Todos temos problemas profissionais e pessoais para resolver. Para alguns, inclusive, a vida profissional afeta e muito a pessoal; para outros, o inverso. Não é incomum que problemas afetem a qualidade de vida, e impactem diretamente questões relacionais importantes.
Neste debate entram em cena o lazer e a prática de atividades físicas, naturalmente necessárias para uma vida equilibrada e promotora de saúde. Cada um tem o seu estilo de lazer ou prática de atividade física. Importante escolher o que mais lhe agrada e permita constância. Teresópolis, por sua natureza, propõe possibilidades enormes de lazer e esportes ao ar livre. Caminhadas são possíveis também no centro da cidade, apesar de alguns percalços naturais.
De forma pessoal quero falar sobre a bicicleta e a corrida. Pedalar e correr têm sido essa espécie de atividade anti-intelectual. Muitos brasileiros e brasileiras utilizam a bicicleta e os tênis como forma de lazer, esporte e atividade física.
Se por um lado a mente parece ferver por conta dos dilemas profissionais e suas planilhas, reuniões, conflitos internos e prazos, pedalar e correr nos protege de cadernos e manuais existenciais. O pedal gira, os passos se dão, e a mente flui. Pedalar e correr são atividades que exigem atenção, enquanto o corpo trabalha. Para muitos soa até mesmo um estado meditativo, de viver unicamente o presente. A necessidade constante de movimento, e a paisagem que se alterna parecem criar uma fluidez melhor dos pensamentos.
E são nestes momentos que solucionamos muitas questões profissionais ou pessoais. Por mais que o objetivo da atividade não seja o “descanso pelo profissional”, o cérebro não para, e as demandas se impõem. O que muda é a forma com que lidamos com elas. Em vez de organizarmos esquemas em papeis e acompanharmos textos ou palestras, simplesmente deixamos o pensamento ser construído e organizado por si só, enquanto o pedal gira, ou a sola emborrachada toca o solo, de forma ritmada.
Pedalar e correr ensinam a pensar, ou melhor, ensinam a fluidez com que a vida segue. Se a cada passo ou cada pedalada o destino se faz mais próximo, é também na fluidez das ideias que as coisas se organizam, as decisões se tornam mais claras. Enquanto nos movimentamos, os problemas e desafios soam estáticos, a solucionar.
