Maria Eduarda Maia
A conquista de ir para um dos festivais mais importantes do mundo, o Festival de Dança de Joinville, trouxe orgulho e emoção para as bailarinas e para toda a Escola de Dança Rafaela Ribeiro. Mas, junto com a alegria de representar a cidade, surge também um grande desafio: arrecadar os recursos necessários para custear a viagem e garantir a participação de todas as selecionadas. Neste ano, a professora Rafaela Ribeiro viajará acompanhada por 15 bailarinas, com idades entre 10 e 12 anos, entre os dias 26 de julho e 1 de agosto.
O grupo teve cinco coreografias aprovadas, contemplando as modalidades neoclássico, balé clássico e jazz dance. “É o sonho das meninas. Estamos falando do maior festival de dança do mundo, que acontece aqui no Brasil. No ano passado conseguimos levar algumas delas, e quem ficou de fora sonhou ainda mais em participar”, conta Rafaela, em entrevista ao Diário.
Embora o grupo ainda não tenha atingido a nota de corte para a competição oficial, as bailarinas seguem representando a cidade nos chamados “palcos abertos”, uma das experiências mais marcantes do festival. Segundo a professora, o palco aberto transforma Joinville em uma grande celebração artística. “A dança ocupa hospitais, praças, shoppings, espaços públicos. A cidade inteira vive o festival. Você está caminhando e, de repente, encontra um palco com uma apresentação acontecendo.”, contou.

Além da apresentação
Para a professora, além da experiência artística, o processo vivido antes da viagem tem um importante impacto da preparação na formação das meninas. “Todo o processo é muito importante. Elas aprendem que as coisas não acontecem do nada, que é preciso dedicação e trabalho para conquistar um sonho. Elas se unem ainda mais, junto com as famílias. Quando chega a viagem, aquilo vira a cereja do bolo.”, declarou Rafaela.

Arrecadações
Para tornar a participação possível, o grupo enfrenta despesas com passagens, hospedagem, alimentação, figurinos, uniformes, inscrições e deslocamentos entre Teresópolis, Rio de Janeiro, Curitiba e Joinville. Por isso, as bailarinas realizam apresentações nos sinais da cidade, na Calçada da Fama, no Parque Regadas e na Feirinha do Alto, buscando arrecadar doações. Além disso, a escola mantém uma campanha online, com link para contribuições ( campanhadobem.com/de-teresopolis-para-o-mundo ), QR Code do Pix e divulgação pelas redes sociais (@escoladedanca_rafaelaribeiro). “Estamos trabalhando muito para conseguir chegar lá. Não estamos esperando cair do céu”, afirma Rafaela.

Primeira vez em Joinville
Para algumas integrantes do grupo, esta será a primeira experiência no festival, sendo uma mistura intensa de sentimentos. As bailarinas Giovanna Oliveira e Helena Costa descrevem a notícia da seleção com entusiasmo, nervosismo e orgulho. “Fiquei muito feliz porque é minha primeira vez em Joinville. Tem ansiedade, medo de errar, mas muita alegria também”, conta Giovana.
Participar do maior festival de dança do mundo representa, para elas, uma vitória construída com esforço coletivo. “É uma grande dedicação, muitos sentimentos juntos. A gente fez tanta coisa para chegar aqui que é sensacional”, disse Helena.
Além dos ensaios intensos, a preparação inclui uma rotina de arrecadação pelas ruas da cidade. “Eu acho muito legal porque nunca tinha participado disso na minha vida. A gente dança, arrecada, e nossas mães ajudam também. Está sendo uma experiência muito especial”, relata Helena.






