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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Grande barreira assombra moradores do Parque do Imbuí

Rua inteira já caiu e situação pode ficar ainda mais complicada no período de chuvas fortes

Marcello Medeiros

Há quase que exatos dez meses, moradores do Parque do Imbuí vivem o drama de não conseguir chegar ou sair de casa a qualquer momento, medo que fica ainda maior no período que se inicia, o de chuvas fortes. Um grande escorregamento de terra entre as Ruas Cacatuas e Tangará, tendo levado totalmente parte da segunda, a de cima, “assombra” a comunidade desde o início de fevereiro. Como nenhum tipo de contenção foi realizado pelo governo municipal, além de não haver sequer a preocupação com um sistema de escoamento de água das chuvas no trecho em risco, a preocupação dos moradores é que terra e lama voltem a descer para a parte mais plana do bairro, além, logicamente, de boa parte do morro descer e fechar totalmente a passagem de veículos e até pedestres.

Nas semanas após o deslizamento de terra, temporais carregaram o material para as estradas do Fraze e Grande Circuito, que ficaram quase que totalmente intransitáveis. A pracinha do bairro, onde fica a Capela de São Francisco de Assis, foi transformada em um verdadeiro pântano. Além disso, para complicar ainda mais a situação, o sistema de manilhas ficou totalmente obstruído pela terra, demorando meses até que funcionários das secretarias de Obras e Serviços Públicos conseguissem fazer a limpeza e substituição de algumas partes.
Com o período de estiagem, veio a falsa sensação de segurança. Hoje, porém, moradores de diversas vias voltam a olhar para a barreira com olhar de medo e desconfiança. Nada foi feito para evitar que a Rua Tangará continuasse desabando em direção a de baixo. Além da chuva atingindo diretamente a encosta, toda água que escorre pela via segue em direção ao grande barranco.

Em maio passado, mostramos que os moradores estavam vendo seus imóveis sendo desvalorizados, assim como grandes prejuízos para os empreendimentos turísticos do Parque do Imbuí. “O valor dos imóveis tem caído bastante. As pessoas vêm procurar um lugar aprazível e dão de cara com essa praça abandonada. O valor cai e nada acontece. Só temos um IPTU cada vez mais alto para pagar”, relatou à época Paulo Santos, então síndico do condomínio A Flor do Imbuí. 

Problemas desde 2011

Não bastasse a situação registrada nos primeiros dias de fevereiro, e ignorada pelo governo Mário Tricano, muitos problemas se arrastam desde a Tragédia de janeiro de 2011. Ruas da parte mais alta do Parque do Imbuí, como a New Land e a estrada do Planalto, por exemplo, foram totalmente abandonadas. O sistema de manilhas destruído e, segundo denúncias de moradores, até retirado de alguns pontos onde resistiu ao temporal de seis anos atrás para ser colocado em outros, fazendo com que as águas das chuvas desçam com mais força e causando destruição nas vias públicas e residências do seu entorno, terminando justamente na problemática pracinha.

“Parece redundante diante do que encontramos atualmente em Teresópolis, mas é uma vergonha a situação do Parque do Imbuí. Esse prefeito, que dizia ser o salvador da pátria, está tão ruim ou pior do que os anteriores. Moramos em um bairro nobre e na zona urbana, mas a impressão é que estamos naquelas comunidades de interior, já vizinhas a outros municípios, onde os olhos do poder público fingem não enxergar”, pontuou um morador de condomínio em frente à praça da capelinha.

Além dos milhares de moradores e veranistas das muitas ruas e condomínios do Parque do Imbuí, o descaso do poder público prejudica também o turismo. Ficam na região grandes e conhecidas pousadas, além de um núcleo do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis – o único da unidade de conservação ambiental administrada pela SMMA que oferece diversas e boas vias de escalada no estilo “aderência”. Com lamaçal e alagamentos frequentes, além de muitos buracos e ruas desaparecendo em meio à vegetação e canaletas abertas pela água da chuva devido à inexistência de rede de captação, tais empreendimentos poder ser prejudicados e, consequentemente, fechar as portas ou pelo menos reduzir o número de empregados registrados.

 

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Edição 17/07/2024
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