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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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As curiosas montanhas com nomes de animais na Região Serrana

Tartaruga, cachorro, camelo, peixe e até dragão… Tem de tudo e com diferentes níveis de acesso

O Dedo de Deus é uma das montanhas mais conhecidas e cobiçadas de todo o país, pelo seu icônico formato e relação com a história da escalada brasileira. Mas, na Região Serrana do Rio de Janeiro, há muitas outras formações que se assemelham a coisas que estão no nosso dia a dia, entre elas os animais. Mesmo menos conhecidas do que o marco do montanhismo nacional, são muitas interessantes montanhas e morros que se destacam na paisagem. Cara de Cão, Galinha, Elefante, Dragão, Morro dos Cabritos… Há de tudo e com diferentes níveis de acesso, desde caminhadas tranquilas de menos de uma hora a vias de escalada complexas. Nesse “Mochileiro” especial, conheça um pouco mais sobre essas curiosas e interessantes opções de aventura em Teresópolis, Guapimirim, Petrópolis e Nova Friburgo.

O Cão Sentado, em Nova Friburgo, é o “cachorro de pedra” mais impressionante que conheço. Foto: Marcello Medeiros / Mochileiro

Bicharada na Serra dos Órgãos
No terceiro mais antigo e um dos mais importantes parques do país, o da Serra dos Órgãos, são duas montanhas com formato bastante peculiar. Um peixe e um cachorro, que em comum tem o acesso difícil. Com 1.680 metros de altitude, a Cabeça de Peixe fica ao lado do Dedo de Deus, acessada às margens da BR-116, na “Santinha”, em Guapimirim. São cerca de três quilômetros de subida íngreme, com lances em cordas e escalaminhada, sendo necessário utilizar material de escalada para “sentar na boquinha do peixe”. Já a Cara de Cão pode ser visitada apenas com caminhada. Porém, são 13 duros quilômetros. Ela fica entre o Sino e o Garrafão, sendo percebido o curioso formato somente dessa segunda.

Nas altitudes da Serra dos Órgãos fica a pouquíssimo conhecida e visitada Cara de Cão. Foto: Marcello Medeiros / Mochileiro

Quelônio e camelídeo
Já o nosso Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis possui dois exemplares de acesso mais fácil. A Pedra da Tartaruga, que inclusive é símbolo da unidade de conservação ambiental, tem caminhada leve e também opções de escalada, camping e rapel. Para enxergar o nosso “quelônio de pedra”, é preciso caminhar pela Trilha Vidoq Casas, onde há um mirante. Vista de longe, fica clara a semelhança. Para o Camelo, é preciso um pouco mais de ousadia para chegar ao cume, a cerca de 1.400 de altitude. Até a base da primeira “corcova”, é apenas caminhada. A partir daí, há uma via ferrata e a necessidade de usar material de escalada para “andar nas costas do camelídeo”.

Nas altitudes da Serra dos Órgãos fica a pouquíssimo conhecida e visitada Cara de Cão. Foto: Marcello Medeiros / Mochileiro

Mitologia no Parque dos Três Picos
Na região de Salinas/Três Picos, onde ficam inclusive as montanhas que dão nome ao Parque Estadual dos Três Picos, está a Cabeça de Dragão. A interessante montanha, com visual espetacular para toda a região, não parece nada com o ser mitológico. Até hoje, não encontrei a explicação para o nome. Já a Pedra do Elefante, entre Teresópolis e Guapimirim, mas acessada exclusivamente pela terra de Teresa, às margens da BR-116, no Soberbo, remete à cabeça do maior mamífero terrestre. Mas é preciso olhar com atenção, a partir da rodovia e um pouco antes do mirante, sentido Teresópolis. Essa montanha tem caminhada fácil e visual único da Serra dos Órgãos. Também na área do PETP fica o Morro dos Cabritos, no Vale dos Frades. A única explicação plausível é a presença desse animal na montanha, que tem acesso por caminhada ou complexas escaladas. Em uma caverna na trilha, há restos mortais de cabritos, talvez o nome venha daí.

O tal “bico da galinha”, na Pedra da Galinha, também conhecida do Pedra dos Cadetes. Foto: Marcello Medeiros / Mochileiro

Zona urbana
Na área urbana de Teresópolis, mais dois exemplos. A Pedra da Galinha, também conhecida como Mosteiro e visitada por leve caminhada, há uma espécie de “bico” na extensão final da trilha, o que indica o nome. Já a Serra dos Cavalos, deve ter sido frequentada por esses animais em outras épocas.

A Pedra do Camelo, no PNMMT, e suas duas corcovas. Para chegar ao cume, somente com material de escalada.Foto: Marcello Medeiros / Mochileiro

Cachorrada
Além da Cara de Cão, na Serra dos Órgãos, os melhores amigos do homem estão representados em outras duas montanhas na Região Serrana. Em Petrópolis existe a Cabeça de Cachorro, com fortíssimas vias de escalada e um acesso por caminhada que tem ainda uma via ferrata em um trecho. Mas a mais legal de todas, quando se fala nesse bicho, fica em Nova Friburgo. Situado às margens da rodovia que conecta esse município a Bom Jardim, o Cão Sentado realmente lembra um grande cachorro de pedra, que tem 100 metros de altura. Ele tem 1.111 metros de altitude, em relação ao nível do mar, e visita-lo é uma grande experiência. Mesmo com o cume sendo acessado somente por escalada, caminhar no seu entorno é muito interessante porquê se atravessa um conjunto de grutas e blocos de rochas superpostas que criam formas deslumbrantes. Para chegar ao mirante onde se avista o “cachorrão”, o visitante percorre pouco mais de um quilômetro, ultrapassando 12 pontes e rústicas escadas.

Cabeça de Dragão, na área do Parque Estadual dos Três Picos, acessada por caminhada. Foto: Marcello Medeiros / Mochileiro

Mochileiro
E aí, conhece mais alguma montanha com nome de bicho e formato curioso? Para saber mais sobre montanhismo e escalada na região, acesse o Instagram @mochileiro_marcello

Pedra do Elefante, entre Teresópolis e Guapimirim, realmente lembra o maior mamífero terrestre. Foto: Marcello Medeiros / Mochileiro


Edição 22/05/2024
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