e TV. É repórter e apresentador do jornal O DIÁRIO e da DIÁRIO TV.

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