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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Grupo de catadores é retirado do lixão em Teresópolis

Espaço está interditado desde o incêndio, em junho passado, e retirada de recicláveis continua proibida

Marcello Medeiros

Nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, 28, foi realizada uma ação envolvendo agentes das polícias Militar e Polícia Civil e da Guarda Civil Municipal com objetivo de apurar denúncias sobre suposta invasão no lixão do Fischer, outrora aterro sanitário de mesmo nome. Os supostos invasores seriam pessoas que fazem da coleta de materiais recicláveis seu sustento, por muito anos tendo atuado nesse espaço às margens da rodovia BR-116. O motivo para a retirada e proibição da prática é que a área está interditada pelo INEA desde junho do ano passado, quando um grande incêndio foi registrado em uma das montanhas de lixo, se espalhou por todo o campo de descarte e uma grande nuvem de fumaça tóxica tomou conta do município. Segundo apurado, oito pessoas estavam no local tentando encontrar algo que pudesse ser comercializado e foram orientadas a se retirar, saindo pacificamente e sem a necessidade da utilização de qualquer meio de coerção.

Segundo apurado, oito pessoas estavam no local tentando encontrar algo que pudesse ser comercializada e foram orientadas a se retirar, saindo pacificamente e sem a necessidade da utilização de qualquer meio de coerção. Foto: Plantão Diário

Em outubro passado, um grupo de catadores fez um protesto em frente ao Palácio Teresa Cristina, a prefeitura. Na ocasião, eles informaram que 89 famílias estão sendo prejudicadas com a interdição do espaço, visto que o auxílio oferecido pelo município não foi suficiente para manter essas pessoas. Além de faixas e cartazes alertando para a situação, foi utilizado no protesto um caixão com a inscrição “Aqui jaz o Desenvolvimento Social” e uma foto do prefeito Vinicius Claussen.
“Não estão deixando a gente trabalhar mais e nem ao menos na área onde está sendo feito o transbordo do lixo, pois eles estão pagando R$ 900 mil por mês com renda tirada do município para colocar na empresa que faz o transbordo, e enquanto isso tem 89 famílias desempregadas e desamparadas, todo mundo em casa, isso é uma covardia, em 107 dias deram apenas duas cestas básicas mínimas para nós, nós vamos direto na prefeitura e no setor de desenvolvimento social e só recebemos porta na cara, não conseguimos nenhuma resposta, nós estamos abandonados e por isso estamos aqui nos manifestando e reivindicando nossos direitos, não queremos auxílio de dinheiro, queremos trabalho”, declarou na ocasião o catador Vitor da Silva.

Segundo apurado, oito pessoas estavam no local tentando encontrar algo que pudesse ser comercializada e foram orientadas a se retirar, saindo pacificamente e sem a necessidade da utilização de qualquer meio de coerção. Foto: Plantão Diário

Reunião
Após o protesto, uma comissão de catadores de materiais recicláveis que atuavam no Aterro do Fischer foi recebida no gabinete do prefeito. Realizado na Prefeitura, o encontro foi acompanhado pelo defensor público Marcos Delano, do 7º Núcleo Regional de Tutela Coletiva da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, e por Márcia de Oliveira, do Instituto de Direito Coletivo. Pela comissão de catadores, participaram Vitor da Silva Santana, João André da Silva Neto, Glaucia Fernanda Fischer de Jesus, Edson Teixeira de Oliveira, Isabela da Conceição Ferreira e Adriana da Silva de Almeida. “Além de garantir a continuidade da entrega de cestas básicas para as 89 famílias de catadores cadastradas pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, o governo deu início ainda nesta sexta-feira a um estudo para avaliar a possibilidade de acesso desses profissionais a materiais recicláveis, a fim de garantir ocupação e renda”, informou em novembro passado o governo municipal. Nesta quinta-feira, cobramos um novo posicionamento da prefeitura, não recebendo nenhuma resposta até o momento.

Edição 24/02/2024
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