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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Clima de Copa do Mundo com a Seleção em Teresópolis

Reportagem do Diário acompanha a rotina de atividades na Granja Comary

Maria Eduarda Maia

Mais um dia da Seleção Brasileira em Teresópolis na preparação para a Copa do Mundo de 2026. E a reportagem do Diário de Teresópolis acompanhou de perto, nesta sexta-feira (29), a rotina de atividades na Granja Comary, palco dos primeiros trabalhos da Amarelinha antes da viagem para os Estados Unidos. O primeiro compromisso do dia foi a entrevista coletiva com os atacantes Matheus Cunha e Rayan, convocados pela primeira vez para disputar uma Copa do Mundo.
Matheus Cunha, atacante de 27 anos do Manchester United (ING), falou sobre a experiência de dividir o ambiente da Seleção com jogadores que sempre teve como referência ao longo da carreira, destacando o peso do momento vivido às vésperas do Mundial. “Agora chegando na Seleção Brasileira, espero que tudo seja bem-sucedido e que eu possar dar meu melhor nessas funções que estou mais habituado a fazer no meu clube”, declarou.

“A gente fez questão de vir pra cá. A Granja Comary é a nossa casa, Teresópolis é a casa da Seleção Brasileira. Para uma competição da importância de uma Copa do Mundo, era muito importante ter esses dias de preparação aqui”, afirmou o diretor de comunicação da CBF, Fábio Seixas. Foto: Juliana Ludwig / O Diário


Do outro lado, Rayan, atacante do Bournemouth (ING), de apenas 19 anos, aparece como um dos mais jovens do elenco, ao lado de Endrick. Durante a entrevista, além de comentar a emoção pela convocação, o jogador ressaltou a importância das categorias de base da Seleção Brasileira em sua formação e no caminho até a vaga para disputar a Copa do Mundo. “Quando você está na base, aprende muita coisa. Nosso coordenador da base é o Branco. Ele conversava muito com a gente que, quando chegasse à Seleção Principal, íamos chegar com uma bagagem muito forte, porque a gente aprende muita coisa”, afirmou.

A casa da Seleção
Após a coletiva, o diretor de comunicação da CBF, Fábio Seixas, falou com a nossa reportagem sobre a importância da Granja Comary na preparação da equipe, destacando tanto a estrutura oferecida quanto o significado simbólico do local para a Seleção Brasileira. “A gente fez questão de vir pra cá. A Granja Comary é a nossa casa, Teresópolis é a casa da Seleção Brasileira. Para uma competição da importância de uma Copa do Mundo, era muito importante ter esses dias de preparação aqui”, afirmou.
Segundo o dirigente, a escolha pelo centro de treinamento passa também pela familiaridade dos jogadores com o ambiente. Muitos atletas do atual elenco já frequentam a Granja desde as categorias de base e conhecem de perto a estrutura montada pela CBF. “Os jogadores são super acostumados com a Granja, vários frequentam desde as categorias de base. É um lugar onde eles se sentem à vontade, conhecem todos os caminhos, os corredores, e contam com toda a estrutura necessária. Não precisa improvisar nada. Tudo já está montado para que eles tenham a melhor preparação possível.”, declarou.

A reportagem do Diário de Teresópolis acompanhou de perto, nesta sexta-feira (29), a rotina de atividades na Granja Comary, palco dos primeiros trabalhos da Amarelinha antes da viagem para os Estados Unidos. Foto: Juliana Ludwig / O Diário

Clima de Copa em Teresópolis
Além da preparação técnica, a passagem por Teresópolis também reforça a conexão emocional entre elenco, torcida e história da Seleção. Mesmo com a rotina intensa de treinamentos, para Fábio Seixas, o carinho dos torcedores que acompanham a delegação na cidade tem papel importante no ambiente do grupo. “Sabemos que a preparação é intensa, então o contato acontece mais nos deslocamentos e nas saídas. Mas receber esse carinho dos torcedores nas ruas traz um ânimo a mais, uma força extra para os jogadores”, disse.
O clima de Copa tomou conta da própria Granja Comary, com ruas decoradas especialmente para receber a delegação brasileira. A iniciativa busca aproximar os atletas de uma tradição marcante do futebol brasileiro. “É trazer um pouco da festa, da tradição das ruas pintadas que a gente vê por todo o Brasil, para perto dos jogadores, para que eles também sintam esse clima”, explicou.

“Quando você está na base, aprende muita coisa. Nosso coordenador da base é o Branco. Ele conversava muito com a gente que, quando chegasse à Seleção Principal, íamos chegar com uma bagagem muito forte, porque a gente aprende muita coisa”, afirmou o atacante Rayan, de apenas 19 anos. Foto: Juliana Ludwig / O Diário


O diretor ainda citou uma fala de Rayan sobre a ligação dos próprios atletas com esse cenário típico de Mundial. “O Ryan comentou hoje sobre isso, que estava pintando rua na última Copa do Mundo. Isso é algo muito arraigado na cultura do torcedor brasileiro. Muitos deles já participaram disso.”, comentou.

“Agora chegando na Seleção Brasileira, espero que tudo seja bem-sucedido e que eu possar dar meu melhor nessas funções que estou mais habituado a fazer no meu clube”, declarou o atacante Matheus Cunha. Foto: Juliana Ludwig / O Diário

Olhar para os próximos desafios
A preparação da Seleção segue focada no alinhamento físico, técnico e na construção do grupo antes do início da competição. A comissão entende que este período inicial é fundamental para reunir jogadores que chegam de contextos diferentes em seus clubes. “A expectativa é que todos consigam atingir seus objetivos. Os jogadores chegam de momentos diferentes em seus clubes, então essa preparação é importante para equalizar todo mundo, colocar todos no mesmo nível.”, concluiu o diretor de comunicação.
A Seleção segue com os trabalhos em Teresópolis até sábado (30), quando realiza uma nova entrevista coletiva e mais uma sessão de treino. Na sequência, a delegação embarca para o Rio de Janeiro, onde enfrenta o Panamá, em amistoso marcado para domingo (31), antes da viagem rumo aos Estados Unidos.

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