Marcello Medeiros
Atenção, golpe novo na praça. Duas pessoas residentes em Teresópolis, entre elas um dentista, caíram em uma nova fraude que vem sendo aplicada virtualmente: para liberar algum tipo de serviço, o estelionatário convence a pessoa a realizar o espelhamento de tela do seu telefone, ou encaminha algum link que permita a ação, sem que a vítima saiba, e, em seguida, solicita a transferência de um Pix de baixo valor para completar a ação. Nesse momento, ele copia os dados de acesso bancário e realiza transferências diversas da conta da vítima. Entre os que ficaram no prejuízo nos últimos dias no município, um dentista que precisava rastrear uma entrega de material odontológico.
Em depoimento na 110ª Delegacia de Polícia, ele relatou ter conseguido na internet um contato de suposto número da empresa que havia feito a compra. Quem sem apresentou como atendente informou que seria necessário baixar um aplicativo e, em seguida, fazer um Pix de R$ 0,99 para ‘liberar o sistema’. Depois, teria que aguardar 15 minutos para a efetivação. Somente aí ele desconfiou e resolveu verificar a conta bancária, constatando que já havia uma transferência no valor de R$ 438,56 não autorizada por ele.
Para outra teresopolitana, o prejuízo foi bem maior: R$ 12.765,00. Nesse caso, ela acreditou que estava em contato com a empresa de internet que tem assinatura e acabou fazendo o espelhamento do seu telefone entre os ‘serviços técnicos solicitados’ para melhorar o sinal da internet. Para ter acesso aos dados bancários, o estelionatário solicitou um Pix de R$ 0,90, situação idêntica ao caso do dentista. Nessa situação, a vítima ficou apenas com R$ 2 na conta.
O proceder dos golpistas
Tudo indica que os estelionatários estão copiando dados de empresas reais, forjando contatos para atendimento e, ao serem procurados por clientes dessas firmas, iniciam procedimento onde enviam links de supostos aplicativos ou cadastros que, na verdade, dão acesso à tela do celular da vítima. Em seguida, o pedido de transferência permite a abertura da conta ou, pior, que a senha e dados bancários sejam visualizados.
Sumiço de dinheiro
Outro caso envolvendo transferência via Pix, sem autorização da pessoa, envolve uma cliente do Bradesco em Teresópolis. Ela relatou ter identificados dois encaminhamentos sem seu conhecimento, nos valores de R$ 18 e R$ 235,96. A vítima diz que os fatos ocorreram durante a madrugada e que ela dormia na hora.




