A OAB-RJ vem dando apoio à ‘Operação Acerto de Contas’, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro contra uma quadrilha especializada em golpes financeiros, no início da semana, e informa que reforça a importância das investigações para combater o chamado golpe do falso advogado. Segundo a entidade, de janeiro até 9 de junho deste ano, foram registradas 1.976 denúncias relacionadas a esse tipo de crime.
A operação teve como alvo um grupo criminoso que se passava por advogados para enganar vítimas e obter transferências bancárias. Para a OAB-RJ, a atuação das autoridades é fundamental para frear uma modalidade de fraude que se espalhou pelo país e vem se tornando cada vez mais sofisticada. “Infelizmente, essa prática se espalhou por todo o Brasil, com métodos cada vez mais sofisticados e até uso de inteligência artificial. É preciso que os responsáveis sejam identificados e punidos. As pessoas devem desconfiar sempre de pedidos de recursos para liberação de valores, de pedidos de transferências por Pix e devem procurar sempre o próprio advogado para confirmar a veracidade das informações”, afirmou a presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio.
A entidade orienta que clientes nunca realizem pagamentos ou transferências solicitados por mensagens sem antes confirmar diretamente com o advogado responsável pelo caso, especialmente quando houver pedidos urgentes para a liberação de supostos valores judiciais
COMO O GOLPE FUNCIONA
- Coleta de dados: Os criminosos acessam os diários oficiais e plataformas de tribunais públicos. Eles levantam o nome da vítima, número do processo, o valor estimado a receber e o nome do advogado real do caso.
- Abordagem personalizada: Eles entram em contato por WhatsApp, SMS ou ligação. Usam a foto real do advogado e o logotipo do escritório para criar um perfil falso. Em casos modernos, utilizam Inteligência Artificial para clonar a voz ou simular a imagem do profissional.
- A falsa notícia: Informam que o processo foi ganho e que há uma grande quantia de dinheiro pronta para ser liberada.
- A cobrança e urgência: Alegam que, para sacar o montante, a vítima precisa pagar uma taxa antecipada. Eles inventam termos como “taxa de liberação de alvará”, “despesas de cartório” ou “impostos”, gerando forte pressão para que o pagamento via Pix ou boleto seja feito imediatamente.






