Cadastre-se gratuitamente e leia
O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
em seu dispositivo preferido

Uma estratégia para permanecer no Poder

Vá ao Gênesis e lá você encontrará a primeira prova da sabedoria de Deus. Começa desse modo: “No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia e havia trevas sobre a face do abismo…E disse Deus: Haja luz, e houve luz. E viu Deus que era boa a luz…” (Gênesis 1).

Deus segue nessa toada até à criação do ser humano. Ele verifica, cria e avalia o que criou. Algumas vezes, com humildade, declarou-se arrependido de ter criado o ser humano. Pudera!

Imaginando-se mais perfeitos do que Deus, e com autoridade para a soberba, os agentes públicos não avaliam o resultado do que criam e nunca admitem que erram. Pelo menos não no Brasil.

No México, por exemplo, existe o Conselho Nacional de Avaliação da Política de Desenvolvimento Social (CONEVAL). No Chile há algo semelhante, o DIPRES, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda e Orçamento, nada mais apropriado, pois é de onde sai o dinheiro do contribuinte para a aplicação nos programas sociais.

No resto do mundo, certamente, existem outros exemplos.

Por aqui, temos a MAPP – Metodologia de Avaliação Padronizada de Políticas Públicas, criada recentemente. Quem quiser saber o que é isso, vá à página do Ministério do Planejamento, onde está a Ministra Simone Tebet.

Com metodologias técnicas ou não, as políticas públicas são avaliadas pela percepção do impacto delas na vida do povo. E para dar o prêmio de bom desempenho para quem as formula, é necessário saber com que intenções as formulou.

Sendo esse o critério, as políticas públicas no Brasil são um fracasso! Segurança pública e jurídica não há; os resultados da educação, medidos pelos organismos internacionais, são pífios e o atendimento à saúde está no topo de todas as pesquisas dos desejos do povo, dado que mostra a sua insuficiência.

No meio disso tudo, surge o “Reforma Casa Brasil”, proclamado pelo Presidente da República como o cumprimento de um dos papéis do Estado: “Olhar para aqueles que o mercado não tem interesse”, diz ele. Tá bom!

Quarenta bilhões de reais estão separados para o programa, saídos dos depósitos compulsórios que dão lastro de garantia à poupança. Surge a pergunta: como se dará o monitoramento e a avaliação do impacto disso na vida do povo? Para ter uma resposta correta, preciso saber com que intenção o Presidente Lula inova.

Desconfio que o programa foi criado no conjunto de uma estratégia para que o presidente permaneça no poder. O desejo dele fará jorrar dinheiro novo no mercado – “entidade” que ele abomina. O dinheiro fácil e farto criará a sensação de crescimento econômico e de dívida do povo com o governo no ano crucial em que os eleitores decidirão se Lula terá o quarto mandato.

Puxa vida! Boa coisa é Deus, em sua sabedoria e com o uso da estratégia, ter posto um limite de tempo na vida dos mortais, para garantir a alternância no Poder, mesmo quando o ser humano não deseja.

Lula quer permanecer na Presidência, sem reformar coisa alguma na “Casa Brasil”, esse pobre país que anda em círculo criando e desmontando programas sociais ao sabor das campanhas eleitorais e a um custo financeiro, com certeza, alto.

É tão somente isso. E se Lula conseguir o que quer, o programa terá o direito ao prêmio de um programa bem sucedido.

Jackson Vasconcellos

Tags

Compartilhe:

Outros Artigos
Teresópolis 25/03/2026
Diário TV Ao Vivo
Mais Lidas

Motoristas de aplicativo realizam protesto em Teresópolis

Moraes expede mandado de soltura que autoriza prisão domiciliar a Bolsonaro

Casa de Cultura abre inscrições para oficinas gratuitas

Câmara de Teresópolis recebe mobilização do CREFITO

Águas da Imperatriz vai iniciar nova obra na Avenida Lúcio Meira

WP Radio
WP Radio
OFFLINE LIVE