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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Delegado explica prisão posterior do acusado de feminicídio em Teresópolis

Polícia Civil aguardou finalização de laudo cadavérico, que confirmou morte por asfixia no Jardim Meudon

Luiz Bandeira

Na última terça-feira, na parte da manhã uma mulher foi encontrada morta dentro de casa no bairro Jardim Meudom. Profissionais do Serviço Médico de Urgência (SAMU), que foram acionados para atender a mulher, constataram a morte e a atestaram como sendo por causas naturais, porém parentes e amigos da vítima desconfiavam de crime, pois tinham informações sobre o histórico de agressões que a vítima sofreria por parte do companheiro, além do uso corriqueiro de bebida alcoólica pelo casal, elementos que forneciam indícios de que Ana Lúcia de Oliveira Dorneles, 53 anos, poderia ter sido agredida até a morte por seu companheiro, Sérgio Cardoso. Porém, no dia que o corpo foi encontrado, o homem prestou depoimento e foi liberado – o que gerou o questionamento de muitas pessoas. Nesta quinta-feira, 23, o delegado titular da 110ª DP, Dr. Márcio Dubugras, explicou por que a polícia só prendeu Sérgio nesta quarta-feira, 22. “O quê que nós tínhamos na noite de terça-feira? Nós tínhamos um laudo, um atestado de óbito que apontava a morte por causas naturais, nós não tínhamos testemunha nenhuma que viu a agressão ou escutou qualquer tipo de briga ou agressões. Então na noite de terça-feira nós não tínhamos informações concretas de pessoas que testemunharam. Então não poderíamos afirmar que as lesões verificadas no corpo de Ana Lúcia eram em razão de agressões físicas que levaram a sua morte, ou se teriam sido provocadas por agressões de dias anteriores. Então se a gente realizasse a prisão dele, pois na realidade não havia nenhuma situação flagrancial, mas se prendesse Sérgio, ele ia ser levado para uma audiência de custódia, o juiz iria analisar que a causa da morte era causa natural, por que o laudo cadavérico não tinha saído e ele seria colocado em liberdade e iria fugir”, explica o delegado.
O delegado afirmou que em menos de 24 horas a PCERJ já tinha um inquérito pronto e o pedido de prisão de Sérgio Cardoso. “A investigação foi feita e o autor do feminicídio foi preso, como acontece em todos os casos. Nós temos uma cautela enorme, principalmente nos casos que envolvem vulneráveis em que as vítimas são mulheres, são idosos e são crianças. A gente faz a nossa parte, por que a gente sabe que quando a gente prende uma destas pessoas, principalmente na violência doméstica, você dá o recado para avisar a outros agressores que se bater numa mulher, abusar de uma criança, agredir um idoso vai ser preso, então a gente tem essa cautela”, alerta Dubugras.

Sensacionalismo
A autoridade policial disse ainda que algumas pessoas atrapalham o trabalho da polícia “fazendo sensacionalismo” e colocando a sociedade contra a investigação policial. “O que é triste nisso tudo é que existem pessoas que geram desinformações , que fazer sensacionalismo, isso é contra produtivo , isso gera o caos na sociedade, gera revolta, a sociedade é jogada contra a polícia, questionam o trabalho da polícia, não se deve trabalhar assim”, ponderou o policial.

Ana Lúcia de Oliveira Dorneles, 53 anos, foi encontrada morta em casa com marcas de agressões. Laudo cadavérico aponta morte por asfixia

Cadeia
O companheiro de Ana Lúcia, Sérgio Cardoso, agora está preso preventivamente e aguardando julgamento. “Existe uma prisão temporária de 30 dias decretada, por que ele cometeu um crime hediondo, feminicídio. Nós vamos complementar a investigação com mais alguns depoimentos e vamos relatar ao inquérito pedindo a preventiva dele relatando e tipificando o crime como duplamente qualificado”, pontuou Dr. Márcio Dubugras.

Mulher foi encontrada morta em pequena residência na Servidão Vardelino Rocha, no Jardim Meudon

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Edição 13/08/2022
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