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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Defesa Civil de Teresópolis se prepara para enfrentar efeitos do El Niño

Encontro reuniu representantes de NUPDECs, instituições e órgãos públicos para discutir preparação, riscos, monitoramento e medidas de autoproteção

A Secretaria Municipal de Defesa Civi realizou, nesta última terça-feira (25), o Café Itinerante com a Defesa Civil, iniciativa criada para aproximar o órgão da população, fortalecer o diálogo com as comunidades e ampliar a construção de uma cultura de prevenção no município. O encontro ocorreu no Teatro Municipal, e reuniu representantes de comunidades, Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs), associações de moradores, instituições de ensino, órgãos públicos e demais setores da sociedade.

Na abertura, a Tenente-Coronel Mariana Antunes, secretária municipal de Defesa Civil, agradeceu a presença dos participantes e destacou a importância da atuação conjunta entre o poder público e as comunidades. “Conto com a colaboração de vocês”, afirmou a secretaria, ressaltando que a prevenção depende da participação e do conhecimento das realidades existentes em cada território.

O encontro ocorreu no Teatro Municipal, e reuniu representantes de comunidades, Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDECs), associações de moradores, instituições de ensino, órgãos públicos e demais setores da sociedade. Foto: AsComPMT

Um dos principais temas do encontro foi a preparação do município para possíveis impactos relacionados ao fenômeno El Niño. O meteorologista da Defesa Civil, Noé Guimarães, apresentou informações sobre o cenário climático e suas possíveis repercussões. A Tenente-Coronel Mariana reforçou que a preparação não deve ser motivo para desespero ou alarmismo, mas uma medida necessária para aumentar a capacidade de resposta diante de situações adversas. Ela também chamou atenção para os riscos provocados pela circulação de informações falsas, que podem gerar medo e insegurança. A população deve priorizar os canais oficiais para buscar informações e orientações durante situações de emergência.

Monitoramento e emissão de alertas
Na sequência, o Diretor de Monitoramento, Antonio Marcos Panquestor, apresentou o trabalho desenvolvido pela Defesa Civil no acompanhamento das condições do município e explicou os procedimentos adotados para emissão de alertas e comunicação com a população. Durante o encontro, os participantes também questionaram a integração entre a Defesa Civil Municipal e a Defesa Civil do Estado. Foi esclarecido que as decisões municipais não são tomadas de forma isolada. As informações são analisadas e confrontadas com dados provenientes dos órgãos oficiais competentes antes da adoção das medidas necessárias.

Pontos de apoio e atuação dos NUPDECs
Os pontos de apoio também estiveram entre os assuntos debatidos. O morador da Granja Florestal, Antenor Rocha, questionou sobre a responsabilidade pelas chaves do ponto de apoio da comunidade. O Subsecretário Operacional da DC, Valdeck Amaral, explicou que o acesso ao espaço fica sob responsabilidade de representante do NUPDEC e de representantes da igreja evangélica. A Tenente-Coronel Mariana acrescentou que, quando identificada a necessidade de utilização do local, a comunidade é comunicada para que o ponto de apoio seja aberto. Ao longo do encontro, a importância dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil foi reforçada como elo entre o órgão público e os moradores.

Na abertura, a Tenente-Coronel Mariana Antunes, secretária municipal de Defesa Civil, agradeceu a presença dos participantes e destacou a importância da atuação conjunta entre o poder público e as comunidades. Foto: AsComPMT

Mapeamento de áreas de risco e rotas de fuga
O geógrafo da Defesa Civil, Braian Salvador, apresentou informações sobre as características do território de Teresópolis, destacando aspectos relacionados à geomorfologia, aos riscos de movimentos de massa e aos riscos hidrológicos. Também foram abordadas questões relacionadas ao mapa de risco do município, que está em processo de atualização, e ao mapeamento das rotas de fuga nos bairros. Os participantes destacaram a importância de ampliar o acesso às informações e documentos da Defesa Civil, inclusive em formato digital, para facilitar a consulta da população. Entre os materiais apresentados estão o Plano de Contingência e as rotas de fuga.

Ocupação territorial e questões ambientais
As discussões também envolveram os impactos da ocupação territorial e as questões ambientais relacionadas à prevenção de riscos. Manoela Alves, representante do INEA, avaliou positivamente o trabalho desenvolvido pela Defesa Civil, mas chamou atenção para processos de ocupação e loteamento em determinadas áreas e para a necessidade de maior integração entre os setores responsáveis. Segundo ela, o risco também pode ser produzido ou agravado pela forma como o território é ocupado, incluindo situações envolvendo condomínios autorizados e áreas ocupadas irregularmente.

A representante do INEA também destacou a importância da comunicação entre os órgãos públicos e da atuação preventiva. As demandas apresentadas durante o encontro foram encaminhadas para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Outro ponto levantado foi a realização de intervenções ambientais que podem intensificar problemas já existentes. A representante do NUPDEC Beira Linha, Stefanny Schuenck, questionou sobre os riscos relacionados à supressão de margens e outras intervenções.

Mochila de emergência e preparação das famílias
O Subsecretário de Planejamento da DC, Ricardo Mello, apresentou orientações para a montagem da mochila de emergência, iniciativa voltada à preparação das famílias para situações que exijam deslocamento ou permanência temporária fora de casa. O representante do Vale da Revolta, Judas Tadeu Florêncio, ponderou que parte da população não possui condições financeiras para adquirir diversos itens, citando a realidade de aproximadamente 2.130 pessoas na localidade.

A Tenente-Coronel Mariana esclareceu que a mochila de emergência deve ser compreendida como uma orientação de preparação e que não é necessário possuir uma mochila sofisticada. O mais importante, segundo ela, é organizar uma bagagem pessoal com itens essenciais que possam ser utilizados em uma situação de emergência. Ricardo Mello reforçou que as orientações têm como objetivo facilitar a preparação das famílias e orientar a população sobre medidas mínimas de segurança e autoproteção.

Prevenção de incêndios florestais
O encontro também abordou o paisagismo do fogo e a prevenção de incêndios florestais. Galileia, da Instituição Comunidade Nova Terra/Crer-Sendo, destacou a necessidade de intensificar a fiscalização e o enfrentamento de práticas que possam provocar incêndios, além de defender ações permanentes de educação ambiental. Manoela Alves ressaltou a vulnerabilidade de áreas que não estão inseridas em Unidades de Conservação e destacou a importância da notificação preventiva como instrumento de redução de riscos. A importância da medida também foi reforçada por Ricardo Raposo, da Associação de Moradores de Campo Limpo, que apontou a notificação preventiva como uma ferramenta capaz de contribuir para evitar ou reduzir situações de risco.

Defesa Civil Presente
Durante a programação, Ricardo Mello apresentou ainda informações sobre a proposta do programa Defesa Civil Presente, voltado à aproximação do órgão com as comunidades e ao conhecimento das realidades e vulnerabilidades existentes em diferentes regiões do município. Representantes dos NUPDECs compartilharam experiências desenvolvidas nas comunidades. Stefanny Schuenck relatou os trabalhos participativos realizados na Beira Linha e ressaltou que a união e o engajamento dos moradores contribuem para a efetividade das ações. Também foi apresentado o trabalho realizado porta a porta, com levantamento de informações e realização de um censo nas comunidades, ampliando o conhecimento sobre as características e necessidades de cada localidade.

Participação comunitária fortalece a prevenção
Ao longo do encontro, moradores e representantes comunitários puderam apresentar dúvidas, sugestões, preocupações e experiências relacionadas à realidade de seus bairros. Entre os participantes estiveram representantes de comunidades como Posse, Caleme, Beira Linha, Vale dos Cedrinhos, Vale da Revolta, Granja Florestal, Ilha do Caxangá, Cascata dos Amores, Serra dos Capins e Campo Limpo, além de representantes de instituições e órgãos públicos. Também estiveram presentes representantes do Planeja Terê, INEA, UNIFESO, CRAS, Secretaria dos Direitos da Mulher, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, REDEC 7, associações de moradores, NUPDECs e moradores de diferentes regiões do município.

Teresópolis 27/08/2026
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Tiago

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