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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Hemonúcleo prestes a completar três anos fechado em Teresópolis

Prefeitura diz que atualmente aguarda novos equipamentos e vistoria da Vigilância Sanitária

A doação de sangue é um ato solidário, de amor e respeito ao próximo. Mas, em Teresópolis, é preciso ter também um pouquinho mais de “boa vontade”. Isso porque, há quase três anos, o principal espaço para a captação de doadores no município, na região central do município, está de portas fechadas. Desde 18 de janeiro de 2021, o espaço da secretaria municipal de Saúde, que funciona no mesmo prédio do Centro de Saúde da Várzea, está de portas fechadas e o atendimento sendo redirecionado para o Hospital São José, no bairro do Alto. Ciente da importância da manutenção de um local de melhor acesso, na região de maior movimentação do município, o Diário tem acompanhado a situação. Em agosto passado, a prefeitura informou que “em breve” ficaria pronta a obra. No final de novembro, questionado por nossa reportagem, o governo municipal informou que a reforma do hemonúcleo foi concluída em outubro. “A Secretaria de Saúde aguarda a entrega de alguns equipamentos e a vistoria da Vigilância Sanitária do Estado do Rio de Janeiro, que será feita nas próximas semanas, para que o equipamento seja entregue para a população”, destacou ainda a nota.
Quase que exatamente um mês depois desse posicionamento, parece que nada mudou. Ou, seu mudou, não foi divulgado pela prefeitura. Nesta quarta-feira, 27, entramos em contato com a vigilância sanitária estadual para saber se era por culpa dela o atraso para a retomada do atendimento em tão importante espaço. Porém, não recebemos nenhuma resposta até o fechamento desta edição.
A reforma da unidade para doação de sangue foi realizada com recursos de emenda parlamentar do Ministério da Saúde no valor de R$ 223.138,99, liberados e fiscalizados pela Caixa Econômica Federal. “Com previsão de seis meses de duração, a revitalização será realizada por empresa contratada pela Prefeitura através de licitação”, informou a PMT em janeiro de 2021. Os seis meses viraram um ano, dois anos… E já são quase três. No meio do caminho, houve mudança na empresa responsável pelo serviço, mas, ainda assim, não dá para compreender como se demora tanto para reformar meia dúzia de salas, em um prédio que não precisou de nenhuma grande intervenção estrutural.
Segundo informações da PMT, o que foi realizado: construção de dois novos sanitários masculino e feminino e de um adaptado para pessoa com deficiência; substituição de bancadas e cubas e instalação de armários; troca geral das instalações elétricas, incluindo colocação de alarme para sanitário PCD; nova forração e colocação de revestimento cerâmico nas paredes das salas da área técnica; correção de pontos de infiltração; colocação de piso tátil nas áreas externa e de espera e pintura geral.

Matéria divulgada pelo jornal O Diário de Teresópolis em 18 de janeiro de 2021. Obra que a Prefeitura informou que ia demorar 6 meses já está sendo feita há 35 meses

Onde doar
Inaugurado em 2001 e com uma média de 200 doações mensais, o Hemonúcleo de Teresópolis atendia o município e as cidades vizinhas de Guapimirim, e São José do Vale do Rio Preto, auxiliando eventualmente hospitais de Nova Friburgo, Magé e até do Rio de Janeiro. Enquanto o espaço não for reaberto, a coleta de sangue segue na Unidade de Hematologia do Hospital São José (HSJ), localizado na Rua Judith Maurício de Paula, 135, no Alto. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h (exceto feriados). O telefone para informações é (21) 97142-1063.

Para doar sangue é necessário:

  • Estar bem de saúde;
  • Ter entre 16 e 69 anos e peso superior a 50 quilos;
  • Adolescentes entre 16 e 17 anos precisam de autorização dos responsáveis legais;
  • O limite de idade para a primeira doação é 60 anos; quem tem 61 anos ou mais e nunca doou está inapto;
  • Ter feito uma refeição leve, não ter consumido gordura nem ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas e não ter fumado ao menos uma hora antes;
  • Uso de medicamentos e vacinas e ter sido submetido a cirurgias podem tornar o doado inapto.

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No meio do caminho, houve mudança na empresa responsável pelo serviço, mas, ainda assim, não dá para compreender como se demora tanto para reformar meia dúzia de salas. Foto: Marcello Medeiros/Diário

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Em agosto passado, a prefeitura informou que “em breve” ficaria pronta a obra. No final de novembro, questionado por nossa reportagem, o governo municipal informou que a reforma do hemonúcleo foi concluída em outubro. Foto: Reprodução

Edição 23/02/2024
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