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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Ações contra apologia ao nazismo colocam interior do Rio no foco das investigações

PF cumpriu mandados em Valença nesta quarta-feira

A Polícia Federal realiza, nesta quarta-feira (9), uma operação contra suspeitos de praticar apologia ao nazismo em Valença, no Sul do Estado do Rio de Janeiro. A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal e teve como alvo pessoas investigadas por divulgar conteúdos de caráter nazista nas redes sociais.

Segundo a PF, a investigação começou após a análise de um perfil na rede social X, antigo Twitter, que publicava reiteradamente material relacionado ao nazismo. Durante as buscas, os agentes apreenderam um computador e um celular, que serão submetidos à perícia.

A Polícia Federal informou que a divulgação de conteúdo de apologia ao nazismo é crime previsto na Lei nº 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça e cor. Quando há utilização da internet para esse tipo de conduta, a legislação prevê pena de dois a cinco anos de prisão.

Teresópolis também teve investigação envolvendo grupo neonazista

O caso chama atenção em Teresópolis, onde a Polícia Civil investiga, há meses, a atuação de um grupo acusado de disseminar discursos de ódio e de possuir ligação com ideologia neonazista.

No fim de agosto, cinco jovens foram presos em flagrante após uma mulher trans ser esfaqueada durante uma batalha de rimas realizada no município. A vítima, de 32 anos, foi atingida na região das costelas e sofreu perfuração no pulmão. Segundo a investigação, os cinco teriam atuado conjuntamente no episódio.

De acordo com o delegado titular da 110ª DP, Márcio Dubugras, a Polícia Civil já havia instaurado um inquérito para investigar denúncias relacionadas à prática de crimes de ódio, incluindo apologia ao nazismo. A investigação apontava que integrantes do grupo utilizavam principalmente as redes sociais para disseminar esse tipo de conteúdo.

Ainda segundo o delegado, um dos cinco presos já havia sido investigado anteriormente. Na ocasião, a Polícia Civil solicitou à Justiça mandados de busca e apreensão e a prisão do suspeito. As buscas foram autorizadas e um celular foi apreendido, mas o pedido de prisão não havia sido concedido naquele momento.

Cinco permanecem presos

As cinco prisões ocorreram na madrugada do dia 29 de agosto, nas proximidades da Feirarte, na Praça Higino da Silveira, no Alto. Após a audiência de custódia, a Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas.

Os investigados passaram a responder pelo ataque contra a mulher trans e pela suspeita de atuação conjunta no crime. A Polícia Civil também apura a possível relação dos envolvidos com um grupo de ideologia neonazista e outras ocorrências envolvendo discursos de ódio, racismo e transfobia.

A investigação em Teresópolis teve origem, entre outras informações, em denúncias feitas à polícia sobre pessoas que estariam realizando apologia ao nazismo nas proximidades da Rodoviária. Segundo o delegado, a participação da população foi fundamental para que os investigadores identificassem a possível atuação organizada do grupo.

Os dois casos — a investigação da Polícia Federal em Valença e o inquérito conduzido pela Polícia Civil em Teresópolis — reforçam a atenção das autoridades para a disseminação de conteúdo nazista e discursos de ódio, especialmente por meio das redes sociais.

As investigações seguem em andamento.

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Teresópolis 09/09/2026
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