Em vídeo amplamente divulgado nas redes sociais nos últimos dias, familiares de Mario Sergio Esteves, 50, morador da Fonte Santa, questionam o atendimento realizado na UPA na última segunda-feira – onde ele deu entrada e acabou falecendo cerca de quatro horas depois. Esposa e filho alegam que houve demora para transferência de setores, do amarelo para vermelho e que, em dado momento ‘havia apenas uma médica para atender cinco pacientes em estado grave’. “Isso não deve ser feito, não é só pelo meu pai não. É por outras famílias que estão sofrendo, perdendo seus entes queridos. Estamos aqui com o coração partido e querendo Justiça”, pontuou o filho. O Diário cobrou um posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde, que negou que tenha ocorrido negligência profissional no atendimento ao morador da Fonte Santa e detalhou os trâmites realizados na UPA.

“A Secretaria Municipal de Saúde informa que um paciente deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) às 11h39, trazido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), em estado grave, apresentando crise convulsiva, falta de ar, tosse com secreção e dor no peito. Desde o primeiro momento, o paciente recebeu atendimento imediato e contínuo por parte da equipe médica e de enfermagem. Ele foi prontamente avaliado, medicado e encaminhado para a sala vermelha, área destinada aos casos de maior gravidade da unidade, onde permaneceu sob monitoramento constante e assistência ininterrupta”, relata a nota encaminhada ao Diário.
Ainda de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, foram realizados todos os exames necessários para avaliação do quadro, incluindo exame de imagem em caráter de urgência, que apontou comprometimento importante dos pulmões. “Diante da piora do estado clínico e da baixa oxigenação, a equipe adotou todas as medidas de suporte avançado à vida, incluindo ventilação mecânica. Apesar de todos os esforços empregados pela equipe multiprofissional, o paciente evoluiu com parada cardiorrespiratória. Foram realizadas manobras de reanimação por tempo prolongado, porém, infelizmente, não houve resposta, sendo constatado o óbito”, aponta o documento, onde a Secretaria Municipal de Saúde reforça “que todo o atendimento foi realizado dentro dos protocolos de urgência e emergência, com uso de todos os recursos disponíveis na unidade, e que nenhuma assistência deixou de ser prestada ao paciente em nenhum momento”.
Confusão e PM acionada
Também de acordo com a pasta, no momento da comunicação do óbito aos familiares, uma acompanhante, em estado de extrema alteração emocional, agrediu uma assistente social da unidade, arremessando um equipamento contra a profissional: “A servidora foi prontamente amparada pela equipe, e a situação só pôde ser controlada após a intervenção de familiares e o acionamento da Polícia Militar. A envolvida foi conduzida à delegacia, onde foi registrado boletim de ocorrência. Após o ocorrido, a Secretaria Municipal de Saúde prestou todo o suporte necessário tanto à família quanto à profissional agredida, inclusive com acionamento da rede de assistência social para viabilizar apoio referente ao sepultamento social”. Para finaliza, a Secretaria Municipal de Saúde diz que “repudia qualquer ato de violência contra servidores públicos, se solidariza com os familiares do paciente e com a profissional agredida, e reafirma seu compromisso com a humanização do atendimento, a segurança dos profissionais e o cuidado integral à população”.






