Maria Eduarda Maia
Uma história de orgulho para a nossa cidade e que agora pede ajuda. Lília Montanha, a primeira teresopolitana a escalar o Dedo de Deus, um símbolo do montanhismo, enfrenta um momento delicado. Referência de coragem, ela abriu caminhos para muitos, marcou seu nome na história e venceu montanhas. Hoje, aos 92 anos, segue lúcida e afetuosa, mas a ‘escalada’ atual precisa de cuidados constantes e do apoio da população para manter sua qualidade de vida. Atualmente, Lília está acamada e totalmente dependente de assistência. A rotina exige acompanhamento permanente e cuidados especializados, que vão desde a alimentação até a higiene e mobilidade. Segundo a uma das representantes responsáveis pelos cuidados e cuidadora, Pâmela, a situação é delicada e demanda atenção contínua: “Hoje ela está acamada, totalmente dependente. Precisa de vários cuidados essenciais, como técnico de enfermagem, fisioterapeuta e fonoaudiólogo.”, explicou ao Diário nesta segunda-feira (30).

Ainda segundo Pâmela, além do suporte profissional, há uma necessidade constante de insumos básicos, utilizados diariamente: “A gente precisa de doação de fraldas no tamanho G, lenço umedecido, pomada para assadura e os medicamentos que ela usa”, elencou, frisando que todos esses materiais são utilizados todos os dias. “Fazemos quatro ou cinco trocas de fralda, com mudança de posição”, completou a cuidadora.
Além disso, há outras necessidades urgentes, como a substituição da cadeira higiênica, que já está bastante desgastada pelo uso contínuo. Devido ao alto nível de dependência de Lilia Montanha para os cuidados são fundamentais para garantir a dignidade da eterna menina. “Ela não se alimenta sozinha, depende de ajuda para tudo. São cuidados extremamente necessários para dar mais qualidade de vida e conforto no dia a dia.”, declarou Pâmela.

Serviço suspenso
Outro ponto crítico é a ausência do serviço de homecare, que era para ser disponibilizado pelo município e está suspenso há meses. “O serviço está suspenso por tempo indeterminado. Já estamos há quase cinco meses sem esse serviço, e ela é totalmente dependente desse atendimento.”, disse a cuidadora. Sem a equipe especializada, a situação se torna ainda mais difícil, visto que de nada adianta ter os insumos de doações, por exemplo, e não ter profissionais para realizar o trabalho. “A gente precisa de técnicos de enfermagem 24 horas, como ela tinha antes.”, frisou.

Como contribuir
Apesar das dificuldades, a rede de solidariedade tem feito diferença, mas a ajuda ainda é insuficiente diante da demanda diária. No início do ano, seus amigos de montanha e a comunidade excursionista se mobilizaram para criar o ‘Fundo Lilia Montanha’, uma vaquinha solidária que busca garantir recursos para despesas essenciais para a saúde e bem-estar daquela que é um marco no montanhismo. “Nós somos muito gratos por cada doação que recebemos. Com a divulgação, mais pessoas ficam sabendo e essa corrente de solidariedade só aumenta”. Quem puder ajudar pode contribuir com doações de materiais ou entrar em contato diretamente pelo telefone: (21) 99326-0944 (Pâmela).
Posicionamento da prefeitura
A reportagem do Diário entrou em contato com a Prefeitura de Teresópolis solicitando um posicionamento sobre a situação do home care de Lilia Montanha, mas, até o encerramento dessa edição, não obteve retorno.







