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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Médico, vereador Amorim volta a cobrar UTI pediátrica e neonatal em Teresópolis

“Nossas crianças continuam sendo transferidas para hospitais em outras cidades”, pontuou o edil

Marcello Medeiros

Nesta terça-feira (04), a Câmara Municipal de Teresópolis deu início ao segundo semestre de trabalho da casa legislativa. Entre os temas, um que já havia sido bastante debatido na primeira metade do ano e voltou a ser apresentado devido à importância de ser melhor discutido e, mais do que isso, solucionado: a criação de vagas de UTI Pediátrica e Neonatal no município. Médico pediatra, o vereador Raimundo Amorim (UNIÃO) apresentou nova moção pedindo investimentos em espaços que possam recebem os pequenos teresopolitanos – hoje obrigados a serem levados para atendimento médico especializado em casos mais graves em outros municípios.
“Já falei muitas vezes sobre a necessidade de Teresópolis contar com uma UTI pediátrica, uma UTI neonatal e também uma unidade de cuidados intermediários infantis. É fundamental que, quando nossas crianças precisarem de um leito de terapia intensiva, possam permanecer no próprio município, sem a necessidade de serem transferidas para outras cidades. Isso é importante não apenas para a criança doente, mas também para a família, que precisa acompanhá-la. Muitas vezes, os responsáveis não têm condições de permanecer em outro município por causa dos altos custos com hospedagem, alimentação e outras despesas”, pontuou o edil.

A existência desses leitos permite que hospitais realizem cirurgias de maior complexidade em crianças, garante retaguarda para o pós-operatório, reduz a necessidade de transferências para outros municípios e possibilita que os pacientes permaneçam próximos de suas famílias durante o tratamento. “Continuo fazendo esse apelo e tenho uma grande esperança de que, antes do término deste mandato, Teresópolis possa contar com uma UTI infantil. Hoje, o município não consegue realizar cirurgias pediátricas de maior porte porque não há retaguarda para o pós-operatório. Temos profissionais altamente qualificados, médicos, enfermeiros e técnicos preparados para realizar qualquer tipo de intervenção em crianças. O que falta é justamente o suporte intensivo após a cirurgia. A maioria das crianças que necessita de uma UTI acaba sendo transferida para outros municípios”, reforçou Amorim.

No período de inverno aumentam muito os casos de pneumonia e bronquiolite, quando muitas crianças precisam de oxigênio e, nos casos mais graves, de intubação e tratamento em UTI. Mas atualmente não há alternativa: todas precisam ser transferidas. “E outro problema é conseguir vagas em outros municípios, que também enfrentam suas próprias demandas. Só quando sobra uma vaga é que nossas crianças conseguem ser encaminhadas. Por isso, continuo quase implorando ao poder público que faça o máximo esforço possível para implantar uma UTI pediátrica, neonatal e também uma unidade intermediária em Teresópolis”, destacou o médico.

“Com a construção desse novo hospital, defendo que já seja previsto um espaço para implantação de uma UTI neonatal, uma UTI pediátrica e uma unidade de cuidados intermediários, garantindo que nossas crianças possam ser tratadas em Teresópolis”, reforçou o vereador, que também é médico. Foto: Arquivo O Diário

Atendimento ‘restrito’
O vereador disse ainda que hoje existe uma UTI neonatal no Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (HCTCO), mas ela atende apenas os recém-nascidos da própria unidade e conta com poucos leitos. “Quando um bebê prematuro nasce, normalmente precisa ser encaminhado para o CTI neonatal. Ele só recebe alta quando atinge cerca de dois quilos, o que pode levar meses. Muitas crianças permanecem internadas por até três meses, reduzindo a disponibilidade de vagas”, disse. “Na Beneficência Portuguesa existe um ou dois leitos de suporte intermediário. O hospital não pode negar o atendimento, mas essa estrutura é apenas provisória, utilizada enquanto se aguarda uma vaga para transferência”, completou.

Novo hospital pode receber unidade
Em construção na Avenida Delfim Moreira, em frente ao Sesc, o hospital municipal pode ser o caminho para mudar a triste realidade dos pequenos teresopolitanos que precisam desse tipo de atendimento. “Com a construção desse novo hospital, defendo que já seja previsto um espaço para implantação de uma UTI neonatal, uma UTI pediátrica e uma unidade de cuidados intermediários, garantindo que nossas crianças possam ser tratadas em Teresópolis, perto de suas famílias”, reforçou o vereador. A previsão é que as obras da futura unidade de saúde sejam concluídas até o fim do ano, mas não foi informado ainda pela PMT se há previsão de tais setores.

UTI Pediátrica
Destina-se ao atendimento de crianças, geralmente entre 29 dias de vida e 14 anos (ou mais, conforme protocolos), que apresentam quadro clínico grave ou necessitam de monitoramento intensivo. Recebe pacientes com insuficiência respiratória, infecções graves, traumas, doenças cardíacas, neurológicas e crianças no pós-operatório de cirurgias de alta complexidade.

UTI Neonatal
É voltada exclusivamente para recém-nascidos, especialmente prematuros, bebês com baixo peso ao nascer ou que apresentem complicações nas primeiras semanas de vida. Oferece suporte para respiração, alimentação, controle de infecções e monitoramento contínuo até que o bebê tenha condições de permanecer em um leito comum ou receber alta.

Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal e Pediátrica
Funciona como um nível intermediário entre a enfermaria e a UTI. Atende pacientes que já superaram a fase mais crítica, mas ainda precisam de observação constante, oxigenoterapia, medicações específicas e acompanhamento especializado. Também pode receber crianças e recém-nascidos que necessitam de cuidados mais complexos do que os oferecidos em uma enfermaria, sem demandar terapia intensiva.

Teresópolis 05/08/2026
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