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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Guarda Municipal começa a reforçar sinalização da ciclofaixa

Nova linha demarcatória e grandes tachões instalados na divisão com a pista de veículos

Instalada ao longo das avenidas Lúcio Meira e Feliciano Sodré em meados de 2016, a única ciclofaixa de Teresópolis vem passando por alterações: além do trecho em ‘mão dupla’ entre Tenente Luiz Meirelles e Parque Regadas, somente na pista sentido Vale do Paraíso, o caminho para ciclistas – que acaba sendo compartilhado com caminhantes e corredores, está recebendo reforço na sinalização. Além de uma nova linha demarcatória para separar a passagem das pistas de fluxo de veículos, mais larga e pintada na cor branca, a Guarda Civil Municipal está instalando grandes tachões na cor amarela, com sistema refletivo. Os obstáculos ficam na marcação em branco, com pouca distância entre eles, e são permitidos pelo CONTRAN.

O Conselho Nacional de Trânsito garante a utilização de tachões amarelos em ciclofaixas para fazer a separação física entre o fluxo de veículos automotores e os ciclistas. O uso desses dispositivos auxiliares deve seguir as diretrizes do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito (Volume VIII – Sinalização Cicloviária) do órgão. Nas pistas ‘simples’, o sistema refletivo fica apenas voltado para os motoristas. No caso da faixa bidirecional, que ainda será sinalizada, eles deveriam estar nos dois lados dos tachões.

O Conselho Nacional de Trânsito garante a utilização de tachões amarelos em ciclofaixas para fazer a separação física entre o fluxo de veículos automotores e os ciclistas. Foto: Marcello Medeiros / O Diário

Pintura já está descascando
Iniciada há poucas semanas, a faixa bidirecional em trecho da Reta, devido a extinção da ciclofaixa na pista sentido Alto onde foi criada uma faixa seletiva de ônibus, ainda está em fase de demarcação. Porém, a primeira etapa da sinalização, a pintura em vermelho em o trecho, já começou a descascar em alguns pontos. A GCM informou que irá cobrar da empresa terceirizada para a realização o reparo de todo o serviço. Os agentes da secretaria municipal de Segurança acompanham as pinturas e instalações dos tachões.

A pintura em vermelho em o trecho, já começou a descascar em alguns pontos. A GCM informou que irá cobrar da empresa terceirizada para a realização o reparo de todo o serviço. Foto: Marcello Medeiros / O Diário

Entre o cruzamento da Tenente Luiz Meirelles com Feliciano Sodré e o Parque Regadas, ela vai ocorrer somente na pista Vale do Paraíso. Porém, mais larga, entre 1,80 e 2 metros, com sinalização reforçada e diferente e a colocação de grandes tachões, além de outras melhorias. “Nesse ponto ela vai ficar no sistema bidirecional, com a remarcação também das faixas de veículos. Quando chegar no Regadas, já no outro lado, o ciclista ou caminhante já vai voltar ao que ocorre tradicionalmente. Vamos colocar também câmeras para monitorar possíveis invasões, principalmente de motoqueiros”, explicou Sérgio Mauro, secretário municipal de Segurança Pública, Ordem e Mobilidade Urbana, em meados de junho.

Sobre o tamanho da ciclofaixa
Muito tem se falado sobre ‘não respeitar o tamanho previsto para a ciclofaixa’, no caso do trecho bidirecional. Porém, é importante frisar que, desde que foi criada, a via especial está um pouco menor do que deveria ser – reflexo de uma cidade que não foi pensada com vias mais largas e possibilidade de investimento não só em mobilidade urbana, mas até criação de outras ruas para veículos.

Gente fechando a passagem e ciclistas na contramão
Outro ponto que precisa ser observado é a utilização inadequada ou errônea desse importante espaços: ciclistas andando na contramão e caminhantes/corredores no sentido do fluxo, estes às vezes fechando totalmente a passagem das bicicletas.

Elas, as ‘magrelas’, são veículos e, portanto, devem seguir no sentido dos veículos. Já os caminhantes ou corredores, que receberam da GCM à época a possibilidade de praticar atividade física no espaço que deveria ser somente das bicicletas, precisam andar na contramão, observando o fluxo de veículos e inclusive tendo maior tempo de reação caso um carro invada a área, por exemplo, e cedendo espaço para a passagem dos ciclistas. Porém, é comum encontrar pessoas em duplas ou até trios ocupando toda a faixa, sem se preocupar que o ciclista não terá espaço para passar.

Teresópolis 16/07/2026
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