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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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GCM desobstrui calçada utilizada por pessoas em situação de rua na Várzea

Encaminhado para um abrigo, grupo tinha colchões, pedaços de madeira e outros objetos fechando a passagem

Marcello Medeiros

Atendendo ao chamado de moradores da Avenida Feliciano Sodré, na Várzea, agentes da Guarda Civil Municipal desobstruíram uma calçada que havia sido totalmente ocupada por pessoas em situação de rua, que haviam acumulado no local colchões, pedaços de madeira e objetos. O fato ocorria em uma pequena via que conecta a avenida aos fundos do Ginásio Poliesportivo Pedro Rage Jahara, o Pedrão, com saída na Tenente Luiz Meirelles. De acordo com populares, a situação saiu de controle nos últimos dias e gerou ainda outros problemas além da obstrução da passagem de pedestres. “Moradores relataram a presença de pessoas consumindo bebidas alcoólicas, dormindo no local e causando transtornos aos frequentadores da área, além de situações de insalubridade, como mau cheiro, presença de fezes e urina nas proximidades do ginásio”, informou a GCM nas redes sociais na manhã desta quarta-feira (18), quando o trabalho foi realizado em parceria com a secretaria de Serviços Públicos.

Além de remover os materiais e promover a limpeza da área, a Guarda Municipal orientou as pessoas que se encontravam no local a retornarem para suas residências e, em caso de vulnerabilidade social, a buscarem acolhimento no abrigo municipal localizado no bairro Barroso. “A Guarda Civil Municipal segue atuando de forma preventiva e atendendo às demandas da população, visando a ordem pública, o bem-estar e a segurança de todos”, divulgou também a Polícia Municipal. Além da passagem de pedestres, o local ocupado pelo grupo é utilizado como ponto de parada dos caminhões de frete no município.

Assistência Social monitora a situação
A presença de pessoas em situação de rua ocupando calçadas, praças e outros espaços públicos com colchões e cobertores, por exemplo, tem se tornado cada vez mais frequente em diferentes pontos de Teresópolis. A situação chama a atenção de moradores e até mesmo comerciantes, reacendendo um debate sobre políticas públicas de acolhimento voltadas a esse público. A secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos monitora o crescimento desse grupo e mantém ações contínuas de abordagem social no município para mapear os casos, oferecer atendimento e encaminhar essas pessoas para os serviços da rede municipal. A equipe do CREAS tem realizado as abordagens durante o dia e a noite frisando que, quando for de vontade da pessoa, ela pode ir para a Casa de Passagem, que fica localizada no Barroso. É importante frisar que, mesmo com o trabalho contínuo do município, a questão social é complexa, envolvendo diversos fatores que podem abranger questões como desemprego, rompimento de vínculos familiares e dependência química.

Durante as abordagens sociais são ofertados serviços socioassistenciais através da instituição, que conta com uma equipe especializada nesta ação, realizando uma busca ativa nas ruas e identificando as pessoas. O acolhimento não é compulsório e depende da aceitação da pessoa abordada, conforme prevê a legislação. Por isso, mesmo com o monitoramento constante, vale ressaltar que nem todos aceitam deixar as ruas, o que contribui para a permanência de pessoas em calçadas e áreas públicas.

Teresópolis 18/03/2026
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