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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Denúncias de desvio de recursos públicos: saque de R$ 500 mil em Teresópolis iniciou investigação

MPRJ realização grande operação que apura prejuízo de R$ 86 milhões em autarquia do governo estadual

Repercutiu nacionalmente mais uma investigação de supostos desvios de recursos públicos envolvendo uma autarquia do governo estadual do Rio de Janeiro, dessa vez o Instituto Rio Metrópole, que teria tido prejuízo de R$ 86 milhões em um suposto grande esquema de fraude que teria ligações com Teresópolis. Nesta quinta-feira (09), o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESF/MPRJ) denunciou 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos do IRM. Foram cumpridos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão em endereços na capital, em São Gonçalo e em Teresópolis, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra) do Ministério da Justiça e da Corregedoria da Polícia Civil. O assunto ganhou os principais portais de notícia e jornais brasileiros. “A investigação que culminou na operação desta quinta-feira contra um suposto esquema de desvio de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia do governo do estado, começou com uma abordagem policial a Caroline Soares Barros. Em 9 de janeiro deste ano, ela foi flagrada transportando R$ 500 mil em espécie, dinheiro sacado em uma agência bancária de Teresópolis e levado sob escolta armada de vigilantes privados. A partir da apreensão do dinheiro, da quebra de sigilos e da análise do computador da investigada, o Ministério Público afirma ter desvendado uma organização criminosa que fraudava licitações, direcionava contratos públicos e lavava recursos desviados do instituto”, informou o Globo.

O GLOBO: “Para o Ministério Público, Caroline é uma das personagens centrais do esquema e recebe o apelido de ‘a mulher da mala’. Segundo os promotores, cabia a ela retirar os recursos do sistema financeiro”.


O jornal, de grande circulação e credibilidade, também publicou que: “Para o Ministério Público, Caroline é uma das personagens centrais do esquema e recebe o apelido de ‘a mulher da mala’. Segundo os promotores, cabia a ela retirar os recursos do sistema financeiro. A acusação sustenta que ela presidia o Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), entidade que recebia repasses das empresas contratadas pelo IRM, transferia quase todo o dinheiro para sua conta pessoal, realizava saques em espécie e transportava os valores para destino desconhecido, dificultando o rastreamento dos recursos públicos”. Outro grande canal de comunicação brasileiro, a CNN deu grande destaque ao caso, pontuando a suposta função de cada denunciado.

Outro grande canal de comunicação brasileiro, a CNN deu grande destaque ao caso, pontuando a suposta função de cada denunciado.

Denunciados
O MPRJ requereu e obteve a prisão preventiva de seis agentes públicos identificados como integrantes do esquema. Segundo a denúncia, Davi Perini Vermelho, o “Didê”, ex-presidente da Câmara de São João de Meriti e atual presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), liderava o núcleo de servidores investigado, autorizando contratações, firmando contratos e controlando pagamentos. Ele foi preso durante a ação. Também foram cumpridos mandados de prisão contra Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil, que atuava como ordenador de despesas e exercia o controle de fato do grupo RioForte, responsável pela escolta armada do dinheiro; Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado então à frente da Procuradoria-Geral do IRM, acusado de emitir os pareceres que deram cobertura jurídica às contratações e ao reajuste irregular do contrato; Caroline Soares Barros, que acumulava as funções de fiscal de contratos do IRM e presidente do Instituto BIO — a entidade de fachada por onde os recursos passavam antes de serem sacados em espécie; Amanda Íthala Santos da Paschoa, que a sucedeu na fiscalização e atestou a execução dos contratos, respaldando os pagamentos; e Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) , apontado como articulador do direcionamento das licitações em favor das contratadas.

Repercutiu nacionalmente mais uma investigação de supostos desvios de recursos públicos envolvendo uma autarquia do governo estadual do Rio de Janeiro, dessa vez o Instituto Rio Metrópole, que teria tido prejuízo de R$ 86 milhões em um suposto grande esquema de fraude


“Em relação aos demais denunciados, a Justiça aplicou medidas cautelares diversas da prisão, entre elas, o monitoramento eletrônico, o comparecimento periódico em juízo e a proibição de se ausentarem do País. São eles: Leilson de Souza Nepomuceno, Gerson Luís de Araújo Rodrigues, Hélio Augusto Machado Pessôa, Roberto Accioly Peotta e Roberto Peotta. Segundo a denúncia, integravam a organização criminosa na condição de particulares que davam suporte à engrenagem do esquema: Hélio e Gerson, representantes da Engeconsult; e Roberto Accioly Peotta e Roberto Peotta, da R. Peotta, empresas contratadas pelo IRM que repassavam os recursos públicos à entidade de fachada; além de Leilson de Souza Nepomuceno, à frente da RioForte, incumbida da escolta armada do numerário sacado em espécie”, destaca ainda o MPRJ.]

Desvio de recursos
Segundo o GAESF/MPRJ, o esquema consistia na celebração de contratos milionários entre o IRM e as empresas Engeconsult Consultores Técnicos Ltda. e R. Peotta Engenharia e Consultoria Ltda. Parte dos recursos era repassada ao Instituto BIO por meio de contratos simulados, transferida para a conta pessoal de sua presidente, sacada em espécie e transportada com apoio da empresa privada de escolta armada para dificultar o rastreamento. “A investigação começou em janeiro deste ano, após Caroline ser flagrada transportando R$ 500 mil em espécie, sacados em uma agência de Teresópolis. A análise de documentos e equipamentos apreendidos com ela identificou 28 transferências das empresas contratadas para o Instituto BIO, totalizando R$ 3,29 milhões. A denúncia afirma que a entidade não tinha empregados registrados, possuía capital social de R$ 0,00 e estrutura incompatível com os serviços contratados”, explicou ainda o MPRJ., divulgando ainda que “ao todo, a Engeconsult recebeu do IRM R$ 58,3 milhões em dois contratos, enquanto a R. Peotta Engenharia recebeu R$ 25,1 milhões em um contrato e três aditivos. O prejuízo ao erário foi estimado em até R$ 86,28 milhões. Entre maio de 2025 e janeiro de 2026, foram realizados 13 saques que somaram R$ 3,02 milhões, incluindo duas retiradas de R$ 500 mil, uma delas transportada sob escolta da empresa de segurança que, segundo a investigação, era controlada por Franquis, um dos denunciados. Para os promotores de Justiça, esse fluxo comprova a lavagem de dinheiro”.
A denúncia também cita auditoria da Controladoria-Geral do Estado que apontou terceirização irregular de atividades do IRM, falhas na fiscalização dos contratos e aditivos acima dos limites legais. O GAESF/MPRJ afirma ainda que fiscais dos contratos ocupavam funções que lhes permitiam se beneficiar dos recursos e que documentos usados para justificar pagamentos estavam armazenados no computador da então fiscal, Caroline, junto a versões editáveis de documentos das empresas e dos processos licitatórios.


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Teresópolis 09/07/2026
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