Cadastre-se gratuitamente e leia
O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
em seu dispositivo preferido

Beijo do vampiro: Inea flagra morcego-vampiro se alimentando de capivara

Registrado por câmeras trap, a interação ecológica comprova o equilíbrio no ecossistema em unidade de conservação

O Drácula ou algum de seus descendentes está no Brasil? O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) flagrou, dentro do Parque Estadual Cunhambebe (PEC), um morcego-vampiro-comum (Desmodus rotundus) tentando alimentar do sangue de uma capivara (Hydrochoerus hydrochaeris). O momento curioso foi registrado por armadilhas fotográficas durante uma madrugada nas florestas da Costa Verde Fluminense. “Esse filme é resultado de um ecossistema que se mantém com uma cadeia alimentar equilibrada, é o ciclo da vida. Um flagra raro desses é motivo de comemoração, é uma cena incomum, rara de se ver, mas que nos mostra as curiosidades do que acontece dentro das nossas florestas”, declarou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

Presente desde a idade média no imaginário ficcional, o Desmodus rotundus, conhecido popularmente como morcego-vampiro, é um hematófogo. Ele se alimenta do sangue de suas presas através de pequenas incisões superficiais, sem causar ferimentos graves. Esse processo raramente compromete a saúde do hospedeiro, especialmente quando se trata de populações silvestres bem estabelecidas, como a capivara.
Frequentemente estigmatizado, o morcego desempenha papel ecológico a partir do controle populacional de outras espécies, manutenção da biodiversidade e equilíbrio ecológico. Vale lembrar que a maioria das espécies desses animais não se alimentam de sangue, sendo frugívoros, insetívoros ou nectarívoros, com papel na dispersão de sementes e polinização.

Já a “vítima” observada no vídeo, a capivara é conhecida como “engenheira do ecossistema”, pois mantém o equilíbrio em ambientes aquáticos. A espécie ocorre por toda a América do Sul, em habitats associados a rios, lagos e pântanos. As imagens são de uma câmera trap, fornecida pela parceria firmada entre o Inea e a Vale para ações de proteção ecossistêmica no Parque Estadual do Cunhambebe (PEC). O registro aconteceu em março do ano passado, mas as imagens foram recolhidas recentemente pela equipe do parque.

Sobre a unidade de conservação
Com área aproximada de 38 mil hectares, o Parque Cunhambebe está situado na Região da Costa Verde do Estado e abrange partes dos municípios de Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Rio Claro. Um dos objetivos para a criação da unidade de conservação foi assegurar a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica da porção fluminense da Serra do Mar, e conectar os maciços florestais da Bocaina e do Tinguá.

Tags

Compartilhe:

Teresópolis 31/01/2026
Diário TV Ao Vivo
Mais Lidas

Mais uma loja arrombada na Várzea

Cortejo de Carnaval agita o Cultura de Raiz na Casa de Cultura de Teresópolis

Inscrições abertas para cursos gratuitos do IFRJ Teresópolis

Não se deixe enganar.

Turismo Personalizado para a Geração 50+: como hotéis e pousadas podem se preparar

WP Radio
WP Radio
OFFLINE LIVE