“Ô chefia, encontrei todos esses fios aí no lixo”. Um conhecido ladrão que tem agido na região do bairro de Fátima tentou escapar de mais um encaminhamento para a 110ª Delegacia de Polícia, pelo mesmo motivo, mas não convenceu os policiais do 30º BPM que faziam patrulhamento durante madrugada na Rua Beira-Rio e o avistaram carregando uma grande sacola lotada de fios de diversos tipos e tamanho, material que tudo indica foram retirados de residências e estabelecimentos comerciais da região. O homem e o material foram levados para a delegacia local, com os fios ficando apreendidos e ele autuado, mais uma vez, pelo crime de furto. Porém, devido ao valor do material e quantidade, e entendimento legal previsto na legislação atual, foi liberado para responder ao processo pelo que está previsto no Artigo 155 do Código Penal Brasileiro. Futuramente, se condenado, pode pegar até três anos de prisão.
A motivação dos furtos de fios elétricos ou de telecomunicações está diretamente ligada ao valor comercial do cobre – um metal bastante valorizado no mercado de sucata e materiais recicláveis. Isso faz com que criminosos retirem fios de postes, obras ou estruturas para depois vender o cobre a recicladores ou ferros-velhos, mesmo que a ação seja ilegal. Em Teresópolis, foram centenas de casos nos últimos anos. Em agosto de 2025, por exemplo, trabalhadores de uma obra encontraram fios separados e parcialmente queimados, prontos para serem levados – evidenciando a ação de criminosos que retiram material para vender o cobre para reciclagem. Os ladrões fugiram antes de concluir o furto. Em setembro do mesmo ano, um furto de cabos de cobre em uma estação de transmissão de TV na Estrada das Torres de TV, em Vila Muqui, deixou usuários sem sinal. Cerca de 80 metros de cabos foram levados e o caso foi registrado na Polícia Civil.






