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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Defesa Civil realiza monitoramento diário de áreas de risco

Trabalho técnico e de prevenção são fundamentais para segurança em diversos bairros do município

Marcello Medeiros

Muita gente só lembra da secretaria municipal de Defesa Civil no período de chuvas fortes, quando são comuns os alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra, além de outros problemas gerados pela força da natureza somada à cada vez mais pesada e inconsequente ação antrópica. Porém, a importante pasta atua o ano inteiro, em esquema de plantão de 24h, em trabalhos técnicos e de prevenção que podem significar menos prejuízos materiais e perda de vidas no Verão. “A Defesa Civil trabalha, e muito, durante o ano todo. Antes da temporada de chuvas fortes, que é no Verão, a gente até trabalha mais, inclusive. Fazemos planejamento, fazemos trabalho de prevenção, colocamos o pessoal para ir nas localidades, fazer vistorias, as vezes até retirar pessoal de área de risco. Repito, é ação o ano todo, a gente não para, não tem como parar”, lembra o subsecretário de Defesa Civil do município, Subtenente Jacinto Nascimento. 
Esta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) divulgaram um estudo que cruzou dados do último Censo Demográfico do IBGE, em 2010, com o mapeamento de áreas de riscos feito pelo CEMADEN, considerando os dados de abril de 2017, indicando nortes a serem seguidos pelos municípios. De acordo com os dados do IBGE, naquele ano havia em Teresópolis 45.772 pessoas e 14.868 domicílios em áreas de risco. Porém, segundo Nascimento, apesar de tal pesquisa ser importante, os números mudaram bastante nos últimos anos. Além da maior catástrofe natural do país, em 12 de janeiro de 2011, e outros desastres naturais, como o de abril de 2012, terem mudado completamente o cenário de diversos bairros, o trabalho do órgão tem contribuído para alterar esse quadro.  “Esse número oscila muito. Às vezes existe uma área de risco, aí fazemos uma vistoria, fazemos exigências, as pessoas eliminam os riscos com obras de contenção ou impermeabilização do solo, por exemplo, aí já muda a realidade. Por isso não temos número preciso, mas acredito que hoje é até menor que anos anterior porque a prefeitura vem fazendo trabalhos para eliminar riscos em determinados locais”, pontua.
Nesta sexta-feira (26), Nascimento recebeu a equipe do jornal O DIÁRIO e DIÁRIO TV na sede da Defesa Civil, junto à secretaria de Turismo, no bairro do Soberbo. Bombeiro Militar na reserva, ele apresentou as equipes técnicas da pasta e o sistema de monitoramento 24 horas, onde um agente acompanha pluviômetros e outros equipamentos e de onde pode acionar sirenes instaladas nas comunidades e fazer contato com os parceiros em cada bairro, se for preciso. A ação dos voluntários, aliás, é de extrema importância para um trabalho preciso e intervenções mais rápidas. “Temos muitos agentes comunitários, pessoas da comunidade que são treinadas, capacitadas pela Defesa Civil para dar o primeiro atendimento e que nos solicitam para resolver problemas quando necessário”, exemplificou.
 
Poucas ocorrências
O trabalho preventivo tem mostrado resultados positivos. No período de chuvas fortes desse ano, por exemplo, foram registrados poucos problemas no município. Foram apenas três deslizamentos de terra e dois desabamentos, oito comunicações de alagamento, seis casos de inundação e 10 vistorias para risco geológico, consequentemente sem a necessidade de decretação de calamidade pública ou situação de emergência. Os números foram passados pela secretaria estadual de Defesa Civil, que esta semana divulgou um balanço de todos os 92 municípios do Rio de Janeiro. – Os números nos mostram quais cidades foram afetadas por tipo de ocorrência. Dessa forma, conseguimos ter uma visão geral da região mais impactada e das ocorrências mais frequentes em cada localidade – disse o coronel Silva Costa, diretor do Departamento Geral de Defesa Civil.
Entre os campeões de registros de deslizamentos estão capital (316), Petrópolis (277) e Cachoeiras de Macacu (107). No quesito alagamento, Nova Iguaçu contabilizou um total de 75 ocorrências, seguido de São Pedro d`Aldeia (52) e Campos dos Goytacazes (50). Itaperuna, São João da Barra, Valença, Itatiaia, Barra do Piraí, Sumidouro, entre outros, estão na lista dos municípios que tiveram situação de emergência decretada.
De acordo com o subsecretário de Defesa Civil do Estado, coronel Marcelo Hess, esse mapa favorece direcionamento de ações e estratégias em apoio às Defesas Civis municipais. – A época é de estiagem. E manter esta relação com as prefeituras é fundamental. Nossos coordenadores regionais trabalham diariamente para obtenção do feedback quanto aos níveis de abastecimento de água das regiões, por exemplo. Assim, vamos acompanhado os estágios de normalidade e atenção e dando suporte em caso de crise.

População em área de risco
Petrópolis – 72 mil pessoas
Teresópolis – 45 mil pessoas
Nova Friburgo – 33 mil pessoas
Cachoeiras de Macacu – 6.262
Areal – 5.036 pessoas
São José do Vale do Rio Preto – 3.881
* Segundo último levantamento do IBGE

 

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Edição 23/05/2024
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