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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Frio: assistência social intensifica atendimento à população em situação de rua em Teresópolis

Equipes realizam abordagens diariamente, oferecendo acolhimento institucional e distribuindo cobertores

Maria Eduarda Maia

A chegada das baixas temperaturas em Teresópolis acendeu o alerta das equipes de assistência social do município. Com noites cada vez mais frias, foram intensificadas as ações de abordagem, acolhimento e distribuição de cobertores para pessoas em situação de rua. O objetivo é oferecer proteção, atendimento social e garantir dignidade à população mais vulnerável. Segundo a secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Graça Granito, o trabalho de abordagem social já acontece diariamente ao longo de todo o ano, mas ganha reforço especial durante o período de frio intenso. “As abordagens são feitas todas as noites. Agora, com a chegada do inverno, a gente intensifica ainda mais esse trabalho. Muitas vezes contamos também com o apoio da Secretaria de Segurança Pública durante as ações”, explicou, em entrevista ao Diário.

“As abordagens são feitas todas as noites. Agora, com a chegada do inverno, a gente intensifica ainda mais esse trabalho. Muitas vezes contamos também com o apoio da Secretaria de Segurança Pública durante as ações, que sim”, explicou, a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Graça Granito. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Durante as abordagens, as equipes oferecem acolhimento institucional para as pessoas que aceitam ir para a casa de passagem. Já para aqueles que recusam o acolhimento, são distribuídos cobertores e outros itens para amenizar os impactos das baixas temperaturas. “Tem pessoas que aceitam ir para a casa de passagem e outras não querem. Nesses casos, a gente oferece cobertores, porque está muito frio e precisamos dar uma assistência maior”, destacou a secretária.

Outro ponto importante do trabalho é o atendimento às pessoas que estão em Teresópolis, mas são de outros municípios. Nesses casos, a Secretaria providencia passagens para o retorno à cidade de origem. Graça Granito também ressaltou a importância da solidariedade da população neste período. “A gente está sempre recebendo doações. Agora, no frio, aumentamos a quantidade distribuída durante as abordagens”, afirmou.

Cenário atual
Atualmente, segundo a coordenadora do CREAS, Daniele Carvalho, o município possui 27 pessoas em situação de rua cadastradas. Destas, 11 são de fora da cidade. “A pessoa em situação de rua é aquela que utiliza o espaço público como forma de moradia ou sobrevivência. Esse número muda diariamente por conta do fluxo migratório no município”, explicou. Daniele também esclareceu que muitas pessoas vistas circulando pelas ruas não entram nessa estatística, já que possuem residência fixa e trabalham com reciclagem ou atividades informais.

“A pessoa em situação de rua é aquela que utiliza o espaço público como forma de moradia ou sobrevivência. Esse número muda diariamente por conta do fluxo migratório no município”, explicou a coordenadora do CREAS, Daniele Carvalho. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Abordagens
O trabalho realizado pelo CREAS inclui identificação das pessoas em situação de rua, atendimento técnico, emissão de documentação civil, inclusão em programas de transferência de renda e acolhimento institucional. “Nós temos uma equipe especializada em abordagem social que faz a identificação dessas pessoas e oferta os nossos serviços”, explicou a coordenadora. Quando a pessoa aceita o acolhimento, ela é encaminhada para a Casa de Passagem do município, que fica localizada no Barroso. Além disso, a equipe busca restabelecer vínculos familiares e promover o retorno ao convívio familiar sempre que possível.

Quando a pessoa aceita o acolhimento, ela é encaminhada para a Casa de Passagem do município, que fica localizada no Barroso. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Sem obrigatoriedade
Apesar das ações, a coordenadora reforça que o acolhimento não é obrigatório e depende da aceitação da própria pessoa. “Esse serviço não é uma imposição. O acolhimento institucional não é obrigatório. As pessoas têm seus direitos garantidos de ir e vir. Nosso trabalho é de sensibilização, buscando resgatar a cidadania dessas pessoas”, concluiu Daniele Carvalho.

Doações
A Secretaria está com uma parceria com as viações Dedo de Deus e 1º de Março na tradicional Campanha do Agasalho nos ônibus de Teresópolis. A mobilização solidária segue até o dia 31 de agosto, com o objetivo de ampliar a arrecadação de roupas, cobertores e outros itens de inverno durante o período mais frio do ano. Quem preferir também pode entregar sua doação diretamente na garagem das empresas, localizada na Rua Manoel José Lebrão, 1520, no bairro Ermitage. Outras doações também podem ser feitas diretamente no CREAS, localizado na Rua Carmela Dutra, número 812. A população também pode colaborar acionando o CREAS pelo número (21) 92014-9895 sempre que identificar alguém em situação de vulnerabilidade nas ruas. O atendimento pode ser solicitado por telefone ou WhatsApp, permitindo que uma equipe seja enviada para realizar a abordagem social.

A Secretaria está com uma parceria com as viações Dedo de Deus e 1º de Março na tradicional Campanha do Agasalho nos ônibus de Teresópolis. A mobilização solidária segue até o dia 31 de agosto. Foto: Divulgação / VDDL
Doações podem ser feitas diretamente no CREAS, localizado na Rua Carmela Dutra, número 812. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Teresópolis 11/06/2026
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