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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Caso Guilherme Motta ganha repercussão nacional

Ativista Luísa Mell visita Teresópolis, denuncia abandono e organiza força-tarefa para salvar animais do abrigo

A morte de Guilherme Motta, protetor de animais de Teresópolis, ganhou repercussão nacional após a ativista e presidente do Instituto Luísa Mell, Luísa Mell, visitar o abrigo onde ele cuidava de dezenas de cães e gatos em condições consideradas críticas. Profundamente abalada com a situação, a ativista relatou em suas redes sociais que Guilherme estava doente física e mentalmente e que, sem apoio suficiente, não conseguiu mais manter o espaço funcionando adequadamente.

Segundo Luísa, Guilherme vinha enfrentando dificuldades financeiras e de saúde, agravadas pela perda da conta nas redes sociais, que reduziu drasticamente as doações. “Infelizmente, ele acabou não resistindo e faleceu. Uma tragédia anunciada”, escreveu. Ela reforçou que o Estado tem responsabilidade sobre o bem-estar animal, mas que pouca ação efetiva foi tomada.

Após constatar o cenário de abandono no local, Luísa Mell anunciou uma força-tarefa emergencial. Parte dos animais doentes e feridos foi levada para São Paulo, e uma equipe será montada para retornar a Teresópolis nos próximos dias. A ativista também abriu uma campanha nacional pedindo doações, voluntários e adoções emergenciais, afirmando que “não há condições de deixar os animais ali”.

Guilherme mantinha o abrigo com apoio de voluntários e, nos últimos meses, também recebia auxílio da Prefeitura de Teresópolis mediante determinação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Sua morte provocou grande comoção entre amigos, protetores e defensores da causa animal, além de reacender a discussão sobre a responsabilidade do poder público na gestão de abrigos e políticas de proteção animal.

A Prefeitura e o Ministério Público avaliam agora assumir temporariamente a administração do espaço para garantir alimentação, cuidados veterinários e incentivar adoções responsáveis enquanto o futuro do abrigo é definido.

Como ajudar

Os perfis @adoteumamor.teresopolis e @caescampogrande, no Instagram, concentram informações sobre adoções e atualizações do abrigo. Quem deseja colaborar financeiramente pode contribuir por meio da chave Pix (caescampogrande@gmail.com), destinada ao custeio do trabalho dos ajudantes que mantêm o local funcionando diariamente.

Os voluntários reforçam a importância de atenção redobrada na hora de doar. Com a crescente exposição do caso, também aumentou o risco de golpes, e as equipes recomendam que contribuições sejam feitas apenas pelos canais oficiais.

Apesar das dificuldades e da expectativa de reduzir o quanto antes o número de animais abrigados em Campo Grande, o grupo afirma que segue comprometido em dar continuidade ao trabalho iniciado por Guilherme Motta, na esperança de que novas adoções e doações aliviem a sobrecarga e garantam dignidade aos cães que permanecem sob seus cuidados.

Teresópolis 10/01/2026
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