Marcello Medeiros
Há cerca de uma semana, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) liberou parcialmente o tráfego de veículos leves na rodovia BR-495, a Teresópolis-Itaipava, realizando um desvio ao lado do trecho onde a estrada cedeu, nas proximidades do quilômetro 22. Porém, desde então, a informação do órgão federal é que caminhões e ônibus não devem passar pelo ponto em questão, que não tem capacidade de carga para esses veículos, recomendação que não tem sido respeitada por alguns caminhoneiros. Nesta quinta-feira (12), um veículo de carga ficou atolado no trecho do desvio, que, além de já ter afundado parcialmente por conta do fluxo grande, estava com muita água por conta das chuvas dos últimos dias. Em uma das imagens que circula nas redes sociais, há outro caminhão, ainda maior, aguardando a liberação do desvio para seguir sentido Petrópolis. Foi necessário acionar um reboque para retirar o veículo preso no atolamento.
A reportagem do Diário buscou um posicionamento do DNIT sobre a situação do desvio e a previsão de obras no trecho que afundou. Em nota, foi informado que as obras na BR-495/RJ estão sendo realizadas com desvio liberado para veículos leves e previsão para a liberação para veículos pesados em até 30 dias. Também foi destacado que a Polícia Rodoviária Federal já foi informada sobre motoristas de caminhão estarem furando o bloqueio.
‘Solo embaixo da pista sumiu’
O afundamento da pista nas proximidades do quilômetro 22 ocorreu três semanas atrás. Estivemos no local para registrar a complicada situação. Boa parte do solo abaixo da camada de concreto cedeu e, segundo quem passa por lá diariamente, fica mais baixo a cada dia. A terra parece estar ‘sumindo’. Não há passagem de água visível, mas aparentemente alguma infiltração bem abaixo do ponto onde ocorreu o problema pode estar causando o afundamento do terreno. “Técnicos da autarquia estão finalizando a análise que irá identificar as causas do afundamento da pista para definir a solução de engenharia mais adequada para a recuperação da rodovia. Paralelamente, as equipes trabalham na instrução do processo para decretação de situação de emergência, a fim de viabilizar o início, no menor prazo possível, dos serviços necessários à recomposição do segmento”, informou o órgão federal, em posicionamento encaminhado ao Diário há cerca de 10 dias.
Caminho dos veículos pesados
Ônibus e caminhões devem continuar seguindo pelas outras rotas, por São José do Vale do Rio Preto ou Duque de Caxias. No caso do transporte coletivo, a viagem segue sentido Rio de Janeiro e tem demorado cerca de uma hora a mais do que o habitual.
Situação ainda ruim
Para quem trabalha com o transporte da produção rural na região, a situação deve continuar complicada. Como caminhões não poderão passar pelo desvio, eles deverão utilizar picapes – que transportam bem menos mercadorias, ou continuar fazendo baldeação entre os caminhões.







