Instalada ao longo das avenidas Lúcio Meira e Feliciano Sodré em meados de 2016, a única ciclofaixa de Teresópolis vem passando por alterações: além do trecho em ‘mão dupla’ entre Tenente Luiz Meirelles e Parque Regadas, somente na pista sentido Vale do Paraíso, o caminho para ciclistas – que acaba sendo compartilhado com caminhantes e corredores, está recebendo reforço na sinalização. Além de uma nova linha demarcatória para separar a passagem das pistas de fluxo de veículos, mais larga e pintada na cor branca, a Guarda Civil Municipal está instalando grandes tachões na cor amarela, com sistema refletivo. Os obstáculos ficam na marcação em branco, com pouca distância entre eles, e são permitidos pelo CONTRAN.
O Conselho Nacional de Trânsito garante a utilização de tachões amarelos em ciclofaixas para fazer a separação física entre o fluxo de veículos automotores e os ciclistas. O uso desses dispositivos auxiliares deve seguir as diretrizes do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito (Volume VIII – Sinalização Cicloviária) do órgão. Nas pistas ‘simples’, o sistema refletivo fica apenas voltado para os motoristas. No caso da faixa bidirecional, que ainda será sinalizada, eles deveriam estar nos dois lados dos tachões.

Pintura já está descascando
Iniciada há poucas semanas, a faixa bidirecional em trecho da Reta, devido a extinção da ciclofaixa na pista sentido Alto onde foi criada uma faixa seletiva de ônibus, ainda está em fase de demarcação. Porém, a primeira etapa da sinalização, a pintura em vermelho em o trecho, já começou a descascar em alguns pontos. A GCM informou que irá cobrar da empresa terceirizada para a realização o reparo de todo o serviço. Os agentes da secretaria municipal de Segurança acompanham as pinturas e instalações dos tachões.

Entre o cruzamento da Tenente Luiz Meirelles com Feliciano Sodré e o Parque Regadas, ela vai ocorrer somente na pista Vale do Paraíso. Porém, mais larga, entre 1,80 e 2 metros, com sinalização reforçada e diferente e a colocação de grandes tachões, além de outras melhorias. “Nesse ponto ela vai ficar no sistema bidirecional, com a remarcação também das faixas de veículos. Quando chegar no Regadas, já no outro lado, o ciclista ou caminhante já vai voltar ao que ocorre tradicionalmente. Vamos colocar também câmeras para monitorar possíveis invasões, principalmente de motoqueiros”, explicou Sérgio Mauro, secretário municipal de Segurança Pública, Ordem e Mobilidade Urbana, em meados de junho.
Sobre o tamanho da ciclofaixa
Muito tem se falado sobre ‘não respeitar o tamanho previsto para a ciclofaixa’, no caso do trecho bidirecional. Porém, é importante frisar que, desde que foi criada, a via especial está um pouco menor do que deveria ser – reflexo de uma cidade que não foi pensada com vias mais largas e possibilidade de investimento não só em mobilidade urbana, mas até criação de outras ruas para veículos.
Gente fechando a passagem e ciclistas na contramão
Outro ponto que precisa ser observado é a utilização inadequada ou errônea desse importante espaços: ciclistas andando na contramão e caminhantes/corredores no sentido do fluxo, estes às vezes fechando totalmente a passagem das bicicletas.
Elas, as ‘magrelas’, são veículos e, portanto, devem seguir no sentido dos veículos. Já os caminhantes ou corredores, que receberam da GCM à época a possibilidade de praticar atividade física no espaço que deveria ser somente das bicicletas, precisam andar na contramão, observando o fluxo de veículos e inclusive tendo maior tempo de reação caso um carro invada a área, por exemplo, e cedendo espaço para a passagem dos ciclistas. Porém, é comum encontrar pessoas em duplas ou até trios ocupando toda a faixa, sem se preocupar que o ciclista não terá espaço para passar.






