Marcello Medeiros
Desde o último sábado (04), amigos e familiares de Fabricio Medeiros de Oliveira Brito, de 34 anos, morador da Beira-Linha, não têm conseguido dormir preocupados com o seu desparecimento. No início da tarde desta segunda (06), chegou uma preocupante notícia sobre sua possível localização, uma ribanceira entre Rosário e Pimentel, em uma das encostas da Serra dos Cavalos, na parte alta de São Pedro. Apurando informações sobre um homicídio no bairro do Rosário, as Polícias Militar e Civil chegaram ao local onde um corpo foi encontrado, com todos os indícios apontando Fabrício como vítima. Ele teria sido assassinado por um bando daquela comunidade porque, supostamente teria algum tipo de envolvimento com uma facção criminosa rival na comunidade onde ele morava com a família.
A linha de investigação segue nesse sentido desde que um dos adolescentes envolvidos no assassinato, um jovem de apenas 12 anos de idade, passou tal informação à polícia. Ele foi conduzido para a 110ª Delegacia de Polícia por equipe do Setor de Inteligência do 30º BPM (P2), que relatou ao Diário a frieza do rapaz ao descrever o brutal assassinato. Também conversamos com o Delegado Titular de Teresópolis, Marcio Dubugras, que relatou o apurado até o momento.


“Segundo esse rapaz, trazido para a delegacia em decorrência do fato, pois estaria supostamente envolvido no crime em face desse rapaz, ele teria ido ao local comprar crack, pois seria viciado nessa droga, e lá os traficantes o reconheceram como membro de outra facção criminosa; por isso passaram a agredi-lo com pedaços de madeira e barra de ferro, quebrando seus braços e pernas. Em seguida, ele foi golpeado no pescoço com um casco de cerveja quebrado, ocorrendo a morte. Recebemos inclusive um vídeo onde a vítima já parece ser morta. Tudo indica que é esse rapaz desaparecido, mas esse corpo, que será removido pelo Corpo de Bombeiros, será submetido a exames periciais, pois precisamos desse laudo para identificar oficialmente a vítima”, explica Dubugras.
O delegado falou ainda sobre a continuidade das investigações para se chegar aos outros envolvidos: “Além do menor, já temos outros identificados e vamos trabalhar para prendê-los para que respondam pelo crime de homicídio duplamente qualificado, com penas que chegam aos 40 anos. Temos uma situação diferenciada em Teresópolis, com uma taxa de elucidação de homicídios na casa dos 85%. Na grande maioria das vezes, conseguimos identificar os autores nesse tipo de crime que é um crime complexo, mas recebemos muitas informações e trabalhamos essas informações para chegar às conclusões e levar essas pessoas presas”.

Faça sua parte, denuncie
Para contribuir com a elucidação de crimes, a população pode ajudar fazendo denúncias anônimas. Hoje as forças de segurança mantêm inclusive WhatsApp com sistema que protege a identidade dos denunciantes. Os contatos são: PMERJ – 190 e 2742-7755 (WhatsApp); PCERJ – 2642-9252 e (21) 98596-7436 (WhatsApp).






