Cadastre-se gratuitamente e leia
O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
em seu dispositivo preferido

Operação contra compartilhamento de conteúdo de abuso sexual de crianças e adolescentes

A Polícia Civil, o Ministério Público e o Ministério da Justiça e Segurança Pública realizam, nesta terça-feira (31/03), uma operação contra a prática de crimes relacionados ao consumo, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil. Participam da ação a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), o Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), o Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco) e o Cyberlab do MJSP. Um criminoso foi preso em flagrante e outros dois alvos foram conduzidos à delegacia.

A investigação identificou a utilização da tecnologia denominada peer-to-peer (P2P), que consiste em uma rede descentralizada de compartilhamento de arquivos, na qual os próprios usuários se conectam diretamente entre si, sem a intermediação de servidores centrais. Nesse tipo de sistema, cada usuário atua simultaneamente como receptor e fornecedor de arquivos, permitindo não apenas o download, mas também o compartilhamento automático de conteúdos armazenados em seus dispositivos. Por se tratar de uma rede descentralizada, o tráfego de dados ocorre de forma distribuída entre diversos usuários, o que dificulta significativamente o rastreamento da origem e do destino dos arquivos compartilhados, exigindo técnicas investigativas especializadas para a identificação dos envolvidos.

No decorrer da investigação, as equipes verificaram que esse tipo de tecnologia vem sendo utilizada para a disseminação de arquivos contendo pornografia infantil, exigindo, para seu funcionamento, a instalação de programas específicos nos dispositivos dos usuários, os quais organizam e compartilham os arquivos de forma contínua e automatizada.

Diante dos elementos de informação colhidos, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar, nos endereços vinculados aos investigados, locais onde, em regra, permanecem armazenados os dispositivos eletrônicos utilizados na prática criminosa, tais como computadores, celulares, HDs externos e demais mídias digitais. A medida tem por finalidade a apreensão desses equipamentos, a coleta de provas digitais, a identificação de eventuais outros envolvidos e a interrupção da atividade criminosa, considerando que tais conteúdos permanecem armazenados e compartilhados enquanto os programas específicos de rede P2P estiverem ativos nos dispositivos dos investigados.

A ação integra a estratégia contínua de enfrentamento aos crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes, reafirmando o compromisso institucional com a proteção integral de vítimas em condição de vulnerabilidade.

Tags

Compartilhe:

Teresópolis 31/03/2026
Diário TV Ao Vivo
Mais Lidas

Morre tenente Lobo após operação policial no Rio de Janeiro

Lilia Montanha precisa de ajuda para manter seus cuidados básicos

Justiça recebe pedido que prevê “lei dos 20 andares” estendida para outros bairros de Teresópolis

Treinamento do 16º GBM reforça preparo das equipes para atuação em emergências

Mais três finais de placa têm vencimento da terceira parcela do IPVA

WP Radio
WP Radio
OFFLINE LIVE